Auditor fiscal e consultor do BID é o novo secretário da Receita Federal

Foto: Pedro França/ Agência Senado

O auditor fiscal José Barroso Tostes Neto será o novo secretário da Receita Federal. Escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ele vai assumir o posto deixado por Marcos Cintra, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro há pouco mais de uma semana.

Tostes, que é especialista em gestão fiscal e consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foi apresentado a Bolsonaro no fim da tarde de quarta-feira, dia 18, quando a escolha foi aprovada. No ano passado, Tostes concorreu à lista tríplice para o cargo de secretário da Receita Federal em eleição promovida pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), mas não ficou entre os três da lista, que é entregue ao governo como sugestão.

O antigo secretário, Marcos Cintra, foi demitido um dia após o secretário-adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, apresentar publicamente um imposto nos moldes da extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), que era uma proposta ainda em discussão.

Bahia.Ba

Mourão diz que superar crise fiscal é única forma de retomar crescimento no Brasil

Foto Tomaz Silva/ Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, dia 19, que a única maneira de retomar o crescimento do país é superar a crise fiscal por meio do ajuste das contas públicas e que a primeira medida a ser aprovada é a reforma da Previdência.

“Todos estão conscientes de que o sistema previdenciário que nós tínhamos era uma pirâmide, na qual nós que somos mais velhos vamos receber e os mais novos vão trabalhar até o túmulo e não vai ter aposentadoria para eles”, disse ele durante palestra para empresários em São Paulo (SP).

De acordo com Mourão, o novo sistema de aposentadoria deve ser aprovado até o dia 18 do próximo mês, o que é uma grande vitória, segundo ele, porque ninguém acreditava que o texto iria ser aceito ainda neste ano. (mais…)

Bolsonaro anuncia descontingenciamento de R$ 8,3 bilhões

Foto: Isac Nobrega/ PR

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta quinta-feira, dia 19, o descontingenciamento de R$ 8,3 bilhões, que devem ser distribuídos ao Ministério da Educação e outras pastas.

“Desde o início, nosso governo preza pela responsabilidade com as contas públicas. Com muito sacrifício, estamos criando condições para manter os investimentos”, escreveu o chefe do Palácio do Planalto, em suas redes sociais.

Na última terça-feira, dia 17, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o descontingenciamento seria anunciado até o final do mês.

Bahia.Ba

Banco do Brasil desembolsa R$ 538,7 milhões em crédito para pessoas com deficiência

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Banco do Brasil desembolsou R$ 538,7 milhões em linha de crédito para pessoas com deficiência, desde fevereiro de 2012, quando foi criada a linha. Segundo o banco, foram atendidas 73 mil pessoas com deficiência, em todo o país. Essa linha de crédito é destinada ao financiamento de bens e serviços de tecnologia assistiva, ou seja, é possível financiar, por exemplo, cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, órteses, próteses, andadores e, adaptações em imóvel residencial.

O público-alvo são correntistas pessoa física com limite de crédito disponível e renda mensal bruta até 10 salários mínimos. Os juros vão de 5% a 5,5% ao ano. O valor do financiamento é de R$ 70 a R$ 30 mil e pode ser pago de 4 a 60 meses, com prestações debitadas automaticamente na conta corrente. Para ter acesso ao financiamento, é preciso apresentar nota fiscal da compra, em nome do cliente, com a descrição do produto e data de emissão de no máximo 30 dias antes da contratação.

Segundo o BB, é necessário apresentar documentação complementar no caso de projeto arquitetônico, serviço de execução de projeto ou material para execução de projeto de adaptação de imóvel residencial para adequação de acessibilidade.

Agência Brasil

Petrobras vai manter preço da gasolina até valor do petróleo se acomodar no mercado externo

A Petrobras decidiu manter o preço da gasolina, do diesel e dos demais derivados de petróleo até o preço do petróleo se acomodar no mercado internacional. Desde o domingo, dia 15, os preços internacionais do petróleo passaram a registrar forte alta após duas grandes instalações serem atacadas na Arábia Saudita.

A decisão da Petrobras é aguardar até que se tenha informações mais seguras sobre quanto tempo será necessário para normalizar a produção. A expectativa é que os preços continuem voláteis nos próximos dias. A Petrobras vai segurar os preços sem que isso afete a rentabilidade.

A empresa pode fazer o chamado “hedge” (proteção contra a variação de preços) para evitar que se repasse ao consumidor a variação toda vez que também houver variação das cotações no mercado internacional.

G1

Indicador mostra alta de 2,6% no consumo de bens da indústria em julho

Foto: Cesar Ogata/ Secom/ PMSP

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, que mede a demanda interna no setor, registrou alta de 2,6% na comparação entre os meses de julho e junho na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu um recuo de 0,2% no período anterior, o trimestre terminado em julho encerrou com crescimento de 1,8% na margem. O indicador é definido como a produção industrial doméstica, descontadas as exportações e acrescidas as importações.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna não exportada cresceu 1,1% em julho deste ano comparado ao mês anterior, as importações de bens industriais registraram alta de 8,9% no mesmo período. As grandes categorias econômicas, em geral, apresentaram crescimento em relação ao mês de junho, com destaque para bens de consumo duráveis (3,9%) e não duráveis (2,6%).

Na comparação com julho de 2018, porém, a queda foi disseminada entre as categorias, com destaque negativo para bens de capital (-2,9%) e duráveis (-3%). De acordo com o Ipea, o bom desempenho das categorias econômicas em julho, em relação ao mês de junho deste ano, se refletiu nas classes de produção, com aumento da demanda interna por bens da indústria de transformação em 2,4% em relação ao mês de junho. A extrativa mineral também cresceu, pelo 3º período consecutivo, com alta de 13,3%. (mais…)