O Programa Farmácia Popular atendeu 1,38 milhão de pessoas na Bahia em 2025 e está presente em 371 municípios do estado, ampliando o acesso a medicamentos e insumos de saúde. No Brasil, foram 27,3 milhões de beneficiários no mesmo ano, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (23).
Em 2026, os números são parciais. Até setembro, o programa havia atendido 1,22 milhão de pessoas na Bahia e 25,3 milhões em todo o país. Nacionalmente, a iniciativa alcançou 5 mil municípios neste ano, onde vive 97,1% da população brasileira.
Quais medicamentos são gratuitos?
O Farmácia Popular disponibiliza 41 produtos gratuitamente, incluindo medicamentos para o tratamento de hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma. O programa também oferece fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.
A gratuidade contribui para reduzir os gastos das famílias com saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, uma família de quatro pessoas que utilize medicamentos e insumos contemplados pela iniciativa pode economizar aproximadamente R$ 8,8 mil por ano. A estimativa considera as condições de saúde com maior demanda registrada na dispensação dos produtos.
Programa beneficia idosos
Entre janeiro e setembro de 2026, o Farmácia Popular registrou 18,4 milhões de usuários com mais de 60 anos em todo o país.
Entre os benefícios para esse público está o acesso gratuito a medicamentos para doenças como Parkinson. Segundo o Ministério da Saúde, a oferta pode representar uma economia de até R$ 1.500 por ano. Já a disponibilização de fraldas geriátricas pode gerar uma economia anual de até R$ 3.240.
Governo avalia mudanças no programa
Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde publicou uma nova regulamentação do Farmácia Popular, com medidas voltadas à modernização tecnológica, à ampliação do acesso e ao aperfeiçoamento da fiscalização.
No âmbito da iniciativa Farmácia 4.0, um grupo de trabalho avalia a possibilidade de ampliar os serviços oferecidos, incluindo a realização de exames e o uso de biometria para substituir a apresentação de documentos físicos na retirada de medicamentos.
Também estão em análise medidas para aumentar o número de estabelecimentos participantes em regiões com pouca cobertura, integrar bases de dados governamentais e aprimorar o monitoramento da distribuição de medicamentos e insumos.
As propostas ainda estão em avaliação e buscam ampliar a transparência, a segurança e o controle do programa.
Com informações do Ministério da Saúde. Texto adaptado pela redação do Tribuna do Recôncavo.




























































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