Por Dr. Maurício Magalhães – neonatologista.
A amamentação é uma prática recomendada mundialmente para o desenvolvimento saudável de crianças até os dois anos de idade ou mais, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Por isso, tornou-se o tema central da campanha Agosto Dourado, instituída pela Lei Federal n.º 13.345/201 e celebrada oficialmente no Dia Mundial da Amamentação (1º/8). A cor se refere à classificação do leite como um “alimento ouro”, indispensável para a nutrição dos bebês.
Além de promover o vínculo entre mãe e filho, o leite materno é essencial para a prevenção de diversas doenças e atua como uma forma de proteger o cérebro da bebê, conforme explica o neonatologista Dr. Maurício Magalhães.
‘Consideramos o leite materno como uma estratégia de neuroproteção, ou seja, além do desenvolvimento do cérebro, ele também contribui para evitar o surgimento de possíveis complicações que possam surgir ao longo dos primeiros anos de vida. O alimento é essencial para compartilhar os nutrientes necessários na prevenção de diarreias, infecções respiratórias, alergias, evitar tendências à obesidade, entre outras condições’, detalha.
Dados divulgados pela OPAS/OMS também apontam que bebês alimentados pelo leite materno se tornaram adultos com indicadores 3,4 pontos acima da média no desenvolvimento cognitivo. O Ministério da Saúde reforça esse dado e mostra que a amamentação, do mesmo modo, traz reflexos na redução da mortalidade infantil. Segundo o órgão, o aleitamento pode reduzir em até 13% o risco de morte de crianças menores de cinco anos.
*Dr. Maurício Magalhães é neonatologista e diretor científico da Protecting Brains & Saving Futures (PBSF).
Texto: Diego Andrade.




















































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