Artigo – Privatizações à vista?

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Por Pollyanna Rodrigues Gondin – Doutora em Economia e Políticas Públicas

Mesmo antes das eleições presidenciais no Brasil, o debate sobre a importância da privatização das estatais já era um tema bastante explorado. Entretanto, na última semana, essa temática ganhou novamente destaque na mídia diante da intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Petrobrás. Desde então, a população brasileira vem se perguntando quais os impactos que, essa intervenção, pode causar? E de fato, o país inicia um processo de privatização das suas estatais?

Primeiro, vamos entender, resumidamente, a polêmica por trás da ação na Petrobrás e depois, passaremos para uma análise dos seus possíveis impactos e do processo de privatização. Diante do anúncio, promovido pela estatal, sobre a nova alta do preço do diesel e da gasolina promovidos pela valorização do petróleo, Jair Bolsonaro, anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo de presidente da empresa em substituição a Roberto Castello Branco. Essa ação foi vista de modo negativo pela população e também pelo mercado.

Em termos financeiros, a Petrobrás perdeu cerca de R$28 bilhões em valor de mercado no dia 19 de fevereiro e R$74 bilhões no dia 22 de fevereiro. Esses valores são expressivos e no montante as perdas já ultrapassam R$102 bilhões. Soma-se a isso, as perdas no mercado de ações, em que os papéis preferenciais da empresa, caíram 21,5% e as ações ordinárias, 20,5%. (mais…)

Movimentos sociais repudiam auxílio emergencial inferior a R$ 600 reais

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

As 300 organizações da sociedade civil, responsáveis pela campanha #auxilioateofimdapandemia, repudiam as articulações em curso do Governo Federal e do Congresso Nacional para aprovar, rapidamente e desconsiderando os índices de miséria absoluta e as reais necessidades dos brasileiros, o valor de apenas R$ 250 reais por quatro meses. Atualmente essa quantia não permite comprar sequer 25% de uma cesta básica – o que, por si, já comprova a inadequação do que está sendo discutido pelo Congresso.

“Tendo em vista que o Brasil retrocedeu 15 anos em cinco, com mais de 84 milhões de pessoas enfrentando algum grau de insegurança alimentar, que é quando o acesso regular e a disponibilidade de alimentos são escassos, a proposta do governo é simplesmente desumana”, afirma Paola Carvalho, diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, uma das organizações participantes da campanha #auxilioateofimdapandemia.

Levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em setembro de 2020, mostra que a cesta básica teve alta de preços em todas as 17 capitais pesquisadas e em pelo menos cinco delas (Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Vitória) o valor de R$ 600 já não era suficiente para comprar todos os itens básicos. Detalhe: 70% dos que receberam o auxílio usaram esse recurso para comprar alimentos. (mais…)

Indústria enfrentará falta de garrafas de vidro até metade de 2021

Image by Simón Delacre from Pixabay

Os apreciadores de cerveja e vinho, bebidas muito queridas pelos brasileiros, poderão enfrentar dificuldade para manter o consumo desses produtos a partir do segundo semestre. Isso porque a indústria de food service deve ficar até o segundo semestre com fala de garrafas de vidro para os produtos vendidos, segundo previsão da Neogrid, especializada na sincronização da cadeia de suprimentos.

De acordo com a empresa, há uma baixa variação na chamada ruptura de mercado – índice que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados – desde o início da pandemia no ano passado e janeiro de 2020. Ainda segundo a Neogrid, a falta de insumos para a indústria chegou a 12,49% em janeiro.

Desde o início da pandemia, as indústrias de cervejas e vinhos relatam dificuldade de manter o ritmo de produção devido à falta de alumínio, garrafas de vidro e papelão para embalar os produtos.

Bahia.Ba

Hospital em Porto Alegre instala contêiner refrigerado para armazenar corpos de vítimas da Covid-19

Foto: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini

O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), teve que instalar um contêiner refrigerado para armazenar corpos de pacientes mortos pela Covid-19. A capital enfrenta um colapso no seu sistema de saúde diante do grande aumento de casos e internações pela doença.

Segundo um comunicado divulgado pela unidade particular, a instalação é uma medida preventiva a ser utilizada “somente em caso de real necessidade”. O necrotério do hospital tem como armazenar três corpos, quantidade suficiente para o porte da unidade, segundo a instituição. Mas, com a explosão do número de mortes pela doença, pode precisar de mais espaço.

O índice de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Moinho de Vento chegou a 120%, com 79 pacientes para 66 leitos originalmente disponíveis. A unidade abriu novas alas para atender a demanda de infectados com o vírus necessitando de cuidados hospitalares. A taxa de ocupação de UTIs na cidade ultrapassou 100% nesta terça-feira, dia 02. Muitos hospitais estão improvisando leitos para atender pacientes.

Metro1

Produção de petróleo cresce 5,4% de dezembro para janeiro, diz ANP

Foto: Stéferson Faria/ Ag. Petrobras/ Fotos Públicas

A produção brasileira de petróleo atingiu uma média diária de 2,87 milhões de barris em janeiro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou 5,4% acima da produção de dezembro de 2020.

Já a produção média diária de gás natural totalizou 136 milhões de metros cúbicos (m³), 7,4% acima do resultado de dezembro de 2020. Na comparação com janeiro de 2020, no entanto, houve quedas nas produções de petróleo (-9,3%) e de gás natural (-1,7%).

Considerando-se apenas o produto extraído da camada pré-sal, a produção chegou a 2,07 milhões de barris de petróleo e 88,3 milhões de m³ de gás natural, totalizando 2,63 milhões de barris de óleo equivalente (medida padrão que une barris de óleo e metros cúbicos de gás) por dia, 8,2% a mais que em dezembro, mas 2% a menos que em janeiro do ano passado. (mais…)

Bolsonaro desiste de fazer pronunciamento em rádio e TV

Foto: Washington Costa/ Ministério da Economia

Após convocar um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta terça-feira, dia 02 às 20h30, o presidente Jair Bolsonaro recuou e decidiu que não irá fazer declarações.

Seria a primeira fala do presidente à nação neste ano. A última vez em que Bolsonaro fez um pronunciamento foi na véspera de Natal, ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) não confirmou o assunto que seria abordado pelo presidente, mas interlocutores do Planalto apontam que um dos temas seria a polêmica envolvendo os repasses para os estados durante a pandemia. Equipamentos estavam posicionados para a gravação do pronunciamento, mas a fala não chegou a ser gravada.

Metro1