O Governo da Bahia retomou, nesta quinta-feira (15), as atividades da Câmara Setorial da Cocoicultura, com o objetivo de fortalecer a produção de coco no estado e ampliar a participação dos produtores na formulação de políticas públicas para o setor.
Promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), em formato híbrido, o encontro marcou uma nova etapa da revitalização das Câmaras Setoriais, iniciativa desenvolvida em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).
A proposta é ampliar o diálogo entre o poder público e o setor produtivo, buscando soluções para aumentar a produtividade, enfrentar desafios da cadeia produtiva e fortalecer a competitividade do coco baiano nos mercados nacional e internacional.
Produtores querem fortalecer a competitividade
Durante a reunião, Reinaldo Nascimento, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Coco (Aprococo), foi eleito para presidir a Câmara Setorial. Ele destacou a importância da parceria entre a iniciativa privada e o poder público, especialmente para apoiar pequenos e médios produtores.
O setor busca criar condições favoráveis aos negócios e estimular investimentos que contribuam para o desenvolvimento da atividade. A Bahia pretende recuperar a liderança nacional na produção de coco, atualmente ocupada pelo Ceará.
O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri e coordenador das Câmaras Setoriais, Assis Pinheiro Filho, ressaltou que a articulação entre governo e produtores pode contribuir para valorizar a produção local e enfrentar a concorrência no mercado.
Entre os principais desafios apontados estão a escassez de mão de obra e o custo elevado dos insumos agrícolas, especialmente dos fertilizantes.
Durante o encontro, também foi destacada a necessidade de realizar um diagnóstico das demandas da cadeia produtiva, elaborar um plano de desenvolvimento da cocoicultura e ampliar o acesso ao crédito específico para os produtores.
Câmara reúne órgãos públicos e representantes do setor
A Câmara Setorial da Cocoicultura funciona como instância consultiva da Seagri e contribui para a formulação, o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária.
Além da Seagri e da Aprococo, o colegiado reúne representantes de secretarias estaduais, como as de Desenvolvimento Rural (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE), Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Meio Ambiente (Sema), Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).
Também participam a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), a Bahia Pesca, o Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária na Bahia (SFA-BA/Mapa), e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb/Senar).
O colegiado conta ainda com cooperativas, representantes municipais e empresas ligadas ao setor produtivo.
Bahia também busca fortalecer a cadeia do cacau
O fortalecimento da agricultura baiana envolve outras cadeias produtivas importantes para a economia do estado, como o cacau e a fabricação de chocolate. O acompanhamento da produção e iniciativas de valorização do produto regional fazem parte desse contexto.
O Tribuna do Recôncavo já publicou matérias sobre esses temas:
A retomada da Câmara Setorial da Cocoicultura busca ampliar a participação dos produtores nas decisões públicas e construir soluções para fortalecer a produção de coco e o desenvolvimento sustentável da atividade na Bahia.
Com informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri).



















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Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo






































