Metalúrgicos lançam balsas e barcaças no Estaleiro Naval Enseada do Paraguaçu

Foto: Marci Santos

Na manhã desta segunda-feira (26), metalúrgicos do Recôncavo Baiano realizaram o lançamento de novas balsas e barcaças no Estaleiro Naval de Paraguaçu (EEP), um marco que simboliza não apenas a entrega de embarcações, mas a reconstrução de um setor fundamental para o desenvolvimento econômico, social e produtivo do estado, com impactos diretos em Maragogipe e em todo o Recôncavo.

O ato contou com a presença e intervenção política do presidente da Força Sindical Bahia, Emerson Gomes, que destacou o significado estratégico do momento para a classe trabalhadora e para o projeto de desenvolvimento nacional. Para ele, a retomada do setor naval é resultado direto da luta, da resistência e da organização sindical, que sempre defenderam a indústria como geradora de empregos de qualidade, renda, qualificação profissional e soberania nacional.

‘A Força Sindical Bahia sempre esteve na linha de frente da defesa da indústria naval como eixo estratégico do desenvolvimento regional. Esse lançamento representa emprego formal, valorização da mão de obra local e fortalecimento de toda a cadeia produtiva. Não é apenas uma conquista econômica, é uma vitória política da classe trabalhadora’, afirmou Emerson Gomes durante o evento.

(mais…)

Embrapa lança edital para licenciamento de produtores de mudas de mandioca

Reprodução/ Vídeo - Terra e Gente

Embrapa lança edital para licenciamento de produtores de mudas de mandioca. Viveiristas podem se credenciar para adquirir material propagativo de cinco cultivares de mandioca da Embrapa. A oferta pública para o licenciamento é destinada a produtores de mudas/manivas-semente de mandioca (Manihot esculenta Crantz) que tenham inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).

O edital traz três variedades desenvolvidas pela Embrapa Cerrados (BRS 401, BRS 418 e BRS 429) e duas, pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (BRS 420 e BRS CS 01). As inscrições serão feitas por e-mail e atendidas por ordem de recebimento até o esgotamento dos lotes. O prazo se encerra no dia 6 de fevereiro, às 17h.

O licenciamento não tem ônus para os viveiristas, como informa o responsável técnico pelo edital. ‘A vantagem é que são materiais protegidos sem contrato de royalties. Quem for multiplicar as manivas dará como contrapartida à Embrapa a informação sobre para onde ele vai, em que volumes e em que tempo’, explica o engenheiro-agrônomo Helton Fleck da Silveira, analista de transferência e tecnologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Mais informações no Comunicado de Oferta Tecnológica Nº 01/2026: https://bit.ly/4qRopaU

Léa Cunha

Agricultura tropical e regenerativa ganham espaço na transição climática após COP30

Imagem editada de Qui Nguyen Khac por Pixabay

A agricultura tropical ocupa posição estratégica no enfrentamento das mudanças climáticas porque sua intensidade produtiva e presença contínua ao longo do ano exercem influência direta e ampliada sobre o uso da terra, o manejo do solo e a organização dos sistemas produtivos.

‘Em regiões mais expostas aos efeitos do aquecimento global, práticas inadequadas ao longo do tempo acumularam passivos ambientais. Por outro lado, quando orientada por princípios regenerativos, a produção agrícola desempenha papel central na recuperação do solo, na redução de emissões de gases de efeito estufa e na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis’, diz Roberto Marcon, CEO da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, que oferece um completo conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão para agricultores do MT, RO, PA e MATOPIBA.

Foi nesse contexto que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), ampliou o espaço da agricultura no debate internacional ao conectar adaptação, transição justa e uso da terra à realidade produtiva de regiões de base tropical. O evento consolidou a percepção de que a transição climática depende de soluções aplicáveis e não apenas de compromissos abstratos assumidos em nível global. (mais…)

Safra de grãos deve bater novo recorde de área plantada, mas produção pode variar entre regiões

Image by PublicDomainPictures from Pixabay

A safra brasileira de grãos 2025/2026 segue em rota de crescimento, mas com desafios no curto prazo. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o país deve cultivar 84,1 milhões de hectares, alta de 3,3% em relação ao ciclo anterior, com produção estimada em 354,4 milhões de toneladas de grãos, representando crescimento de 0,6%.

