Lobby militar nos parlamentos fere democracia, alertam especialistas

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Uma pesquisa revelou que as três Forças Armadas brasileiras possuem até 115 servidores dedicados ao lobby dentro dos parlamentos brasileiros. A Marinha tem 12 servidores, a Aeronáutica, 10 militares e o Exército 93 pessoas dedicadas “a defender os interesses da Força junto aos parlamentares brasileiros”, segundo o levantamento. No caso do Exército, a maior parte está espalhada pelos estados e municípios das oito regiões militares brasileiras.  

Como comparativo, as assessorias parlamentares ligadas aos comandantes das Forças que estão em Brasília, excluindo os servidores ligados ao Ministério da Defesa e as assessorias locais, têm 36 servidores nas assessorias parlamentares, número três vezes maior que o do Ministério da Educação, que tem 10 funcionários para se relacionar com todo o Congresso Nacional.

O boletim ‘O Lobby dos Militares no Legislativo’, produzido pelo Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, aponta que esse é apenas um dos aspectos da tutela militar sobre a política brasileira. “Enquanto a tutela permanecer, não teremos plena democracia no Brasil”, reforça. (mais…)

ARTIGO – A Amazônia tem solução

Floresta Amazônica | Foto: Pedro Devani/ SecomAC

Por Oberdan Pandolfi Ermita – economista.

É possível, sim, concertar os interesses que compõem a equação amazônica, hoje estancada em um debate político polarizado e estéril. Urge um diagnóstico realista e corajoso, que pavimente o caminho entre anseios e realidade. Empacado em perigosa zona de conforto, o debate prestigia os extremos em conflito. Uns querem destruir totalmente, outros manter a Amazônia intocada. No centro, 29 milhões de amazônidas fazem no cotidiano a escolha entre preservar e sobreviver.

De forma simplificada, prevalecem dois extremos de percepção da questão amazônica.

Num lado, os defensores incongruentes da liberdade invocam princípios como propriedade privada, soberania, livre iniciativa, mas não aceitam cumprir o código ambiental. Naquilo que lhes convém, clamam pela Lei. Argumentam que a questão ambiental é mero protecionismo, e as mudanças climáticas um pano de fundo para o neocolonialismo.

No outro extremo, os ambientalistas neomalthusianos acreditam num cataclisma ambiental global e defendem uma Amazônia intocável, trazendo propostas cada vez mais restritivas. Não aceitam o código ambiental como um instrumento soberano e legítimo. Nutrem a polarização entre “agronegócio e agricultura familiar”. Ao questionarem a legitimidade da propriedade privada, inibem soluções como o pagamento por serviços ambientais. (mais…)

Em fala para jovens, Lula reforça importância da educação e do Enem

Jornalista Marcos Uchôa e o presidente Lula durante a estreia do programa Conversa com o Presidente. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a destacar a importância da educação e da formação profissional para a conquista de emprego e melhoria de vida, e fez novo apelo aos jovens se inscreverem no Enem até a próxima sexta (16/6), quando se encerra o prazo para as provas de 2023.

“É importante que todo mundo que queira fazer universidade se inscreva no Enem até 16 de junho, para ter a oportunidade de entrar numa universidade, fazer um curso, virar doutor ou doutora. Quando você não tem profissão, você não tem emprego. Por isso, é importante estudar. “É importante que todo mundo que queira fazer universidade se inscreva no Enem até 16 de junho, para ter a oportunidade de entrar numa universidade, fazer um curso, virar doutor ou doutora. Quando você não tem profissão, você não tem emprego. Por isso, é importante estudar”, afirmou em conversa com o jornalista Marcos Uchôa, na estreia do programa Conversa com o Presidente, transmitido ao vivo pelas redes sociais.

Lula lembrou de sua história pessoal como exemplo de transformação, já que foi o primeiro da família a ter salário acima do mínimo e acesso a bens de consumo em função do emprego que conquistou após o curso de torneiro mecânico. “Por conta de uma profissão, eu ganhei mais do que um salário mínimo, fui o primeiro na família a ter um carro, uma geladeira, uma televisão. E, depois, virei dirigente sindical e presidente da República”. (mais…)

Desmatamento nos biomas brasileiros cresce 22% em 2022

Foto: Daniel Beltrá/ Greenpeace

O desmatamento nos biomas brasileiros cresceu 22,3% em 2022, superando dois milhões de hectares destruídos em um ano (equivalente a 90% da área do estado de Sergipe). Só na Amazônia, cerca de 21 árvores foram derrubadas a cada segundo. É o que aponta o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), do MapBiomas.

