A perda auditiva pode avançar de forma gradual e passar despercebida por anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum grau de deficiência auditiva, e muitas delas podem não reconhecer inicialmente os sinais de redução da capacidade de ouvir.
A conscientização sobre a saúde auditiva ganha destaque em 26 de setembro, Dia Nacional do Surdo, data que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento da audição em diferentes fases da vida.
Segundo a otorrinolaringologista Dra. Naiara Amorim, do HOPE, algumas pessoas só descobrem a perda auditiva na vida adulta, após realizarem exames por outros motivos. Ela cita casos de pessoas que perceberam a dificuldade para ouvir apenas durante a juventude.
Teste da Orelhinha ajuda no diagnóstico precoce
Nos recém-nascidos, a identificação de alterações auditivas começa com o Teste da Orelhinha, exame rápido e indolor realizado ainda nos primeiros dias de vida. Quando o resultado indica alguma alteração, o bebê pode ser encaminhado para avaliações complementares.
Entre os fatores que podem estar relacionados à perda auditiva congênita estão:
- Fatores genéticos e hereditários, incluindo histórico familiar;
- Infecções durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, sífilis e herpes;
- Prematuridade e baixo peso ao nascer, especialmente em casos que exigem cuidados intensivos;
- Uso de medicamentos ototóxicos, capazes de afetar o sistema auditivo.
Na infância, uma dificuldade para ouvir pode interferir no desenvolvimento da fala, na aprendizagem e na comunicação. Entre os sinais estão não reagir a sons fortes ou à voz dos pais, não responder quando é chamado, aumentar frequentemente o volume da televisão e apresentar dificuldade de concentração na escola.
Ruídos também podem prejudicar a audição
Em jovens e adultos, a audição pode ser afetada pela exposição frequente a ruídos intensos, infecções, uso de medicamentos que podem causar danos ao sistema auditivo e acúmulo excessivo de cera. O envelhecimento também pode provocar redução gradual da capacidade auditiva.
A orientação médica é procurar avaliação especializada diante de sinais como zumbido, dificuldade para compreender conversas em ambientes barulhentos ou necessidade frequente de aumentar o volume da televisão.
O diagnóstico permite identificar o grau e a localização da perda auditiva e definir o tratamento mais adequado. Dependendo do caso, podem ser utilizados aparelhos auditivos, implantes, procedimentos cirúrgicos e acompanhamento fonoaudiológico.
Fonte: HOPE. Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.












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