Câmara Setorial do Citrus discute prevenção ao greening e comercialização da produção na primeira reunião de 2026

Foto: Rebeca Falcão/ Seagri - BA

A prevenção ao greening e a necessidade de ações para melhorar a comercialização de produtos como a laranja, na Bahia, foram os principais temas discutidos na primeira reunião da Câmara Setorial do Citrus, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) de forma híbrida, nesta sexta-feira (27). O encontro teve a participação de gestores, produtores e representantes de associações e de instituições de pesquisa, e analisou o cenário da citricultura baiana, com expectativas e desafios para este ano de 2026.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial do Citrus, Gabriel Soares, um dos grandes desafios do setor é referente ao escoamento da produção, mirando inclusive o mercado interno. Algumas das propostas são a valorização do preço mínimo da laranja, uma parceria com a Conab para intermediar o comércio da produção junto a empresas e o estímulo ao aumento do consumo de citrus no país – atualmente, mais de 80% do suco de laranja produzido em todo o país é exportado.

Na reunião foi proposta, ainda, a criação de um grupo de trabalho (GT) para a produção de dados atualizados sobre a produção do citrus, com a participação de instituições como a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Conab, Embrapa e IBGE. (mais…)

Prazo para chamada pública que amplia compra da agricultura familiar para alimentação escolar termina nesta sexta (20)

Imagem ilustrativa de Ray_Shrewsberry por Pixabay

Com investimento superior a R$ 50,2 milhões, o edital do Governo da Bahia prevê a aquisição de alimentos diretamente da agricultura familiar para abastecer escolas estaduais nos 27 Territórios de Identidade. A iniciativa fortalece a produção no campo e garante alimentação adequada e saudável aos estudantes da rede pública. A chamada é resultado de uma articulação entre a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Nesta segunda edição da Chamada Pública Centralizada, o edital foi ampliado. O número de produtos contemplados passou de seis para 16 itens, aumentando a diversidade de alimentos saudáveis ofertados nas escolas. Entre os produtos estão barrinha de cereais, café torrado e moído, flocão de milho, aipim em palito, ovos caipiras, feijão, leite em pó, cacau em pó 100%, iogurte, filé de tilápia, mel, tapioca granulada e carne de cordeiro, itens que valorizam a cultura alimentar local e ampliam as oportunidades de comercialização para os agricultores familiares.

Para participar, as cooperativas e associações interessadas, que devem possuir CAF Jurídica formalizada e válida, precisam entregar a documentação de habilitação e o Projeto de Venda até as 18h desta sexta-feira (20), na sede da Secretaria da Educação, no Setor de Protocolo, em Salvador. A documentação também pode ser enviada via Sedex, desde que seja entregue dentro do prazo estipulado.

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Fomento Rural transforma realidades no campo e já beneficia mais de 4,7 mil famílias na Bahia

Fotos: João Pamponet/SDR/GOVBA e Gilson Barbosa/SDR/GOVBA

O Programa Fomento Rural tem reforçado as ações de inclusão produtiva no meio rural baiano, atendendo 4.760 famílias entre 2024 e 2025, com R$ 21,9 milhões em investimento. Executado na Bahia pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a iniciativa garante repasse de R$ 4,6 mil por família, aliado ao acompanhamento técnico e social.

O programa é voltado para famílias rurais de baixa renda, tem forte protagonismo feminino, com 83,4% dos lares atendidos sendo chefiados por mulheres, e beneficiou 2.089 famílias em 2024 e outras 2.671 em 2025. Os recursos são investidos na estruturação de projetos produtivos, com destaque para avicultura, horticultura, caprino e ovinocultura e fruticultura, fortalecendo a produção de alimentos e ampliando a geração de renda nos territórios.

O acompanhamento técnico acontece de forma integrada à Chamada Pública de ATER Biomas, garantindo orientação contínua para que os atendidos utilizem corretamente os recursos e desenvolvam suas atividades de maneira sustentável. Nesse processo, a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários da Bahia (UNISOL-BA) atua como entidade de ATER, acompanhando e apoiando agricultores e agricultoras do Vale do Jequiriçá, como Daiana Santos, da comunidade de Água Comprida, em Jaguaquara, no fortalecimento de seus projetos produtivos.

