Maragogipe: Estaleiro Enseada pode fabricar corvetas para Marinha do Brasil

Foto: Carla Ornelas/ GOVBA

A notícia de que o estaleiro Enseada pode voltar a operar traz um novo fôlego para o setor da indústria naval da Bahia, na avaliação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado (SDE). Instalado em Maragojipe, no Recôncavo baiano, o equipamento, maior e mais moderno do país, participa da tomada de preço para construir quatro Navios de Guerra (Corvetas) para a Marinha do Brasil. Detalhes do projeto e do Consórcio Villegagnon, que envolve a empresa francesa Naval Group, serão apresentados durante encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), nesta terça-feira (12), às 14h, no Senai Cimatec.

O Consórcio Villegagnon, composto pelo Naval Group, Mectron e Estaleiro Enseada, que tem a Odebrecht como acionista majoritária, é um dos quatro classificados para a última etapa da licitação, cujo resultado está previsto para ser divulgado no dia 22 deste mês. No evento, que ocorrerá no auditório do Senai Cimatec, na avenida Orlando Gomes, em Salvador, lideranças empresariais, autoridades da gestão pública e fornecedores irão conhecer o projeto que, caso vença a disputa, vai promover a retomada de operação o estaleiro Enseada Indústria Naval, gerando mais de 1 mil empregos, diretos, e cerca de 4 mil indiretos, ao longo de 7 anos.

“O estaleiro Enseada é um celeiro de oportunidades e já chegou a empregar mais de 7,4 mil pessoas, em sua maioria do Recôncavo, quando operou, até 2014. Além de ser intensivo em mão de obra, o estaleiro é um negócio sistemista, que tem ampla capacidade de geração do desenvolvimento local. Esperamos que, no segundo semestre, trabalhadores já estejam sendo mobilizados para a fabricação das corvetas”, afirma o vice-governador e titular da SDE, João Leão. Para ele, é prioridade máxima que o único estaleiro de 5ª geração no Brasil, com tecnologia de ponta e qualidade na produtividade, volte a funcionar. (mais…)

Artigo: Uma tradição centenária, “Filarmônicas na Bahia!”

Funceb no 2 de Julho | Foto: Bruno Ricci/ SECOM

Filarmônicas na Bahia fazem parte de uma tradição centenária, sendo que a Erato Nazarena, em Nazaré das Farinhas, era até pouco tempo, a mais antiga em funcionamento em nosso estado. Até hoje em nosso país, tais agremiações são em boa parte dos municípios, as responsáveis pelo único acesso ao ensino de música. Daí, a importância e a necessidade de um olhar mais atencioso por parte de não apenas dos governantes, como também, da própria sociedade como um todo.

Na Bahia, com o advento da axé-music, em meados da década de 80, até os dias atuais, observa-se um crescente número de músicos egressos da banda de música para a integração com esses grupos. Um pouco antes, esse mercado de trabalho ficava praticamente restrito às bandas militares. No entanto, um olhar mais atento à realidade atual dessas sociedades, revela as dificuldades inerentes às mesmas.

Apesar dessa forte tradição, as filarmônicas sofrem como uma série de fatores socioeconômicos e culturais que tornam a sua existência, como geradora de cultura, um difícil desafio. Tais fatores vão da quase inexistência da educação artística nas escolas, até ao que se concerne à filarmônica inserida na sociedade, ao seu entendimento pelas gerações mais recentes. (mais…)

Após 4 anos de produção cineasta independente do Recôncavo baiano lança seu filme longa-metragem

Tau Tourinho e Guilú | Foto: Divulgação

O santoantoniense Otávio José Félix Tourinho, conhecido como Tau Tourinho, apresentou na tarde de quarta-feira (27/02), na UFRB, campus da cidade de Cachoeira, seu TCC em Cinema, o qual obteve a nota 10. Na oportunidade, foi feita a exibição do seu filme longa-metragem “Guilú e o Tirador de Retrato”.

O filme é focado na vida da senhora Glicéria Saturnino, de quase 90 anos, a qual é agricultora, sambadeira, pescadora e rezadeira, nascida e criada na zona rural de Cachoeira, no Recôncavo baiano. Dona Guilú, como é conhecida, deu à luz 23 filhos e de sua prole surgiu o grupo de samba-de-roda Raízes do Samba.

Durante uma hora e quinze minutos, o filme “Guilú e o Tirador de Retrato” mostra uma personagem que surge da força da valorização da vida, da alegria e determinação, do sentimento de que a “existência” é a maior riqueza que um ser humano pode ter. Por outro lado o Tirador de Retrato, Tau Tourinho, com sua câmera atenta e inventiva, captura livremente não somente o mundo histórico, como também suas subjetividades, e o resultado é uma obra de arte em movimento. (mais…)

São Félix: Cantor Dijavan Oliveira lançará seu primeiro videoclipe

Foto: Du Produções

O cantor Dijavan Oliveira, nascido na cidade de São Félix, no Recôncavo baiano, vai lançar nos próximos dias o clipe oficial da música “Dengo”. Na internet a notícia tem causado muitos comentários positivos. O videoclipe foi gravado na cidade de Cachoeira (BA) em parceria com o estudante de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Daniel Souza do Nascimento, mais conhecido como Du Produções.

Sob a direção de Du, uma equipe foi formada por servidores, estudantes e moradores das cidades de Cachoeira e São Félix. Dentre esses nomes estão a atriz Jaqueline Souza (Protagonista do clipe), Fábio Souza Lima, Igor Santos Matos e Luís Carlos Santos Oliveira (moradores da cidade de Cachoeira e São Félix), Everton Suzart e Ismael Dal Zot (Servidor da UFRB, Fotografia e Iluminação), Vinicius Sabino (Montagem), Alexsandro Venas (Iluminação), e Roberto Salles (Direção de Atores).

A música “Dengo”, teve como elaborador dos arranjos o produtor musical, Eridan Lelis, nascido na cidade de São Félix. A letra teve como compositores: Raffa Junior, Mauvik e Vinicius Stourado de Feira de Santana. A música que foi adaptada para tela teve como roteirista Daniel Souza (Du Produções). Tanto o roteiro como o filme em formato de videoclipe tem como assuntos: relacionamento, ausência e amor.

Segundo Du Produções, a música e o videoclipe é um convite para reflexão do que é amar. “Se fala muito de amor. Mas, será que sabemos amar de verdade nossos parceiros e parceiras? Até que ponto respeitamos um relacionamento a dois? É justamente um convite para todos nós pensarmos”, concluiu.

Editado por Tribuna do Recôncavo | Informações: ASCOM