Embrapa lança edital para licenciamento de produtores de mudas de mandioca

Reprodução/ Vídeo - Terra e Gente

Embrapa lança edital para licenciamento de produtores de mudas de mandioca. Viveiristas podem se credenciar para adquirir material propagativo de cinco cultivares de mandioca da Embrapa. A oferta pública para o licenciamento é destinada a produtores de mudas/manivas-semente de mandioca (Manihot esculenta Crantz) que tenham inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).

O edital traz três variedades desenvolvidas pela Embrapa Cerrados (BRS 401, BRS 418 e BRS 429) e duas, pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (BRS 420 e BRS CS 01). As inscrições serão feitas por e-mail e atendidas por ordem de recebimento até o esgotamento dos lotes. O prazo se encerra no dia 6 de fevereiro, às 17h.

O licenciamento não tem ônus para os viveiristas, como informa o responsável técnico pelo edital. ‘A vantagem é que são materiais protegidos sem contrato de royalties. Quem for multiplicar as manivas dará como contrapartida à Embrapa a informação sobre para onde ele vai, em que volumes e em que tempo’, explica o engenheiro-agrônomo Helton Fleck da Silveira, analista de transferência e tecnologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Mais informações no Comunicado de Oferta Tecnológica Nº 01/2026: https://bit.ly/4qRopaU

Léa Cunha

Agricultura tropical e regenerativa ganham espaço na transição climática após COP30

Imagem editada de Qui Nguyen Khac por Pixabay

A agricultura tropical ocupa posição estratégica no enfrentamento das mudanças climáticas porque sua intensidade produtiva e presença contínua ao longo do ano exercem influência direta e ampliada sobre o uso da terra, o manejo do solo e a organização dos sistemas produtivos.

‘Em regiões mais expostas aos efeitos do aquecimento global, práticas inadequadas ao longo do tempo acumularam passivos ambientais. Por outro lado, quando orientada por princípios regenerativos, a produção agrícola desempenha papel central na recuperação do solo, na redução de emissões de gases de efeito estufa e na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis’, diz Roberto Marcon, CEO da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, que oferece um completo conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão para agricultores do MT, RO, PA e MATOPIBA.

Foi nesse contexto que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), ampliou o espaço da agricultura no debate internacional ao conectar adaptação, transição justa e uso da terra à realidade produtiva de regiões de base tropical. O evento consolidou a percepção de que a transição climática depende de soluções aplicáveis e não apenas de compromissos abstratos assumidos em nível global. (mais…)

Safra de grãos deve bater novo recorde de área plantada, mas produção pode variar entre regiões

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A safra brasileira de grãos 2025/2026 segue em rota de crescimento, mas com desafios no curto prazo. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o país deve cultivar 84,1 milhões de hectares, alta de 3,3% em relação ao ciclo anterior, com produção estimada em 354,4 milhões de toneladas de grãos, representando crescimento de 0,6%.

Mato Grosso, maior produtor nacional, deve ampliar sua área cultivada em 2,3%, contudo a produção total pode cair 3,8%. Em Rondônia, a área cultivada cresce 1,3%, com avanço otimista da soja, favorecido pelas boas precipitações. Já no Pará, a área deve aumentar expressivos 10,6%, chegando a 2,24 milhões de hectares, com produção estimada em 7,33 milhões de toneladas. A soja segue liderando esse movimento, com plantio acelerado nas regiões da Rodovia BR-163 e dos municípios de Redenção e Santana do Araguaia. O milho tem perspectivas regulares para a primeira safra.

O Maranhão deve aumentar a área agrícola em 4,4%e a produção em 0,6%, impulsionado pelo milho da primeira safra. No Piauí, a área cresce 3,4% e a produção 8,5%, com avanço acelerado da soja após chuvas no início de novembro. O Tocantins projeta aumento de 6,1%na área e 3,7%na produção, com ampliação do milho em substituição ao arroz. Já a Bahia deve crescer 4,6%em área e 4,4% em produção, com avanços tanto na soja irrigada quanto no sequeiro. (mais…)

Verão aumenta produtividade agropecuária na Bahia com monitoramento e tecnologia

Foto: Internauta do Tribuna do Recôncavo

O verão é a estação ideal para o desenvolvimento de diversas culturas agrícolas, a exemplo da soja, milho, feijão, arroz, algodão e café. Isso porque dependem de três fatores essenciais para o bom crescimento das plantas: alta luminosidade, temperaturas elevadas e boa distribuição de chuvas. Para garantir a produtividade no período, os produtores baianos precisam ficar atentos ao clima – a recomendação também é aplicada à pecuária, já que boa parte do território do Estado está situado no semiárido.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro Filho, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), o fenômeno La Niña este ano promete clima mais ameno – o fenômeno costuma trazer chuvas para a região Nordeste. ‘É importante lembrar que, se houver sol e quantidade de chuva ou irrigação adequada, a planta consegue fazer a fotossíntese e se desenvolve melhor, aumentando assim a produção’, pontua.

Para melhor monitoramento do clima, a orientação aos produtores é que estejam sempre informados sobre as previsões meteorológicas para garantir uma melhor produtividade no verão. Uma das ferramentas que podem ser utilizadas é o aplicativo ZARC – Plantio Certo, que facilita o acesso aos dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, mostrando as melhores datas de plantio de mais de 43 culturas, além de diferentes taxas de riscos por eventos meteorológicos. (mais…)

Produção sustentável agrega valor ao café da agricultura familiar baiana

Foto: André Frutuôso- Ascom/CAR

Milhares de famílias inseridas na cafeicultura estão vendo sua vida ganhar outras oportunidades nos últimos dois anos na Bahia. É que a agricultura familiar está produzindo mais café, de forma mais organizada e mais sustentável.

Eles estão entre as 34.937 famílias já alcançadas pela chamada pública ATER Biomas da Bahia em apenas dois anos e meio – metade do tempo de vigência. A chamada investirá, ao todo, R$ R$ 223.618.655,00, aplicados em ações estratégicas para o desenvolvimento do local e conservação dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica para um total de 35.650 grupos familiares.

Essa é uma política pública da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

‘É muito bom o acompanhamento do técnico. Primeiramente, aprendemos a análise de solo, a curva de nível… Temos café e temos banana e milho, e a gente só tem a aprender e agradecer’, afirma o agricultor Vanderlei que é acompanhada pela Bahiater por meio da Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (CPC-BA).

SDR.

Pirataria de sementes de soja causa perdas de R$ 10 bilhões ao ano

Imagem de Charles Echer por Pixabay

A pirataria de sementes de soja no Brasil gera perdas de cerca de R$ 10 bilhões ao ano para agricultores, indústria de sementes, setor de processamento de grãos e exportações. É o que aponta estudo inédito divulgado nessa quarta-feira (2) pela CropLife Brasil (CLB), em parceria com a Céleres consultoria. A estimativa é de que as sementes piratas ocupem 11% da área plantada da cultura no Brasil, o equivalente ao total do plantio em Mato Grosso do Sul.

A pesquisa conclui que as sementes piratas podem reduzir a qualidade do cultivo e dos grãos. O resultado é uma maior incidência de pragas, plantas daninhas e doenças nas lavouras, com um potencial vetor para a propagação de espécies invasoras, nocivas para o meio ambiente e proibidas por lei.

Além do impacto econômico para os produtores, a prática ilegal promove prejuízos para governo e sociedade. O estudo estima que cerca de R$ 1 bilhão pode deixar de ser arrecadado em impostos nos próximos 10 anos com a pirataria de sementes.

Edição: Tribuna do Recôncavo | Texto: Roberto D’Agustini.