Verão aumenta produtividade agropecuária na Bahia com monitoramento e tecnologia

Foto: Internauta do Tribuna do Recôncavo

O verão é a estação ideal para o desenvolvimento de diversas culturas agrícolas, a exemplo da soja, milho, feijão, arroz, algodão e café. Isso porque dependem de três fatores essenciais para o bom crescimento das plantas: alta luminosidade, temperaturas elevadas e boa distribuição de chuvas. Para garantir a produtividade no período, os produtores baianos precisam ficar atentos ao clima – a recomendação também é aplicada à pecuária, já que boa parte do território do Estado está situado no semiárido.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro Filho, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), o fenômeno La Niña este ano promete clima mais ameno – o fenômeno costuma trazer chuvas para a região Nordeste. ‘É importante lembrar que, se houver sol e quantidade de chuva ou irrigação adequada, a planta consegue fazer a fotossíntese e se desenvolve melhor, aumentando assim a produção’, pontua.

Para melhor monitoramento do clima, a orientação aos produtores é que estejam sempre informados sobre as previsões meteorológicas para garantir uma melhor produtividade no verão. Uma das ferramentas que podem ser utilizadas é o aplicativo ZARC – Plantio Certo, que facilita o acesso aos dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, mostrando as melhores datas de plantio de mais de 43 culturas, além de diferentes taxas de riscos por eventos meteorológicos. (mais…)

Produção sustentável agrega valor ao café da agricultura familiar baiana

Foto: André Frutuôso- Ascom/CAR

Milhares de famílias inseridas na cafeicultura estão vendo sua vida ganhar outras oportunidades nos últimos dois anos na Bahia. É que a agricultura familiar está produzindo mais café, de forma mais organizada e mais sustentável.

Eles estão entre as 34.937 famílias já alcançadas pela chamada pública ATER Biomas da Bahia em apenas dois anos e meio – metade do tempo de vigência. A chamada investirá, ao todo, R$ R$ 223.618.655,00, aplicados em ações estratégicas para o desenvolvimento do local e conservação dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica para um total de 35.650 grupos familiares.

Essa é uma política pública da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

‘É muito bom o acompanhamento do técnico. Primeiramente, aprendemos a análise de solo, a curva de nível… Temos café e temos banana e milho, e a gente só tem a aprender e agradecer’, afirma o agricultor Vanderlei que é acompanhada pela Bahiater por meio da Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (CPC-BA).

SDR.

Pirataria de sementes de soja causa perdas de R$ 10 bilhões ao ano

Imagem de Charles Echer por Pixabay

A pirataria de sementes de soja no Brasil gera perdas de cerca de R$ 10 bilhões ao ano para agricultores, indústria de sementes, setor de processamento de grãos e exportações. É o que aponta estudo inédito divulgado nessa quarta-feira (2) pela CropLife Brasil (CLB), em parceria com a Céleres consultoria. A estimativa é de que as sementes piratas ocupem 11% da área plantada da cultura no Brasil, o equivalente ao total do plantio em Mato Grosso do Sul.

A pesquisa conclui que as sementes piratas podem reduzir a qualidade do cultivo e dos grãos. O resultado é uma maior incidência de pragas, plantas daninhas e doenças nas lavouras, com um potencial vetor para a propagação de espécies invasoras, nocivas para o meio ambiente e proibidas por lei.

Além do impacto econômico para os produtores, a prática ilegal promove prejuízos para governo e sociedade. O estudo estima que cerca de R$ 1 bilhão pode deixar de ser arrecadado em impostos nos próximos 10 anos com a pirataria de sementes.

Edição: Tribuna do Recôncavo | Texto: Roberto D’Agustini.