O uso de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, ampliou as opções de tratamento da obesidade, mas a redução do peso não deve ser o único critério para avaliar os resultados.
Segundo a nutróloga Ana Luísa Vilela Barbosa, o acompanhamento deve considerar também a qualidade da alimentação, a preservação da força, a saúde metabólica e a capacidade de manter os resultados ao longo do tempo.
A médica destaca que a resposta aos medicamentos e as necessidades nutricionais variam de pessoa para pessoa. Por isso, o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por profissionais de saúde.
Durante o processo, também é importante observar se o paciente mantém uma alimentação adequada, uma rotina saudável e boas condições físicas, evitando que a perda de peso ocorra acompanhada de prejuízos à composição corporal ou à capacidade funcional.
“As canetas ampliaram as possibilidades de tratar a obesidade, e maior acesso é uma boa notícia. Mas eu não considero um tratamento bem-sucedido só porque a balança caiu”, afirma a especialista.
A nutróloga ressalta ainda que os medicamentos são ferramentas utilizadas dentro de um tratamento mais amplo. A indicação, o acompanhamento clínico e a definição de estratégias para manter os resultados são fatores importantes para a segurança e a eficácia da abordagem.
Com o aumento do uso das chamadas canetas emagrecedoras, inclusive por pessoas que buscam apenas resultados estéticos, a orientação é que o tratamento seja baseado em avaliação clínica e indicação adequada.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo
Fonte: Agência Viva / Assessoria de Imprensa






















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