Elas e eles: existe diferença entre o cérebro masculino e feminino?

Crédito: CPAH

As diferenças físicas entre homens e mulheres vão além do que se pode ver. Sistemas reprodutores diferentes, disposição de órgãos, hormônios e até desenvolvimento de glândulas são algumas delas, porém, nada é mais complexo e singular do que as diferenças que existem entre os cérebros femininos e masculinos.

O pesquisador Fabiano de Abreu, doutor em neurociências e neuropsicólogo listou algumas dessas diferenças cerebrais que, segundo ele, são capazes de explicar as mudanças nos comportamentos dos homens e das mulheres.

“Os homens têm cerca de 30% mais conexões entre os neurônios do que as mulheres. Enquanto o cérebro dos homens é cerca de 12% maior, o fluxo sanguíneo e a proporção de substância cinzenta das mulheres são mais avantajados que os deles”, afirma.

“As mulheres têm maior densidade de neurônios nas regiões relacionadas à linguagem, já os homens na região da lógica e espacial. Quando a mulher fala, os dois lados dos lobos frontais são ativados, enquanto no homem, apenas o lado esquerdo”, completa.

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Março Azul-marinho: 90% dos casos de câncer colorretal ocorrem após os 50 anos

Imagem de Mohamed Hassan por Pixabay

O mês de março evidencia, através da campanha “Março Azul-marinho”, o debate sobre a prevenção ao câncer colorretal. O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre os homens e o segundo entre as mulheres. Trata-se do tumor maligno que acomete o intestino grosso (ou cólon) e o reto (final do intestino grosso, porção que termina no ânus).

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, para cada ano – entre 2020 e 2022 -, surjam 20.540 novos casos em homens e 20.470 em mulheres.

“É o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres e em homens na região Sudeste, desconsiderando os tumores de pele.O risco é de 19,64 casos novos para cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres”, explica Eric Pereira, gastroenterologista do Hospital Icaraí.

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Saúde Mental das mulheres na pandemia

Imagem ilustrativa de Free-Photos por Pixabay

A pandemia afetou a vida das pessoas de uma forma geral, mas para as mulheres o impacto do excesso de funções, que já era realidade, se intensificou.  A necessidade de conciliar as funções de trabalho com as tarefas domésticas numa realidade desafiadora como ter crianças sem escola, afastamento de redes de apoio, preocupação com saúde, finanças, combinados ao pouco tempo para os cuidados pessoais, podem desencadear problemas de ansiedade que precisam ser um ponto de atenção na saúde mental das mulheres.

Para a professora do curso de Psicologia da AGES, Catiele Reis, a carga de trabalho das mulheres já era grande e piorou, e como a pandemia já é naturalmente desencadeadora de processos de ansiedade e depressão, nas mulheres esses sintomas, segundo estudos, estão mais elevados.  A professora alerta para alguns sintomas que as mulheres podem observar no seu comportamento e, caso necessário, devem procurar acompanhamento psicológico: falta de disposição para fazer os afazeres do dia a dia, irritabilidade constante, sensação de frustração e vontade de chorar frequentemente.

“A terapia vai ajudar na redução dos sintomas de ansiedade, no aumento da capacidade de enfrentamento dos problemas, ressignificação do momento atual e do seu papel frente a si mesmo e aos outros e a no desenvolvimento de mecanismos mais funcionas de adaptação perante a situações de dificuldade”, destaca a professora.

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Saiba a importância de manter a higienização dos alimentos na pandemia

Imagem ilustrativa de Dominik e Frederike Schneider do Pixabay

A pandemia completará um ano neste mês de março.  Mas apesar desse período, seus impactos na sociedade ainda são vistos pelo número de óbitos por dia ocasionado pelo coronavírus no Brasil. De acordo com o Consórcio Nacional de Imprensa, as fatalidades diárias no país têm se mantido acima de mil pessoas diariamente, o que mostra a necessidade de se reforçar a prática de cuidados durante a rotina.

“Com as mudanças trazidas nesse período, uma delas se destaca especialmente por estar relacionada à alimentação: a higienização dos alimentos”, diz Jousinny Patrício, nutricionista, mestra e professora do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê.

Embora não haja comprovação científica de transmissão do vírus por meio dos alimentos, a especialista alerta que eles podem ser um veículo quando são manipulados por alguém infectado e, depois, ingeridos por outra pessoa. Daí a importância dos cuidados ao se alimentar. (mais…)

7 mitos e verdades sobre a atuação do médico Otorrinolaringologista

Imagem de PublicDomainPictures de Pixabay

Nesta quarta-feira, 3 de março, é celebrado o Dia Nacional do Otorrinolaringologista, profissional cujo nome é difícil de falar ou soletrar, porém essencial na vida de crianças, jovens e adultos. A especialidade famosa por cuidar do nariz e garganta também é responsável por muitos outros tratamentos ligados à cabeça e pescoço, desde plásticas faciais até as sequelas de Covid-19, no qual nove em cada dez pacientes com casos leves perdem o olfato e o paladar, de acordo com um estudo publicado no Journal of Internal Medicine.

Você sabe quando procurar um especialista? Para esclarecer algumas dúvidas, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) preparou uma lista com 7 mitos e verdades sobre a atuação do otorrinolaringologista. Confira!

Peguei Covid-19, não sinto gosto ou cheiro de nada, e posso tratar sozinho estas sequelas.

Mito. É muito importante que o paciente pós-Covid-19 procure um médico otorrinolaringologista para aumentar a chance de retorno completo da capacidade de sentir aromas e sabores. Além da terapia olfatória (estimular o nariz com odores específicos, por um tempo e frequência determinados), na grande maioria dos casos, são utilizados também medicamentos para reduzir a inflamação causada pelo vírus e facilitar a regeneração dos neurônios olfatórios. (mais…)

Artigo – Inteligência Emocional: aprendizado para a vida

Imagem de Gerd Altmann do Pixabay

Por Sabrina Mader Ribeiro

A escola é o primeiro lugar onde se aprende a socializar fora do ambiente familiar, onde culturas e opiniões distintas dão início aos primeiros conflitos, é uma excelente oportunidade de aprendizado, tanto de frustações, medo do novo e de mudanças quanto de troca de experiências.

A Neurociência comprova que estimular a criança o quanto antes a conhecer e saber lidar com seus sentimentos, ajuda a criar caminhos neurológicos que faz com que ela se recupere de uma experiência negativa ou de alguma frustração com mais sabedoria e rapidez, porque estimula o córtex pré-frontal, área do cérebro que atua no planejamento, pensamento criativo, capacidades emocionais e modulação do comportamento.

A Inteligência Emocional auxilia na prevenção do bullying, preconceitos, uso das drogas, violência e suicídio. Pesquisas revelam uma melhora significativa no rendimento escolar e nas notas das avaliações, mostrando que devido ao estado emocional equilibrado se aprende com maior facilidade, pois a competência socioemocional está ligada diretamente ao processo de aprendizagem, além de ser uma das habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho, porque envolve trabalho em equipe, resiliência e comunicação. Por este motivo, o aluno terá este aprendizado para a vida toda. (mais…)

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