Por Daniel Aleixo – contador tributarista.
Muitos CEOs e diretores financeiros tratam a carga tributária como as condições climáticas: algo que você apenas aceita e tenta se proteger. Nas planilhas de custos, o imposto costuma aparecer ao lado do aluguel ou da conta de luz — um ‘custo fixo’ que drena a margem, mas sobre o qual pouco se pode fazer.
Essa visão é o primeiro passo para a perda de competitividade. No Brasil, com um dos sistemas mais complexos do mundo, o tributo não é uma constante matemática imutável; ele é uma variável estratégica que pode ditar o sucesso ou a falência de uma operação.
Na realidade, uma visão correta da moderna administração deve ver o tributarista como um arquiteto da margem de lucro da empresa. Quando olhamos para empresas de Lucro Real ou Presumido, a diferença entre uma operação lucrativa e uma no prejuízo muitas vezes não está na eficiência da fábrica ou na habilidade do time de vendas, mas na arquitetura tributária. (mais…)


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Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo