1º de abril – 7 mentiras sobre restrição de glúten e lactose na dieta

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As dietas com restrição ou a retirada total de glúten e lactose têm ganhado espaço na casa de muitas pessoas que buscam emagrecer. Nos últimos 12 meses, segundo o Google Trends, a busca por “dieta sem glúten” cresceu mais de 550%. Já a procura por “dieta sem lactose” registrou um aumento repentino. Porém, quem não tem intolerância aos ingredientes deve ter cuidado com medidas assim. Essas restrições extremas devem ser seguidas pelos intolerantes à lactose, sensíveis ao glúten e os celíacos.

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada e centeio, responsável pela elasticidade nas massas e por dar maior flexibilidade aos alimentos. Já a lactose é o açúcar existente no leite – o leite de vaca, por exemplo, contém cerca de 5% de lactose.

Por conta da busca pelo peso ideal, muitos têm retirado o carboidrato e a proteína da rotina alimentar. Porém, a nutricionista do Hospital Marcelino Champagnat, Patrícia Lara, afirma que as dietas restritivas, sem glúten e lactose, são recomendadas apenas para quem tem diagnóstico clínico. “Não existe uma comprovação científica que certifique o benefício ou justifique a retirada desses itens da dieta para os indivíduos saudáveis”, destaca. Sendo assim, há muitos mitos sobre a redução do consumo de glúten e lactose na dieta alimentar. Confira alguns deles abaixo: (mais…)

Artigo – Desvio de septo: quando é recomendado operar?

Crédito: Divulgação/ MF Press Global

Por Dr. Edson Freitas – Otorrinolaringologista

O septo nasal é uma estrutura constituída de osso e cartilagem, que separam uma narina da outra. Quando essa “parede” tende mais para uma das fossas nasais, dificultando que ela exerça sua função de maneira correta, temos a condição chamada de desvio de septo.

Estima-se que 80% da população brasileira apresente essa característica, mas que nem sempre evolui para problemas respiratórios. A deformidade pode ocorrer tanto por um crescimento exagerado da cartilagem, quanto por um evento traumático, como é o caso de acidentes ou pancadas.

Nem todo o desvio de septo precisa resultar em uma cirurgia. As recomendações são realizadas apenas quando a condição traz problemas ao paciente, como dificuldade para respirar. Segundo o otorrinolaringologista Dr. Edson Freitas, a obstrução nasal costuma ser uma das queixas mais comuns de quem convive com o desvio, visto que ele pode facilitar a retenção de secreções, sangramentos e trazer dificuldade para dormir. (mais…)

Artigo – Mulheres têm o dobro de chances de morrer por infarto

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Por Dr. Roberto Yano – cardiologista 

As doenças cardiovasculares estão entre as que mais matam mulheres ao redor do mundo. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que essas enfermidades são responsáveis por 1/3 dos óbitos femininos, o que significa 8,5 milhões de mortes ao ano ou 23 mil por dia.

Um dos fatores que contribui para esse cenário é o fato de mulheres poderem apresentar sintomas atípicos com relação a essas doenças, conforme explica o médico cardiologista Dr. Roberto Yano. Enquanto os sintomas comuns do infarto são dor no peito em forma de aperto e queimação, que pode irradiar para queixo, mandíbula e epigástrio, com duração maior de vinte minutos, mulheres prestes a sofrem um infarto do miocárdio podem chegar ao pronto-socorro com manifestações atípicas como dor nas costas ou no estômago, por exemplo.

“Não é incomum que elas cheguem apenas com falta de ar, sudorese ou sensação de desmaio. Devido aos sintomas atípicos, a mulher costuma demorar mais a procurar ajuda médica. Acha que está com uma gastrite e acaba tomando um antiácido. Acredita que a dor nas costas é da coluna e acaba tomando um anti-inflamatório. Essa demora no reconhecimento de sintomas retarda a sua ida ao hospital, o que piora o prognóstico da doença”, alerta Dr. Yano.

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Infectologista condena uso do “kit Covid” e alerta para efeitos colaterais

Imagem Ilustrativa | Imagem de Valeria GB por Pixabay

Desde o início da pandemia, médicos e associações da área têm combatido o chamado “kit Covid”, relação de medicamentos que supostamente funcionam como “tratamento precoce” da Covid-19. Com o agravamento da doença em todo Brasil, os especialistas voltam a condenar o uso de remédios como hidroxicloroquina e ivecmectina para combater a doença.

Estudos realizados para avaliar a eficácia desses remédios no tratamento da Covid-19 revelaram que os fármacos não trazem benefícios ao tratamento, ou seja, não possuem eficácia, além de apresentarem riscos à saúde por conta dos efeitos. Há relatos de cinco pacientes na fila de transplante de fígado após usarem esses medicamentos. Outros três morreram por conta de hepatite. Também há casos de hemorragia e insuficiência renal ligadas ao uso desses remédios.

“Além de não terem efeito algum contra Covid, esses medicamentos têm efeitos colaterais, podem ser tóxicos – alguns menos, outros mais. A ivermectina não é tão tóxica, mas utilizada de forma repetida pode ter uma toxicidade hepática muito grande”, explica o infectologista Matheus Todt, da S.O.S. Vida.

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Pessoas com epilepsia tem mais risco de morte prematura

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As principais razões que levam pessoas com epilepsia à morte prematura são a falta de acesso aos serviços de saúde em casos de convulsões duradouras ou que ocorrem sem período de recuperação e também em situações como afogamento, ferimentos na cabeça e queimaduras.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de morte prematura para epiléticos é até três vezes maior do que entre a população geral. O neurologista Marcos Soares do Plano Boa Saúde do Grupo Vitalmed acrescenta que, em muitos casos, a falta de conhecimento sobre como identificar a doença e como lidar com ela contribui para essa realidade.

A epilepsia tem entre as causas mais comuns a lesão cerebral traumática ou, no momento do nascimento, infecções cerebrais, como meningite ou encefalite, e ainda, em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC). O especialista esclarece que há diferentes tipos de crises. (mais…)

Endocrinologista explica relações entre hormônios e saúde mental

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Com o isolamento social e as preocupações com a pandemia, temas sobre saúde mental ganham muito espaço nas discussões sobre o bem-estar. Temas como depressão e ansiedade já são os primeiros a serem considerados quando o assunto é referente aos reflexos de tudo isso em nosso cérebro. No entanto, a situação atual reforça um pensamento comum, que é explicar as causas pelo estilo de vida como reflexo do mundo exterior, mas também existem as causas fisiológicas atuando nesse processo, como o desequilíbrio hormonal.

Por haver grande desconhecimento da população acerca destes sintomas, fazendo-as desconsiderarem os fatores de origem biológica, como desequilíbrios hormonais e uso de medicamentos capazes de influenciar o desenvolvimento de diversos problemas relacionados à saúde mental.

Para o Prof. Dr. Filippo Pedrinola, um exemplo disso é o impacto negativo do anticoncepcional no organismo de algumas mulheres.

“Há um subgrupo de mulheres nos quais a pílula anticoncepcional, em pequenas quantidades, pode induzir a um quadro depressivo. Além disso, o anticoncepcional também afeta diretamente a produção de vitamina B6 no organismo, sendo responsável pela produção de neurotransmissores. Quando estes não atuam da maneira correta, o humor, por exemplo, muda consideravelmente”.

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