Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a análise de especialistas que mostram otimismo com o crescimento da economia em 5%, mesmo faltando 4 meses para o final do ano, a opinião pública do Nordeste segue preocupada com a recuperação da economia, segundo pesquisa do Radar Febraban para a região.
Os dados revelam que 72% dos nordestinos acreditam que a economia só vai se recuperar a partir de 2022. Em junho, esse percentual era de 71%. O otimismo da região para o próximo ano é ligeiramente superior à média nacional (68%). Para 48%, o poder de compra vai encolher nos próximos seis meses. Em junho, essa avaliação era compartilhada por 47% das pessoas.
Essas são algumas das principais conclusões da nova pesquisa para a região Nordeste, realizada entre os dias 2 e 7 de setembro pelo IPESPE, que ouviu 3 mil pessoas, maiores de 18 anos, em todo o país. A pesquisa se soma ao Observatório FEBRABAN e à FEBRABAN News, criados em 2020, como instrumentos para estreitar o diálogo do setor bancário com os brasileiros, tornando-se polo de notícias, conteúdo e ponto de encontro de debate.
O número daqueles que aguardam a recuperação financeira da família apenas em 2022 manteve-se estável: 55%. Mas a parcela dos que achavam que essa situação iria melhorar ainda este ano diminuiu, de 23% em junho para os atuais 18%.
Aumentou também o número de entrevistados que acreditam num aumento da taxa de juros no próximo semestre: 78%, contra 74% verificados em junho. A pesquisa mostra que 29% acreditam no aumento do acesso ao crédito para pessoas físicas e empresas, a menor taxa entre todas as regiões no país. Um indicador que registrou queda foi a expectativa de aumento do desemprego (55% hoje, era de 57% em junho).
CONTRIBUIÇÃO DOS BANCOS
Além da avaliação da economia e do consumo, o Radar Febraban verificou a opinião pública sobre a imagem dos bancos e sua cobertura pela imprensa. “A credibilidade no setor bancário alcançou os patamares mais elevados de opinião positiva desde o início da série histórica do estudo: confiança nos bancos; satisfação com o atendimento bancário; avaliação positiva da contribuição dos bancos para o desenvolvimento da economia, a ajuda ao país, à sociedade e aos clientes no enfrentamento da pandemia, a geração de empregos, e a melhora da qualidade de vida das pessoas”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável pela pesquisa.
A confiança da região nos bancos (58%) é maior do que a das fintechs (53%). A população considera positiva a contribuição dos bancos para o desenvolvimento da economia (59%), geração de empregos (54%), qualidade de vida (45%) e enfrentamento da crise do novo coronavírus (52%). A satisfação com o atendimento dos bancos alcança 71%.
Matéria: Manu Vergamini/ agenciaemfoco
































































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