Dia das Mães: poemas emocionantes de Quintana, Drummond e Bráulio Bessa celebram o amor materno

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De Mário Quintana a Bráulio Bessa, passando por Carlos Drummond de Andrade, Alice Ruiz e Augusto Branco, a poesia brasileira transformou a maternidade em símbolo de eternidade, delicadeza e força. Neste Dia das Mães, versos de diferentes gerações emocionam leitores ao traduzir em palavras a grandeza do amor materno.

Poucas figuras humanas inspiraram tantos versos ao longo da história quanto a mãe, símbolo de acolhimento, força, ternura e eternidade. De diferentes gerações e estilos, grandes poetas brasileiros transformaram esse amor em palavras capazes de atravessar o tempo. (mais…)

Poesia É NATAL de Maria do Carmo Silva

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À meia noite de 24 de dezembro,

os sinos das igrejas badalavam,

anunciando a chegada do Natal!

Nas residências, o presépio,

era visitado e contemplado.

A “missa do galo” era

o grande momento celebrativo,

onde o abraço de Feliz Natal,

era fraternalmente partilhado!

Era Natal!

Os corações das crianças palpitavam,

na expectativa de ganhar um brinquedo!

O nascimento do SALVADOR,

era lembrado, respeitado e celebrado!

É NATAL!

A missa da meia noite,

com horário antecipado!

O presépio nas residências,

foi descartado!

O abraço do FELIZ NATAL,

com poucos é partilhado!

Inúmeras crianças continuam na expectativa,

não somente de um brinquedo,

mas de alimento, moradia, saúde,

dignidade humana!

É NATAL!

Que a justiça, a Paz e a fraternidade,

trazidas por JESUS, o Salvador da humanidade,

seja uma realidade cotidiana por nós vivenciada!

POESIA DE MARIA DO CARMO SOBRE O SÃO JOÃO ‘RETROSPECTIVA’

Imagem de anarosadebastiani por Pixabay

A palhoça era erguida,

Decorada com bandeirolas coloridas.

No terreiro, a fogueira era armada,

Soltar fogos era a alegria da garotada!

 

Um galho enfeitado,

Era fincado ao lado da fogueira.

Ao som do “forró pé de serra”,

O povo dançava a noite inteira.

 

Sobre as mesas muita fartura:

Amendoim, milho, canjica, laranja, …

O licor não podia faltar,

Era a bebida típica para o povo recepcionar.

 

O arrasta-pé a noite animava,

O chinelo a poeira levantava.

A alegria desta noite era gravada na memória.

Eita São João bom, o São João de outrora!

 

Do São João de outrora, boa recordação.

Histórias vividas na simplicidade e na tradição.

Não basta apenas recordar.

A tradição popular é preciso preservar!

 

Autora: Maria do Carmo Silva.

POEMA DE MARIA DO CARMO – CLAMOR INDÍGENA

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dia celebrativo pelo reconhecimento aos povos originários, 19 de abril, conforme a Lei 14.402/22 que instituiu esta data como o DIA DOS POVOS INDÍGENAS, tem como objetivo  celebrar a diversidade cultural destes povos originários. A Poesia é um instrumento de clamor pelo reconhecimento da importância dos povos indígenas e do seu legado histórico e cultural que são um marco na história do nosso território BRASIL.

 

CLAMOR INDÍGENA

Desterrados,

Desprezados,

Invisibilizados,

Desumanizados,

Eles, os povos nativos,

Sem direito a posse da terra,

Sem direito a assistência,

Sem humanização.

Eles, os povos INDÍGENAS,

Destituídos de SER e de VIVER,

Imploram por sobreviver!

 

Autoria – Maria do Carmo da S. Santos

Poesia extraída do livro COLHEITAS ANCESTRAIS & PRIMAVERAS

Reflexão ‘Quinta-feira Santa: O Perdão’

Foto: Arquivo Pessoal

Por Neide Ferreira – poeta.

Nesta quinta-feira santa, dia de reflexão,

Pensamos no amor que Jesus nos deu.

Ele nos ensinou a perdoar,

A amar e a ser misericordioso.

 

O perdão é um dom precioso,

Que nos liberta do peso da dor.

Ele nos permite seguir em frente,

Sem o peso da raiva e do ressentimento.

 

Jesus nos mostrou o caminho do amor,

Com sua vida e com sua morte.

Ele nos ensinou a perdoar,

A amar e a ser compassivo.

 

Que possamos aprender com Jesus,

A perdoar e a amar sem condições.

Que possamos ser misericordiosos,

E espalhar amor e paz por onde passamos.

 

Nesta quinta-feira santa, vamos refletir,

Sobre o amor e o perdão de Jesus.

Vamos pedir para sermos instrumentos,

De amor e paz no mundo.

 

Com reflexão e paz, Neide Ferreira.

Poesia de Maria do Carmo Silva ‘CLAMOR DA NEGRITUDE’

Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

Olha o Negro aqui!

Discriminado,

Rechaçado,

Desumanizado,

Humilhado,

Maltratado!

Olha o Negro aqui!

Por que discriminá-lo?

Por que rechaçá-lo?

Por que desumanizá-lo?

Por que humilhá-lo?

Por que maltratá-lo?

Por que inferiorizá-lo?

Discriminá-lo simplesmente pela cor da sua pele?

A melanina é um rótulo de exclusão?

NEGRO é humano, é cidadão!

NEGRO exige liberdade de ir e vir!

NEGRO é digno de respeito,

NEGRO clama por igualdade de condição!

A escravatura no Brasil gerou o preconceito e a discriminação racial que ainda perdura contra a vida da nossa população negra, cotidianamente submetida a novas formas de escravização, ao silenciamento, a invisibilidade, a violência, a intolerância, causando consequências dolorosas a nossa trajetória humana e social. Sou negra, poeta, escritora e acredito na POESIA como um eco por libertação das “correntes” que ainda nos aprisionam.

Autora: Maria do Carmo da Silva Santos.

Instagram: @mariadocarmoescritora