O Papa Francisco comparou a Adolf Hitler políticos que proferem discurso de ódio contra judeus, ciganos e população LGBT. “Confesso que quando ouço alguns discursos de responsáveis pela ordem ou pelo governo, vêm à minha mente as declarações de Hitler em 1934 e 1936”, disse a advogados no Vaticano na última sexta-feira (15).
“São ações típicas do nazismo que, com sua perseguição contra os judeus, os ciganos e as pessoas de orientação homossexual, representa o modelo negativo da cultura do descarte e do ódio”, afirmou o Papa.
Na audiência, o Papa também se disse preocupado com o uso de símbolos nazistas na Europa. “Não é coincidência que nestes tempos há um ressurgimento dos símbolos típicos do nazismo”, afirmou. Ele já havia externado preocupação com o antissemitismo em discurso na quarta-feira.
“Hoje, o hábito de perseguir judeus começa a renascer. Irmãos e irmãs: isto não é humano nem cristão, e os judeus são nossos irmãos e irmãs e não podem ser perseguidos. Entenderam?”.
Quase duas semanas após o encerramento do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, o Papa Francisco revelou que pretende incluir oficialmente o conceito de “pecado ecológico” na doutrina da Igreja. Na audiência, ele disse que “se está pensando em introduzir no Catecismo da Igreja Católica o pecado contra a ecologia”.
O Catecismo é o livro que resume todo o pensamento e a doutrina da Igreja, especialmente em questões de fé e moral. A inserção desse tipo de pecado no Catecismo faz com que a ideia deixe de ser uma visão pessoal de Francisco e passe a ser oficialmente ensinada pela Igreja.
Reportagem: G1 | Redação: Bahia Noticias

























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