Bolsonaro diz que volta do auxílio é ‘terrível’ e pode aumentar endividamento

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, dia 10, que a volta do auxílio emergencial, medida que está sendo costurada no Congresso, será “terrível” para a economia e pode representar um aumento no “endividamento” do governo.

“A arrecadação esteve praticamente equivalente nos municípios tendo em vista o auxílio emergencial, que volta a ser discutido. E é o que eu falo: não é dinheiro que eu tenho no cofre, é endividamento. Isso é terrível também. A economia tem que pegar. Temos que voltar a trabalhar”, defendeu Bolsonaro em discurso feito a prefeitos em evento no Ministério da Educação.

O auxílio emergencial foi durante o primeiro ano da pandemia da Covid-19 a única ou principal renda de milhões de brasileiros. No entanto, o pagamento do benefício terminou em janeiro e, com o agravamento da Covid-19 e a situação do mercado de trabalho, busca-se uma nova leva do auxílio. (mais…)

Ford faz acordo com Procon-SP e promete manter assistência no Brasil

Foto: Alberto Coutinho/ GOV-BA

A Fundação Procon de São Paulo e Ford Motor Company Brasil fecharam um acordo em que a empresa se compromete a manter assistência ao consumidor no país, com operações de vendas, serviços, assistência técnica, peças de reposição e garantia para seus clientes.

O acordo, divulgado nesta terça-feira, dia 09, tem abrangência nacional e vigência durante toda a vida útil dos veículos vendidos pela marca. “O acordo garante a tranquilidade de quem já possui um veículo da montadora ou que venha a adquirir um. Vale destacar que o acordo é válido para todo o Brasil”, destacou o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

A montadora Ford anunciou em janeiro o encerramento de suas atividades produtivas no Brasil e o fechamento das suas duas fábricas: em Camaçari (BA) e Taubaté (SP). A empresa manterá em funcionamento apenas o Centro de Desenvolvimento, na Bahia; o Campo de Provas, em Tatuí (SP); e sua sede regional, em São Paulo.

Agência Brasil

Inflação oficial desacelera para 0,25% em janeiro, menor taxa desde agosto

Imagem Ilustrativa de Pexels por Pixabay

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, avançou 0,25% em janeiro, depois de ter subido 1,35% em dezembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 09, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É a menor taxa mensal desde agosto de 2020 (0,24%), embora permaneça acima do centro da meta em 12 meses. Os preços da energia elétrica iniciaram o ano em queda de 5,6% e ajudaram a aliviar a inflação. Por outro lado, alimentos e bebidas continuam a puxar os preços para cima, embora tenham menos força.

A inflação oficial de janeiro ficou abaixo da expectativa do mercado, já que uma pesquisa da Reuters projetava um avanço de 0,31%.

Metro1

Parlamentares cobram recriação do Ministério do Planejamento

Foto: Marcos Corrêa/ PR

Está em discussão a criação do Ministério do Planejamento, que ficaria responsável pelo orçamento. Ela faz parte da cobrança por cargos de alto escalão prometidos na negociação do governo com o Congresso para garantir a vitória dos presidentes da Câmara e do Senado nas eleições.

A ideia da volta da pasta ganhou força entre senadores nesta segunda-feira, dia 08. O governo Bolsonaro a fundiu com o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes. De acordo com a reportagem, a separação defendida por parlamentares não teria aval do presidente na visão de Guedes.

A equipe econômica, porém, reconhece a pressão por cargos na área. Os focos atuais da pasta são uma solução para possibilitar um Auxílio Emergencial novo e a retomada da agenda de privatizações, iniciadas por Eletrobras e Correios.

Redação: Metro1 | Informações: G1

Novo auxílio sem contrapartida elevaria juros, segundo presidente do Banco Central

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Antes negada e atualmente debatida publicamente pelo Executivo e pelo Legislativo, a criação de um novo auxílio emergencial sem uma contrapartida fiscal deve levar a um aumento de juros. A afirmação foi feita pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Atualmente, a taxa Selic está em uma mínima histórica de 2%.

Ao participar de uma videoconferência direcionada a investidores internacionais, Campos Neto ressaltou que o aumento de gastos públicos, sem compensação, tem um impacto no prêmio de risco dos juros futuros e, também, na projeção futura de inflação. Para dar conta do passivo fiscal, o governo emite títulos públicos que geram, no seu comprador, uma expectativa de prêmio em pagamento de juros. Este contesto impacta nas variáveis consideradas pelo BC no combate à inflação.

“Sem nenhuma contrapartida, há um risco de adotar uma medida para estimular a economia e ter um efeito negativo”, disse o presidente do Banco Central. “Estamos em um ponto de inflexão no qual o que mercado está nos dizendo é que: se só gastarmos mais, a reação das variáveis à fragilidade na situação fiscal vai superar o benefício de colocar mais recursos na economia”.

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Projeto de autonomia do Banco Central deve ser votado pela Câmara

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados deve votar entre esta terça-feira, dia 09, e quarta-feira, dia 10, o projeto que prevê autonomia para o Banco Central. Ele já foi aprovado pelo Senado e, segundo o relator, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), o parecer já foi chancelado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Dentre as novas definições propostas, está o mandato de quatro anos para o presidente e os diretores do banco – que não ocorrerá ao mesmo tempo que a gestão do presidente da República. O presidente e os outros oito diretores do BC são indicados pelo chefe de Estado e passam por sabatina e votação no Senado.

Além disso, o texto prevê que a diretoria da instituição não pode ser demitida por subir a taxa Selic, valor básico de juros da economia. Atualmente, ela está em 2%, tendo por base uma meta de inflação de 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022. Há uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Redação: Metro1 | Informações: G1