O dia com maior área desmatada em 2022 foi 25 de julho, com 6.945 hectares desmatados, equivalente a 8.400 campos de futebol.

Nos últimos quatro anos (2019-2022), foram reportados mais de 303 mil eventos de desmatamento, totalizando 6,6 milhões de hectares – o equivalente a uma vez e meia a área do estado do Rio de Janeiro.

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Positividade, fé e esperança fortalecem pacientes em diálise

Foto: Divulgação

Após passar muito mal com falta de ar e pressão arterial alta, o motorista Antônio Carlos Barbosa dos Santos ficou sabendo que precisaria de hemodiálise para continuar vivendo. Depois de três meses internado, 15 dias em coma, o paciente deu início às sessões três vezes por semana e segue na esperança de receber um novo rim por meio de transplante, mas garante que se isso não for possível, está preparado para seguir em frente, com gratidão no coração. Além de insuficiência renal, o baiano tem hipertensão arterial, doenças cardíacas, triglicerídeos e colesterol altos. A hemodiálise é um tipo de diálise indicado para pacientes com insuficiência renal e cujos rins não conseguem filtrar e remover eficientemente os resíduos metabólicos e o excesso de fluidos do corpo.

“Tive que mudar radicalmente a minha alimentação e rotina, mas o importante é que me sinto forte e tenho uma boa qualidade de vida. Sou muito grato a Deus e aos profissionais anjos que me assistem no INERE (Instituto de Nefrologia do Recôncavo), em Santo Amaro”, relatou Antônio Carlos. Às pessoas que também dependem da hemodiálise, o motorista recomenda que “tenham força, disciplina, fé, esperança e aceitem as novas condições de vida com gratidão, pois a vida é um presente”, completou.

No Brasil, mais de 150 mil pessoas fazem diálise. Cerca de 17 mil vivem na Bahia, onde mais de 8.300 pacientes recebem o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2020, pacientes renais que vivem em Santo Amaro, Candeias, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde, Saubara e Madre de Deus precisavam se deslocar até Salvador para fazer hemodiálise, mas desde a chegada do INERE ao município baiano de Santo Amaro, essa realidade mudou. Atualmente, quase 150 pacientes que vivem nesses municípios são atendidos no INERE pelo SUS. (mais…)

Brasileiros chegam a 45 medalhas e 25 ouros no Parapan de Jovens

Foto: Marcello Zambrana/ CPB

O Brasil chegou a 45 medalhas na edição deste ano dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, em Bogotá. O evento é disputado por atletas com deficiência entre 12 e 20 anos, de 20 países. No sábado, dia 10, foram 14 pódios. Oito vieram no halterofilismo, onde os competidores têm deficiência nos membros inferiores (amputação ou lesionados medulares) ou paralisia cerebral. Destaques para Mylena Silva (categoria acima de 86 quilos), Clayton Costa (até 59), Daniel Nascimento (até 88) e Alessandro Ramos (até 97), que levaram ouro nos respectivos pesos. Dennis Sella ficou com a medalha de prata entre os atletas até 97 quilos, enquanto Pedro Alcântara, Leonardo Pereira (ambos até 88quilos) e Lucas Mariano (até 97) conquistaram o bronze.

Mais seis medalhas foram conquistadas na bocha, esporte praticado por atletas com grau severo de comprometimento físico-motor, causado por paralisia cerebral elevada ou por lesões medulares. Na classe BC1 (competidores que jogam com as mãos ou os pés e podem ter um auxiliar que lhes entregue as bolas), Laissa Guerreira obteve o primeiro dos três ouros brasileiros alcançados sábado na modalidade. Na classe BC4 (atletas com quadros severos de origem não cerebral), foram mais dois ouros, com André Martins e Beatriz Chagas. Houve, ainda, três pratas, com Caio Martins na BC1, Eduardo Santos na BC2 (semelhante à BC1, com a diferença que os jogadores não podem receber auxílio) e Ricardo Campos na BC3 (competidores que usam calhas para lançar a bola, com apoio de um calheiro).

No quadro de medalhas, o Brasil aparece na quarta posição, com 25 ouros, 12 pratas e oito bronzes. A liderança é da anfitriã Colômbia, com 42 medalhas douradas, seguida por Argentina (28) e México (27). A delegação brasileira não tem representantes nas provas de atletismo e natação, as que mais distribuem medalhas. Segundo o CPB, a organização do Parapan de Jovens não conseguiu garantir a realização da classificação funcional (processo que define a classe do competidor, de acordo com a deficiência) a todos os atletas destas modalidades, levando a entidade a decidir não levá-los a Bogotá. (mais…)