A caminhada do 15º Mobilizar para Incluir levou às ruas de Santo Antônio de Jesus nesta quinta-feira (05) uma mensagem de respeito às diferenças, valorização da diversidade e defesa da acessibilidade como direito. Com o tema “Voos Plurais, Protagonismos Singulares”, a mobilização integrou a programação de 2026, dedicada à conscientização sobre inclusão e ao reconhecimento das potencialidades de cada pessoa.
Durante a caminhada, o repórter Ney Rosa, da Clube FM, conversou com a professora Marline Alves, uma das idealizadoras das atividades, que destacou a importância de dar visibilidade às habilidades dos estudantes atendidos pelo Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) Aurélio Pires.
Segundo a educadora, nesta edição foram apresentadas pinturas e desenhos de dois estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As obras são resultado de atividades pedagógicas desenvolvidas na instituição e mostram como o acompanhamento especializado pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades e a expressão artística.
Um dos estudantes é Ray Arthur Rosa, de 18 anos, morador de Nilo Peçanha, que frequenta o CAPE há quatro anos. A outra participante é Marcelina, de 13 anos, atendida pela instituição desde os cinco anos de idade.
Marline explicou que, no caso de Marcelina, as atividades de desenho também são utilizadas para estimular o contato visual e ampliar as possibilidades de interação. A professora relatou a emoção da equipe ao ver a adolescente superar dificuldades de adaptação a um ambiente novo e subir ao palco para receber o reconhecimento por seu trabalho.
Atendimento especializado e inclusão escolar
O CAPE Aurélio Pires é uma instituição pública mantida pelo Governo do Estado, que funciona em parceria com o Lions Club no Bairro Jardim Brasil, em Santo Antônio de Jesus. O centro atende crianças, adolescentes e adultos com diferentes deficiências, oferecendo acompanhamento especializado no contraturno escolar.
De acordo com Marline, o objetivo é ajudar a eliminar barreiras que dificultam a participação dos estudantes na escola regular, desenvolvendo habilidades e preparando ambientes e pessoas para acolher as diferenças.
A professora também ressaltou que a inclusão exige um olhar atento às potencialidades de cada pessoa e não deve ser tratada como favor, mas como um direito.
A participação dos estudantes na exposição durante o Mobilizar para Incluir mostrou como o trabalho pedagógico pode ampliar oportunidades, fortalecer a autonomia e dar visibilidade a talentos que muitas vezes permanecem desconhecidos.
A iniciativa integra a programação do 15º Mobilizar para Incluir 2026, que busca fortalecer o respeito, a acessibilidade e o protagonismo das pessoas com deficiência.
Tribuna do Recôncavo