MEC demite diretor após operação da PF contra desvios em kits de robótica

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Ministério da Educação demitiu, nesta segunda-feira, dia 05, o diretor de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica, Alexsander Moreira, após operação da Polícia Federal sobre desvios em kits de robótica.

O governo decidiu demitir Alexsander Moreira na última quinta-feira, dia 1º. Mas a exoneração foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira. A demissão de Moreira do MEC ocorre dias depois de uma operação da Polícia Federal contra um grupo suspeito de fraude em licitação e lavagem de dinheiro em Alagoas por meio da compra de equipamentos de robótica.

A PF investiga possíveis crimes ocorridos entre 2019 e 2022 na compra de kits de robótica para 43 municípios no estado de Alagoas com verba do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Metro1

Jovens de escolas públicas brasileiras mostram curtas na Alemanha

Imagem de OsloMetX por Pixabay

Alice passa por um transtorno alimentar. Em outra história, as pessoas estão contaminadas por um vírus que faz com que fiquem vidradas no que passa no celular. Esses dois temas tão sérios são abordados em curtas-metragens de ficção dirigidos por duas alunas de escolas públicas brasileiras.

Os trabalhos delas foram selecionados por um programa internacional e serão exibidos, da próxima segunda-feira, dia 5, até quarta-feira, dia 7, em um evento em Frankfurt, na Alemanha, com a presença do renomado diretor Wim Wenders.

Talita Santos, de 14 anos, diretora de Alice (10 minutos), mora em Camaçari (BA), e está no nono ano do ensino fundamental. Ela explica que o tema do transtorno alimentar abordado em seu trabalho foi inspirado no que ela acompanha na vida real. “A gente se aprofundou nessa história porque vemos vários casos mesmo em relação a tudo isso. Se você não procura uma ajuda, a pessoa acaba se maltratando”. (mais…)

Inscrições para o Enem iniciam na próxima segunda-feira, dia 5

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Os estudantes interessados em realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem ficar atentos ao prazo de inscrição. Conforme o cronograma do Ministério da Educação (MEC), a abertura das inscrições iniciam na próxima segunda-feira, dia 05. A prova será aplicada nos dias 5 e 12 de novembro.

Os interessados têm até o dia 16 de junho para realizar o cadastro na Página do Participante. A taxa de inscrição é R$ 85 e deve ser paga até 21 de junho. O edital com o cronograma e as regras para o Enem 2023 foi publicado no início do mês. Além de apresentar as datas e os horários do exame, o texto detalha os documentos necessários e as obrigações do participante, incluindo situações em que o candidato pode ser eliminado.

A publicação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) traz também critérios para correção das provas e procedimentos para pessoas que precisam de cuidados especiais durante o concurso. Os gabaritos das provas objetivas serão publicados no dia 24 de novembro no portal do Inep. Os resultados individuais serão divulgados no dia 16 de janeiro de 2024 no mesmo site.

Bahia.Ba

56% dos alunos do 2º ano do fundamental não estão alfabetizados

Foto: Luís Fortes/ MEC

Apenas 4 em cada 10 crianças do 2º ano do ensino fundamental estavam alfabetizadas no país em 2021. É o que mostram os resultados inéditos da pesquisa Alfabetiza Brasil, do Ministério da Educação (MEC).

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira, dia 31, em Brasília, durante um evento com o ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios.

O levantamento mostrou ainda uma queda na porcentagem de alfabetização infantil em comparação com 2019, quando mais de 6 crianças em cada 10 eram consideradas alfabetizadas.

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Museu da Vida fomenta debate de propostas para universidade indígena

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Uma intensa programação no Museu de Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) permite ao público partilhar da visão e do conhecimento dos indígenas da Aldeia Maracanã, aldeia urbana que reúne povos de várias etnias localizada no bairro do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. A lista de atividades é extensa, com oficina de grafismo corporal, de tupi-guarani, contação de histórias, feira de artesanato e medicina da floresta e apresentação de cânticos.

As atividades integram as comemorações dos 123 anos da Fiocruz e dos 24 anos do Museu da Vida. Toda a programação foi organizada em parceria com a Aldeia Maracanã.

“Pensar e planejar o evento com o museu tem sido uma troca de emoções, memórias e afetos. A todo instante, sentimos muito respeito à cultura e à espiritualidade dos povos originários”, diz Mônica Lima Tripuira Kuarahy Manaú Arawak, professora da Universidade Pluriétnica Indígena Aldeia Maracanã, doutora em biologia e servidora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Secretaria de Estado de Educação. (mais…)

Pesquisa mostra por que brasileiros deixam escola

Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay

Quando deixou Araioses, no Maranhão, de ônibus e percorreu mais de 2 mil quilômetros até Brasília, em 2017, Maria de Fátima Santos, então com 18 anos de idade, sonhava engatar em uma profissão no comércio e voltar aos estudos. Aos 15 anos, Maria de Fátima tinha abandonado a escola, no quinto ano fundamental, para ajudar em casa.

Ela trabalhava no interior maranhense como diarista. Os livros não tinham espaço, nem eram prioridade na rotina da jovem. Hoje, em Brasília, a escola é só um sonho distante. Atualmente, perto dos 25 anos de idade, ela vive da coleta de objetos no lixo de condomínios para conseguir algum recurso, pagar o aluguel e mandar ao menos R$ 50 para a mãe, que ficou em Araioses.

Da escola, Maria de Fátima diz que sente falta das aulas de matemática. “Eu gostava e iria me ajudar na minha vida hoje.” (mais…)