A hiperpigmentação pode afetar não apenas a saúde da pele, mas também a autoestima e a qualidade de vida de pessoas negras e mestiças. Segundo a médica baiana Danìelà Hermes (CRM-BA 50111), especialista em saúde integral de peles plurais, manchas persistentes podem provocar impactos emocionais e, em alguns casos, levar ao isolamento social e à busca excessiva por procedimentos estéticos.
A hiperpigmentação pós-inflamatória é uma condição caracterizada pelo escurecimento da pele após episódios de acne, foliculite ou outros processos inflamatórios e traumas. A alteração é frequente em pessoas com fototipos altos e pode permanecer por meses ou até anos.
Além do impacto visual, pesquisas sobre qualidade de vida apontam que alterações de pigmentação relacionadas à acne podem estar associadas a prejuízos na saúde mental. Entre os comportamentos relatados estão evitar fotografias, utilizar filtros digitais com frequência, deixar de participar de encontros sociais e buscar de forma excessiva procedimentos para corrigir as manchas.
De acordo com a especialista, fatores sociais também podem intensificar esse impacto. Padrões estéticos eurocêntricos, além de situações de racismo e colorismo, podem contribuir para uma percepção negativa da própria imagem e aumentar o sofrimento provocado pelas alterações na pele.
Quando a preocupação com a aparência se torna excessiva e passa a interferir na rotina, o acompanhamento médico deve considerar também a saúde mental. Tristeza persistente, ansiedade, sensação de desesperança e recusa em sair de casa são sinais que merecem atenção profissional.
Para Danìelà Hermes, o tratamento de peles negras e mestiças exige uma abordagem cuidadosa e individualizada.
“Cuidar de peles negras e mestiças requer compreender a história e a carga emocional que aquela mancha carrega. Um procedimento inadequado ou agressivo pode gerar mais inflamação e piorar o escurecimento. O objetivo da conduta médica é devolver a saúde tecidual, a funcionalidade e a confiança na própria imagem”, destaca.
A médica ressalta que o tratamento deve considerar as características de cada pele, evitando procedimentos agressivos que possam provocar novos processos inflamatórios e intensificar a hiperpigmentação.
Com informações da assessoria.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.























































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