Governo recupera R$ 39 milhões de pagamento indevido do auxílio emergencial

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O governo federal recebeu de volta cerca de R$ 39,6 milhões correspondente ao pagamento indevido do auxílio emergencial, isto é, pessoas que não se enquadravam nos critérios, mas foram beneficiados mesmo assim. O valor é referente a última atualização feita pelo governo, divulgada na última sexta-feira, dia 19. No total, 47,7 mil pessoas que fizeram a devolução do benefício.

A lista, de acordo com o governo, inclui pessoas que recebem o benefício equivocadamente. Além desse grupo, existem aqueles que se enganam, outros que agem de má-fé e um terceiro grupo incluído de forma equivocada. Caso tenha recebido o auxílio de forma indevida e queira devolver o valor, é necessário entrar no site criado especificamente para devolução, emitir a Guia de Recolhimento da União (GRU) e pagá-la.

Não tem direito ao auxílio emergencial pessoas que pertencem à família com renda superior a três salários mínimos, tem emprego formal, está recebendo seguro-desemprego, está recebendo benefícios previdenciários, assistenciais ou benefício de transferência de renda federal e recebeu rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559,70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.

Bahia.Ba

INSS prorroga atendimento remoto até 10 de julho

O atendimento remoto aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi prorrogado até o dia 10 de julho, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (19). De acordo com o instituto, a portaria com a prorrogação será publicada no Diário Oficial da União (DOU) da próxima segunda-feira, dia 22.

O retorno do atendimento presencial nas agências será gradual e está previsto para o dia 13 de julho. Conforme o INSS, a portaria “detalhará ainda diretrizes e protocolos que precisam ser implementados pelo órgão para que o segurado seja atendido com segurança e conforto nas unidades”

Serão priorizados, na primeira fase, serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional. Conforme o INSS, o retorno destes serviços visa dar mais rapidez aos processo que precisam essencialmente do atendimento presencial.

Agência Brasil

Ford América do Sul confirma venda de ativo paulista para construtora

Imagem de Michael Kauer por Pixabay

A Ford América do Sul confirmou, em nota, a venda da fábrica em São Bernardo do Campo para a construtora São José. O memorando de intenções foi assinado nesta sexta-feira, dia 19. Estruturado pela Fram Capital, o negócio deve exigir mais 90 dias para a conclusão da operação.

A São José atua hoje em dez estados brasileiros e conta com um portfólio diversificado de obras. “Nós avaliamos uma série de alternativas e acredito que chegamos à melhor solução entre as opções disponíveis para atender as necessidades da região e gerar empregos”, afirmou Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul e Grupo de Mercados Internacionais.

Segundo Lyle Watters, a Ford continua no processo de transformação de suas operações. A fábrica baiana, em Camaçari, continua em operação normal dentro dessa nova estratégia.

Bahia.Ba

Atividade econômica cai em abril com pandemia, diz Banco Central

Foto: Antonio José/ Agencia Brasil

Indicador IBC-Br do Banco Central divulgado nesta quinta-feira (18) mostra que a crise gerada pela pandemia da Covid-19 fez com que a atividade econômica brasileira despencasse 9,73% em abril. Em relação a abril de 2019, a queda chegou a dois dígitos, com 15,09% de contração. O índice registra queda pelo segundo mês seguido. Em março, houve redução de 5,90% no setor produtivo.

O número foi calculado com ajuste sazonal (que remove particularidades do período, como número de dias úteis, por exemplo) para facilitar a comparação com outros meses. ​​Nos primeiros quatro meses do ano, houve retração de 4,15% na atividade. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice queda de 0,52%. Na segunda quinzena de março começaram a ser impostas restrições para tentar conter a pandemia de Covid-19.

Abril foi o primeiro mês fechado com as pessoas em casa e com atividades paralisadas. O IBC-Br mede a atividade econômica do país e é divulgado desde março de 2010. Ele foi criado para auxiliar em decisões de política monetária, já que não existe outro dado mensal de desempenho do setor produtivo.

Bahia.Ba

Para ACSP, Banco Central agiu de forma esperada ao reduzir juros diante do cenário de crise

Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Seguindo as expectativas do mercado, o Copom – Conselho de Política Monetária do Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 17 de junho, a redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,75%, de 3% para 2,25%.

Para o presidente da ACSP – Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait, o BC – Banco Central agiu de maneira correta e esperada diante do momento atual, bastante impactado pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Com o cenário da economia, que já era de dificuldade, se agravando muito com a pandemia, e os dados de inflação, que têm mostrado queda, já havia a expectativa de redução. Isso tudo justifica o corte que foi feito”, analisa Cotait.

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Mercado financeiro espera corte da Selic em mais 0,75 ponto

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Os analistas das principais instituições financeiras esperam que o Banco Central volte a cortar os juros básicos em 0,75 ponto percentual. A previsão consta do boletim Focus, divulgado na segunda-feira, dia 15. A nova Selic será definida na quarta-feira, em reunião que teve início nesta terça.

Atualmente, a taxa básica está fixada em 3% ao ano, em seu menor valor histórico. Os economistas que atuam no mercado financeiro, segundo o Focus, não apenas esperam uma nova redução como projetam a manutenção da Selic em 2,25% ao ano até o final de 2020. Em 2021, os juros voltariam a subir, mas para os atuais 3%.

O corte esperado é possível. Inflação decrescente e PIB negativo pressionam os juros para baixo. Também no Focus, os analistas prevêem no balanço do ano um recuo do PIB de 6,51% e o IPCA em 1,6%. Porém, os gastos com a pandemia, que levarão a um rombo fiscal avaliado entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões, podem influenciar os diretores do BC que integram o Copom.

Agência Brasil