Estudos avaliam vantagens de maior intervalo da vacina AstraZeneca

Foto: Luciano Almeida

O Ministério da Saúde distribuiu até agora cerca de 130 milhões de doses de quatro tipos de vacina contra a Covid-19 para todo o país. Quase metade é do imunizante desenvolvido pela universidade inglesa de Oxford com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e fabricado no Brasil pela Fiocruz. Inicialmente, o intervalo entre as duas doses dessa vacina era de quatro semanas. Logo depois aumentou para três meses.

Agora, os pesquisadores de Oxford indicam que pode ser mais vantajoso tomar a segunda dose 11 meses depois da primeira. Os dados preliminares mostram que esse intervalo maior pode aumentar a resposta imunológica até 18 vezes. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, comentou sobre a possibilidade de ampliar o intervalo entre as doses e destacou a importância dos estudos, mas que é preciso tomar a segunda dose no tempo estabelecido. Ele disse que “em países mais pobres a imunização é feita com vários tipos de doações.” Frisou que é preciso respeitar a data da segunda dose anunciada no cartão de vacinação.

Ou seja, apesar das pesquisas, ainda é preciso – e muito importante – tomar a segunda dose da vacina na data indicada no cartão de vacinação. Outros estudos também são conduzidos, por exemplo, para avaliar a possibilidade de concluir o esquema vacinal com uma dose, no caso da Janssen, ou com duas doses nas demais vacinas, e, depois, tomar a terceira dose como reforço. Essa dose poderia ser da mesma vacina ou de outro imunizante.

Agência Brasil

Bolsonaro comemora morte de Lázaro Barbosa

Foto: Alan Santos/ PR

O presidente Jair Bolsonaro comemorou nas redes sociais a operação policial que resultou na morte do fugitivo Lázaro Barbosa, em Cocalzinho de Goiás. Lázaro estava fugindo da polícia há 20 dias.

“Lázaro: CPF cancelado”, escreveu Bolsonaro no Twitter. Em seguida, o presidente parabenizou os mais de 270 agentes de segurança que participaram da força-tarefa.

“Parabéns aos heróis da PM-GO por darem fim ao terror praticado pelo marginal Lázaro, que humilhou e assassinou homens e mulheres a sangue frio. O Brasil agradece! Menos um para amedrontar as famílias de bem. Suas vítimas, sim, não tiveram uma segunda chance”, disse o presidente.

Bahia.Ba

Lázaro Barbosa morre após ser capturado pela polícia

Foto: Divulgação/ PCDF

Lázaro Barbosa, conhecido como Serial killer de Brasília, morreu na manhã desta segunda-feira, dia 28, após ser baleado em Águas Lindas de Goiás, no 20º dia de uma megaoperação que contou com mais de 270 policiais. Ele era procurado por uma força-tarefa desde o dia 9 de junho.

Segundo o secretário de segurança pública de Goiás, Rodney Miranda, Lázaro foi atingido após descarregar uma pistola, possivelmente 380, nos policiais. Ainda segundo Miranda, nenhum policial foi ferido. Lázaro foi encontrado com R$ 4.400 mil reais no bolso e usava um casaco com um distintivo antigo da Polícia Militar do Distrito Federal.

Condenado por assassinatos e estupros, o fugitivo da Justiça era procurado por uma série de crimes na Bahia, no Distrito Federal e em Goiás. Com conhecimento de mata, Lázaro sabia se disfarçar em vegetações e fugia por rios para não deixar rastros. As buscas por Lázaro, que causaram intensa mobilização no país, começaram após a morte de quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, em 9 de junho. (mais…)

Integrante titular da Comissão de Meio Ambiente da Câmara comenta exoneração de Salles

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Minutos após o anúncio da exoneração do ministro do Meio Ambiente, o deputado Célio Studart (PV-CE) escreveu no Twitter: “O ministro Ricardo Salles vai embora tarde! Finalmente sai de cena um dos maiores inimigos do meio ambiente e dos animais! Sua gestão foi um verdadeiro desastre para o país, além de ter causado grandes danos à imagem do Brasil no exterior.”

Integrante titular da Comissão de Meio Ambiente da Câmara (CMADS), Célio defendia a saída do agora ex-ministro desde o primeiro ano da gestão Bolsonaro. Em novembro de 2019, protocolou o primeiro pedido de impeachment junto com o então presidente da CMADS, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), por crime de responsabilidade.

Na ocasião, Salles desrespeitou prazo constitucional para apresentar respostas a requerimento de informação apresentado por Célio Studart. Diante disso, os parlamentares pediram ao procurador-geral da República a apresentação de denúncia ao STF para abertura de processo de impeachment. (mais…)

Banco Central nega possibilidade de golpe com Pix agendado

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Previsto para tornar-se obrigatório a todas as instituições financeiras a partir de 1º de setembro, o Pix agendado é seguro e não permite brechas para golpe, informou nesta quarta-feira, dia 23, o Banco Central (BC). O órgão reagiu a boatos que circulam nas redes sociais de que criminosos poderiam usar a opção de agendamento para aplicarem golpes. Segundo mensagens compartilhadas na internet, correntistas estariam recebendo notificações de Pix agendado de um desconhecido.

Em seguida, o autor da mensagem entra em contato com o destinatário dizendo que a transferência foi feita por engano e pede a devolução do dinheiro. Em seguida, o golpista cancelaria o agendamento inicial, fazendo a vítima ficar no prejuízo. De acordo com o Banco Central (BC), essa descrição não passa de boato porque esse formato de golpe não pode ser executado. O recebedor de um Pix agendado só recebe a notificação quando o dinheiro cai na conta, não no momento do agendamento. Além disso, um agendamento pode ser cancelado a qualquer momento.

Dessa forma, em caso de engano, o próprio autor do pagamento pode desfazer a transação sem o conhecimento do destinatário. Segundo o BC, não existe a possibilidade de a vítima receber uma notificação de um dinheiro que não caiu na conta. O órgão ressalta que as notificações relativas ao Pix são recebidas apenas por meio do aplicativo da instituição financeira, não por meio de SMS ou de aplicativos de mensagens. (mais…)

Via Bahia pode ser o primeiro caso de intervenção federal em uma concessão, diz ministro

Foto Wilson Dias/ Agência Brasil

“Estamos planejando uma intervenção na Via Bahia. Pode ser o primeiro caso de intervenção federal numa concessão. A gente deve assumir o controle da concessão e varrer do mapa aquela concessionária, porque é um deboche o que a Via Bahia faz com a população”, disparou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em audiência na Câmara dos Deputados na terça-feira (22). Ele classificou como “deboche” a proposta da atual concessionária das BRs 116 e 324 em passar de R$ 2 para R$ 14 o valor do pedágio.

O aumento seria para a execução de investimentos previstos em contrato e até agora não realizados. “Não vamos aceitar isso. É um tapa na cara do usuário”, disse. Segundo o ministro, a empresa arrecadou 90% das receitas previstas no plano de negócios, mas não executou qualquer obra condicionada em contrato e só fez 30% dos investimentos previstos por meio de fluxo de caixa marginal.

A inadimplência e o não cumprimento das obrigações contratuais originaram uma batalha jurídica, cujas primeiras decisões, da Corte Arbitral canadense, foram favoráveis à União. “A Via Bahia é um caso sério: a pior concessão no Brasil. Não dá mais para suportar”, resumiu Tarcísio de Freitas.

Aescom MInfra