ABSOLAR cobra previsibilidade no setor elétrico e alerta para desperdício de energia renovável

Imagem de Sebastian Ganso por Pixabay

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) defende medidas para reduzir o desperdício de energia renovável no Brasil, ampliar o armazenamento de eletricidade e garantir segurança jurídica aos investimentos no setor elétrico. Em posicionamento divulgado em outubro de 2026, a entidade apresentou três compromissos para o período de 2027 a 2030, com propostas voltadas à expansão do mercado, à geração de empregos e à universalização do acesso à energia.

Segundo a associação, 17,2% do potencial de geração solar e eólica do país foi cortado no primeiro trimestre de 2026. Os cortes, conhecidos como curtailment, ocorrem quando a geração disponível não pode ser integralmente aproveitada, entre outros fatores, por limitações da rede, falta de demanda ou de capacidade de armazenamento.

Para a ABSOLAR, a ampliação do armazenamento por baterias e o estímulo ao consumo interno de energia limpa podem reduzir essas perdas e contribuir para a competitividade da economia. (mais…)

Preço dos Combustíveis se Estabiliza em Patamares Elevados em Abril, Aponta IBPT

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Após um pico de alta em março, o mercado de combustíveis no Brasil entra em um período de estabilização em abril, mas os preços permanecem elevados. Apesar da queda no preço do etanol, a desigualdade regional revela que as regiões Norte e Nordeste enfrentam maior pressão, com aumentos de até 30% no diesel. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), o mercado passou por uma mudança significativa, com o etanol ganhando protagonismo como alternativa frente aos combustíveis fósseis, mas sem representar um alívio estrutural.

Durante o mês de março, o mercado de combustíveis sofreu aumentos contínuos, com o diesel chegando a uma alta de 25%. Contudo, em abril, o cenário de estabilização começou a se desenhar, ainda que os preços se mantenham elevados. O etanol, em algumas regiões, apresentou queda devido ao aumento da oferta, oferecendo uma alternativa de alívio, especialmente no Sul e Sudeste. No entanto, a mudança não traz alívio imediato ou estrutural para o país, uma vez que o mercado continua vulnerável à volatilidade externa e à falta de infraestrutura regional eficiente.

A fragmentação regional é um dos principais desafios identificados pelo IBPT. Enquanto o Centro-Sul consegue mitigar a pressão com o uso do etanol, as regiões Norte e Nordeste permanecem mais expostas aos preços internacionais e ao alto custo logístico. O diesel nesses locais sofreu uma alta superior a 30% devido à maior dependência de importações. A análise do IBPT revela que sem melhorias significativas na logística e política energética, as disparidades regionais podem continuar a afetar a competitividade e o custo de vida no Brasil.

Com informações do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) – Adaptado pela Tribuna do Recôncavo.