O aumento dos focos de queimadas na região Oeste da Bahia reforça a necessidade de cuidados com incêndios próximos à rede elétrica. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a região registrou 240 ocorrências em junho e já soma 349 em agosto, número 45% maior que o registrado em todo o mês anterior.
Com a previsão de temperaturas acima da média e tempo seco nos próximos meses, a atenção deve ser redobrada, principalmente em áreas com vegetação seca. Além dos impactos ambientais e na qualidade do ar, as queimadas podem danificar a infraestrutura elétrica e provocar interrupções no fornecimento de energia.
Mesmo quando as chamas não atingem diretamente postes e cabos, o calor e a fuligem podem afetar a rede. Segundo Leonardo Santana, Superintendente de Operações da Neoenergia Coelba, a fuligem e o aumento da temperatura podem tornar o ar condutor de eletricidade, favorecendo a passagem de corrente entre os cabos e o solo e provocando desligamentos.
Em períodos de estiagem, alguns cuidados simples ajudam a evitar que pequenos focos de fogo se transformem em incêndios. A recomendação é não jogar pontas de cigarro em áreas de vegetação, plantações, terrenos baldios ou acostamentos e evitar a queima de lixo, folhas e galhos próximos a matas e áreas de cultivo.
Também é importante não utilizar o fogo para limpar pastagens, terrenos ou plantações. Quando houver necessidade de realizar uma queima controlada, é preciso buscar autorização prévia do órgão responsável. Em caso de incêndio próximo à rede elétrica, a orientação é manter distância de postes, torres e cabos e nunca tentar combater as chamas com água.
O Decreto Federal nº 2.661/1998 proíbe o uso do fogo em uma faixa de 15 metros dos limites das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica e em uma faixa de 100 metros ao redor das subestações.
Se um foco de incêndio atingir a rede elétrica, mantenha distância e não tente apagar as chamas com água. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193 e a Neoenergia Coelba pelo 116.
Fonte: Neoenergia Coelba
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo























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