América Latina e Caribe têm menor crescimento dos últimos 70 anos

Imagem Ilustrativa de Lorenzo Cafaro por Pixabay

A América Latina e o Caribe apresentaram desaceleração econômica generalizada e sincronizada, tanto em uma análise dos países como de setores produtivos. O novo informe da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) aponta para o pior crescimento da região, nas últimas sete décadas. Para 2019, o crescimento deve ficar em 0,1%. Para 2020, a projeção é de 1,3% de crescimento. A projeção da Cepal para o Brasil é de crescimento de 1% em 2019 e 1,7% em 2020.

Os dados da comissão mostram que, a partir de 2014, consolidou-se uma trajetória de baixo crescimento que perdura até o momento. Entre os 33 países da região, a expectativa é de que 23 (18 de 20 na América Latina) apresentarão desaceleração de seu crescimento durante este ano, enquanto 14 países registrarão crescimento de menos de 1%. O balanço mostra que, em 2019, o país com maior crescimento será Dominica (9%), seguido por Antígua e Barbuda (6,2%), República Dominicana (4,8%) e Guiana (4,5%).

Por outro lado, a Venezuela registrará o maior declínio, com uma contração de -25,5%, seguida pela Nicarágua (-5,3%), Argentina (-3,0%) e Haiti (-0,7%). A América Central crescerá 2,4%; o Caribe 1,4% e a América do Sul se contrairá -0,1%. A divulgação do novo estudo, intitulado Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe 2019, ocorreu nesta quinta-feira, dia 12, em Santiago do Chile. Alícia Bárcena, secretária-executiva do organismo, reforçou a importância do papel do Estado na recuperação do crescimento regional.

Agência Brasil

Caixa reduz juros para financiar imóveis

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira, dia 12, a redução dos juros em três linhas de crédito, após o Banco Central cortar a taxa básica de juros nesta quarta-feira, dia 11. A taxa mínima fixa do crédito imobiliário da Caixa passou de 6,75% ao ano mais a TR (Taxa Referencial), para 6,5% ao ano mais a TR.

A linha só vale para quem tem conta na Caixa, recebe salário pelo banco e tem outros produtos contratados. Quem recebe salário pelo banco também teve os juros do cheque especial reduzidos de 4,99% ao mês para 4,95% ao mês. Clientes que apenas tem conta corrente terão os juros do cheque especial reduzidos de 8,99% ao mês para 8% ao mês.

Entretanto, essa última redução apenas antecipa uma decisão do BC (Banco Central), que obrigará os bancos a fixar o teto de 8% para essa linha de crédito. A medida, anunciada no final de novembro, também permite que os bancos cobrem uma tarifa de quem não usa o cheque especial, apenas para ter o limite disponível.

Bahia.Ba

Câmara aprova Medida Provisória que transfere Coaf para o Banco Central

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira, dia 11, a Medida Provisória 893/19, que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central (BC), reestruturando o órgão. O texto segue para análise do Senado.

Os deputados votaram um projeto de lei de conversão do deputado Reinhold Stephanes Junior (PSD-PR) que altera pontos da MP editada pelo governo federal, como a mudança de nome do Coaf para Unidade de Inteligência Financeira (UIF) e a transformação do Plenário, órgão colegiado, em um Conselho Deliberativo. Outra mudança foi a retirada, com a aprovação de um destaque, da atribuição do Coaf de produzir informação para combate ao financiamento do terrorismo.

O Coaf, que permanecerá com este nome, tem a atribuição de produzir informações para prevenir e combater a lavagem de dinheiro, aplicando penas administrativas a entidades do sistema financeiro que não enviarem os dados necessários para esse trabalho de inteligência.

Agência Brasil

Banco Central reduz taxa básica de juros de 5% para 4,5% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou de 5% para 4,5% ao ano a taxa básica de juros.

Usada para a cobrança de juros em empréstimos e financiamentos e para a remuneração das aplicações financeiras feitas no país, a Selic tem sofrido cortes desde julho. Desde então, a taxa baixou de 6,5% ao ano, índice registrado desde março de 2018.

Nesta última reunião de política monetária do ano, os dirigentes do BC confirmaram, por unanimidade, o que haviam sinalizado anteriormente, quando afirmaram que a Selic poderia passar por mais “um ajuste adicional, de igual magnitude”, caso mantida “a consolidação do cenário benigno para a inflação”.

Bahia.Ba

SAJ: Prefeitura tem contas 2018 aprovadas pelo TCM

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) aprovou nesta terça-feira, dia 10, as contas públicas do município de Santo Antônio de Jesus, referentes ao exercício financeiro de 2018.

Para o Prefeito Rogério Andrade, as aprovações de 2017 e agora, de 2018, são um reconhecimento ao trabalho da gestão que tem como princípios: responsabilidade, controle com os gastos públicos e transparência:

“Essa aprovação é o resultado do nosso esforço em fazer uma gestão séria, comprometida e que tem como prioridade a população,” destaca o Prefeito.

Ascom/ PMSAJ

Petrobras vai manter política de reajuste de preços dos combustíveis

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

A Petrobras vai manter sua política de reajuste dos preços de combustíveis de acordo com as cotações internacionais, reafirmou nesta quarta-feira, dia 11, o presidente da companhia, Roberto Castelo Branco. “Acho que [a atual política de formação de preços] foi positiva para a Petrobras e para o Brasil”, disse o executivo. Ele enfatizou que o petróleo “é uma commodity como outra qualquer, então os preços são livres”.

Castelo Branco ressaltou que é contrário à intervenção do governo na formação de preços dos combustíveis. Para ele, “o controle de preços pertence ao museu de armas falidas de combate à inflação”. Questionado sobre a possibilidade de uma nova mobilização dos caminhoneiros, como a ocorrida em maio de 2018 e que paralisou toda a economia do país, diante dos frequentes reajustes no prelo do Diesel, o presidente da Petrobras foi categórico: “não tenho a menor preocupação”.

Para Castelo Branco, o preço do diesel não tem tanta relevância para os transportadores de carga rodoviária no país. “O problema deles [caminhoneiros] é excesso de oferta”, disse. Segundo o executivo, “houve uma promoção de crédito irresponsável pelo BNDES” para a aquisição de caminhões no passado recente, o que aumentou a frota disponível no país. (mais…)