Texto: Rodrigo Pimentel/SDR/GOVBA.

Metalúrgicos lançam balsas e barcaças no Estaleiro Naval Enseada do Paraguaçu

Foto: Marci Santos

Na manhã desta segunda-feira (26), metalúrgicos do Recôncavo Baiano realizaram o lançamento de novas balsas e barcaças no Estaleiro Naval de Paraguaçu (EEP), um marco que simboliza não apenas a entrega de embarcações, mas a reconstrução de um setor fundamental para o desenvolvimento econômico, social e produtivo do estado, com impactos diretos em Maragogipe e em todo o Recôncavo.

O ato contou com a presença e intervenção política do presidente da Força Sindical Bahia, Emerson Gomes, que destacou o significado estratégico do momento para a classe trabalhadora e para o projeto de desenvolvimento nacional. Para ele, a retomada do setor naval é resultado direto da luta, da resistência e da organização sindical, que sempre defenderam a indústria como geradora de empregos de qualidade, renda, qualificação profissional e soberania nacional.

‘A Força Sindical Bahia sempre esteve na linha de frente da defesa da indústria naval como eixo estratégico do desenvolvimento regional. Esse lançamento representa emprego formal, valorização da mão de obra local e fortalecimento de toda a cadeia produtiva. Não é apenas uma conquista econômica, é uma vitória política da classe trabalhadora’, afirmou Emerson Gomes durante o evento.

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Embrapa lança edital para licenciamento de produtores de mudas de mandioca

Reprodução/ Vídeo - Terra e Gente

Embrapa lança edital para licenciamento de produtores de mudas de mandioca. Viveiristas podem se credenciar para adquirir material propagativo de cinco cultivares de mandioca da Embrapa. A oferta pública para o licenciamento é destinada a produtores de mudas/manivas-semente de mandioca (Manihot esculenta Crantz) que tenham inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).

O edital traz três variedades desenvolvidas pela Embrapa Cerrados (BRS 401, BRS 418 e BRS 429) e duas, pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (BRS 420 e BRS CS 01). As inscrições serão feitas por e-mail e atendidas por ordem de recebimento até o esgotamento dos lotes. O prazo se encerra no dia 6 de fevereiro, às 17h.

O licenciamento não tem ônus para os viveiristas, como informa o responsável técnico pelo edital. ‘A vantagem é que são materiais protegidos sem contrato de royalties. Quem for multiplicar as manivas dará como contrapartida à Embrapa a informação sobre para onde ele vai, em que volumes e em que tempo’, explica o engenheiro-agrônomo Helton Fleck da Silveira, analista de transferência e tecnologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Mais informações no Comunicado de Oferta Tecnológica Nº 01/2026: https://bit.ly/4qRopaU

Léa Cunha

Agricultura tropical e regenerativa ganham espaço na transição climática após COP30

Imagem editada de Qui Nguyen Khac por Pixabay

A agricultura tropical ocupa posição estratégica no enfrentamento das mudanças climáticas porque sua intensidade produtiva e presença contínua ao longo do ano exercem influência direta e ampliada sobre o uso da terra, o manejo do solo e a organização dos sistemas produtivos.

‘Em regiões mais expostas aos efeitos do aquecimento global, práticas inadequadas ao longo do tempo acumularam passivos ambientais. Por outro lado, quando orientada por princípios regenerativos, a produção agrícola desempenha papel central na recuperação do solo, na redução de emissões de gases de efeito estufa e na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis’, diz Roberto Marcon, CEO da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, que oferece um completo conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão para agricultores do MT, RO, PA e MATOPIBA.

Foi nesse contexto que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), ampliou o espaço da agricultura no debate internacional ao conectar adaptação, transição justa e uso da terra à realidade produtiva de regiões de base tropical. O evento consolidou a percepção de que a transição climática depende de soluções aplicáveis e não apenas de compromissos abstratos assumidos em nível global. (mais…)