Mato Grosso, maior produtor nacional, deve ampliar sua área cultivada em 2,3%, contudo a produção total pode cair 3,8%. Em Rondônia, a área cultivada cresce 1,3%, com avanço otimista da soja, favorecido pelas boas precipitações. Já no Pará, a área deve aumentar expressivos 10,6%, chegando a 2,24 milhões de hectares, com produção estimada em 7,33 milhões de toneladas. A soja segue liderando esse movimento, com plantio acelerado nas regiões da Rodovia BR-163 e dos municípios de Redenção e Santana do Araguaia. O milho tem perspectivas regulares para a primeira safra.

O Maranhão deve aumentar a área agrícola em 4,4%e a produção em 0,6%, impulsionado pelo milho da primeira safra. No Piauí, a área cresce 3,4% e a produção 8,5%, com avanço acelerado da soja após chuvas no início de novembro. O Tocantins projeta aumento de 6,1%na área e 3,7%na produção, com ampliação do milho em substituição ao arroz. Já a Bahia deve crescer 4,6%em área e 4,4% em produção, com avanços tanto na soja irrigada quanto no sequeiro. (mais…)

Verão aumenta produtividade agropecuária na Bahia com monitoramento e tecnologia

Foto: Internauta do Tribuna do Recôncavo

O verão é a estação ideal para o desenvolvimento de diversas culturas agrícolas, a exemplo da soja, milho, feijão, arroz, algodão e café. Isso porque dependem de três fatores essenciais para o bom crescimento das plantas: alta luminosidade, temperaturas elevadas e boa distribuição de chuvas. Para garantir a produtividade no período, os produtores baianos precisam ficar atentos ao clima – a recomendação também é aplicada à pecuária, já que boa parte do território do Estado está situado no semiárido.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro Filho, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), o fenômeno La Niña este ano promete clima mais ameno – o fenômeno costuma trazer chuvas para a região Nordeste. ‘É importante lembrar que, se houver sol e quantidade de chuva ou irrigação adequada, a planta consegue fazer a fotossíntese e se desenvolve melhor, aumentando assim a produção’, pontua.

Para melhor monitoramento do clima, a orientação aos produtores é que estejam sempre informados sobre as previsões meteorológicas para garantir uma melhor produtividade no verão. Uma das ferramentas que podem ser utilizadas é o aplicativo ZARC – Plantio Certo, que facilita o acesso aos dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, mostrando as melhores datas de plantio de mais de 43 culturas, além de diferentes taxas de riscos por eventos meteorológicos. (mais…)

Produção sustentável agrega valor ao café da agricultura familiar baiana

Foto: André Frutuôso- Ascom/CAR

Milhares de famílias inseridas na cafeicultura estão vendo sua vida ganhar outras oportunidades nos últimos dois anos na Bahia. É que a agricultura familiar está produzindo mais café, de forma mais organizada e mais sustentável.

Eles estão entre as 34.937 famílias já alcançadas pela chamada pública ATER Biomas da Bahia em apenas dois anos e meio – metade do tempo de vigência. A chamada investirá, ao todo, R$ R$ 223.618.655,00, aplicados em ações estratégicas para o desenvolvimento do local e conservação dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica para um total de 35.650 grupos familiares.

Essa é uma política pública da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

‘É muito bom o acompanhamento do técnico. Primeiramente, aprendemos a análise de solo, a curva de nível… Temos café e temos banana e milho, e a gente só tem a aprender e agradecer’, afirma o agricultor Vanderlei que é acompanhada pela Bahiater por meio da Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (CPC-BA).

SDR.