Mais de 1,2 mil entidades religiosas devem R$ 460 milhões à União

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

Entidades religiosas brasileiras devem quase meio bilhão de reais à Receita Federal, segundo dados obtidos pela Agência Pública por meio da Lei de Acesso à Informação. O levantamento revela que 1.283 organizações religiosas devem R$ 460 milhões ao governo. Desse total, 23 igrejas possuem dívidas de mais de R$ 1 milhão cada uma.

A neopentecostal Internacional da Graça de Deus, comandada pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, o R.R. Soares, é a maior devedora: sozinha, a igreja deve mais de R$ 127 milhões, segundo valores apurados pela Receita em agosto deste ano, sendo a maior parte relativa a contribuições previdenciárias. O valor representa mais de um quarto de todas as dívidas de entidades religiosas com a União. A dívida da igreja vem aumentando: em 2018, era de R$ 85,3 milhões. R.R. Soares reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro ao menos duas vezes neste ano: em agosto e em novembro.

A segunda entidade religiosa que mais deve à União também é evangélica e neopentecostal: a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago. A dívida com a Receita é de mais de R$ 83 milhões. Já a terceira maior devedora é a católica Sociedade Vicente Pallotti, com sede em Santa Maria (RS). A entidade deve mais de R$ 61 milhões à União, sendo R$ 59 milhões de contribuições previdenciárias. Igrejas e organizações evangélicas são a maioria entre as entidades religiosas que devem à Receita, representando mais de 87% do total. Em seguida, vêm grupos católicos, com cerca de 6%.

Metro1

Produção industrial registra queda de 2,8% na Bahia

Imagem Ilustrativa | Foto: Manu Dias/ GOV-BA

A produção industrial registrou queda de 2,8% entre janeiro e outubro deste ano na Bahia, em comparação ao mesmo período de 2018. A informação foi divulgada pela Federação das Indústrias do Estado (Fieb).

De acordo com os dados apresentados, a produção na Bahia deve terminar o ano com queda de 1,5%, o que representa um valor abaixo da taxa nacional, que deve ficar em 0,7%. Segundo a Fieb, a crise na Argentina tem participação no resultado negativo da indústria baiana, já que o país deixou de comprar os carros produzidos na Ford, instalada em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

A federação especula ainda um cenário mais favorável no próximo ano, com o mercado imobiliário e as obras públicas impulsionando a construção civil, assim como aumento das atividades no setor de energias renováveis.

Metro1

Fórum Econômico Mundial diz que desigualdade de gênero no trabalho só acabará em 257 anos

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O Fórum Econômico Mundial (WEF) projeta que a desigualdade de gênero no local de trabalho só será extinta daqui a 257 anos, baseado no aumento da disparidade em 2019.

No relatório anual sobre igualdade em 153 países, o órgão, que tem sede em Genebra, na Suíça, registrou melhorias em todas as áreas, exceto no setor trabalhista.

O estudo contempla a paridade entre homens e mulheres nas áreas de política, educação, trabalho e saúde, mas destaca que levará 99,5 anos para que uma igualdade média global seja alcançada, em comparação com 108 no ano passado.

Metro1

Governo acaba com multa de 10% do FGTS na demissão

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O governo Bolsonaro acabou com a multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelas empresas à União em demissões sem justa causa. A decisão vale para os desligamentos feitos a partir de 1º de janeiro de 2020. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de desta quinta-feira, dia 12.

Quando um funcionário é demitido sem justa causa, a empresa tem que calcular uma multa de 50% sobre todos os depósitos realizados na conta desse trabalhador. Desse total, 40% referem-se a uma indenização pea dispensa e são pagos ao funcionário. Os outros 10% vão para o governo.

“Trata-se de um tributo a mais a elevar o custo do trabalho, tornando a dispensa sobremaneira onerosa para o empregador, que já está sujeito ao pagamento da multa de 40 sobre todos os depósitos ao Fundo e suas remunerações”, afirma o senador Chico Rodrigues.

Metro1

Caixa irá liberar R$ 998 de FGTS no próximo dia 20, informa presidente

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, confirmou que os saques de até R$ 998 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão ser feitos no próximo dia 20. A informação foi dada nesta quinta-feira, dia 12, durante participação em uma live com o presidente Jair Bolsonaro.

O saque de R$ 998 será permitido após o Congresso alterar o valor de uma medida provisória assinada por Bolsonaro, que limita o valor a ser retirado das contas do FGTS em R$ 500. Os clientes que se enquadram na regra e já sacaram os R$ 500 poderão sacar os R$ 498 restantes a partir desta data. Só poderá retirar  R$ 998 quem tem na conta do fundo de garantia valor igual ou menor que este.

“A Caixa Econômica Federal irá realizar este pagamento no dia 20 de dezembro. Ou seja, sexta-feira sem ser essa, a outra. Dia 20 de dezembro, 10 milhões de brasileiros, R$ 2,6 bilhões”, declarou o presidente da Caixa.

Bahia.Ba

América Latina e Caribe têm menor crescimento dos últimos 70 anos

Imagem Ilustrativa de Lorenzo Cafaro por Pixabay

A América Latina e o Caribe apresentaram desaceleração econômica generalizada e sincronizada, tanto em uma análise dos países como de setores produtivos. O novo informe da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) aponta para o pior crescimento da região, nas últimas sete décadas. Para 2019, o crescimento deve ficar em 0,1%. Para 2020, a projeção é de 1,3% de crescimento. A projeção da Cepal para o Brasil é de crescimento de 1% em 2019 e 1,7% em 2020.

Os dados da comissão mostram que, a partir de 2014, consolidou-se uma trajetória de baixo crescimento que perdura até o momento. Entre os 33 países da região, a expectativa é de que 23 (18 de 20 na América Latina) apresentarão desaceleração de seu crescimento durante este ano, enquanto 14 países registrarão crescimento de menos de 1%. O balanço mostra que, em 2019, o país com maior crescimento será Dominica (9%), seguido por Antígua e Barbuda (6,2%), República Dominicana (4,8%) e Guiana (4,5%).

Por outro lado, a Venezuela registrará o maior declínio, com uma contração de -25,5%, seguida pela Nicarágua (-5,3%), Argentina (-3,0%) e Haiti (-0,7%). A América Central crescerá 2,4%; o Caribe 1,4% e a América do Sul se contrairá -0,1%. A divulgação do novo estudo, intitulado Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe 2019, ocorreu nesta quinta-feira, dia 12, em Santiago do Chile. Alícia Bárcena, secretária-executiva do organismo, reforçou a importância do papel do Estado na recuperação do crescimento regional.

Agência Brasil