Assistente Social é o/a profissional que concluiu o curso de Serviço Social, devidamente reconhecido pelo MEC e possui inscrição no Conselho Regional de Serviço Social – CRESS. Os/as Assistentes Sociais atuam no campo das políticas sociais e públicas com o objetivo de viabilizar os direitos da população. Sem Assistentes Sociais não há efetivação e consolidação dos direitos e das políticas sociais.
Atualmente o Brasil tem pouco mais de 180 mil Assistentes Sociais registrados nos Conselhos regionais e esse número ainda que expressivo não leva em conta os estudantes que se graduam em Serviço Social mas que não se registram. O Brasil é o segundo país no mundo em número de Assistentes Sociais, atrás apenas do EUA, mas ainda assim não existe um piso salarial para a classe.
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1827/19 de autoria do deputado Célio Studart (PV-CE) que define o piso salarial do Assistente Social em R$ 4.200,00 para uma jornada de 30 horas semanais, vale lembrar que desde 1988 quando se deu a atual Constituição pelo menos outras sete propostas semelhantes transitaram na Câmara e acabaram arquivadas.
De fato, falta o devido comprometimento por parte dos políticos, e falta também ampla mobilização da categoria – que mais do que ninguém sabe que os direitos não vêm sem luta. Outra questão demais importante é que o Serviço Social precisa passar a ter representantes endógenos da categoria no meio político, por exemplo, uma “bancada social” na Câmara, formada por deputados Assistentes Sociais, estudantes de Serviço Social e/ou terceiros articulados e comprometidos com as causas e demandas dessa classe faz-se necessário, e temos peso para isso já que somos mais de 180 mil inscritos nos Conselhos, sem contar os formados que não atuam, os estudantes e profissionais agregados.
Gostaria que todos os políticos, entidades competentes do país e a população se sensibilizassem com essa luta, justa e legítima que é, visto que a remuneração média paga atualmente a essa categoria não faz justiça as competências, atribuições e importância desses técnicos, o que sem dúvidas precariza os trabalhos desses agentes, desmotivando-os e não garantindo os direitos básicos desses profissionais.
Assistentes Sociais, uni-vos, não temos nada a perder!
Sobre o autor: Natural da cidade de Mutuípe e residente em Elísio Medrado (BA) desde 1992, Odemar Lúcio é Graduando em Serviço Social pela Facemp (Faculdade de Ciências e Empreendedorismo), profissional de saúde, poeta, escritor e colunista do Tribuna do Recôncavo.

Arte: Divulgação















Imagem Ilustrativa de Fernando Zhiminaicela por Pixabay






Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay





























Imagem de Sabine van Erp do Pixabay





Imagem da Companhia de Produção de Animação 3D da Pixabay




Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Na foto, um homem falando de frente para outro homem | Imagem de Gerd Altmann por Pixabay































