A cada nova temporada, milhões de brasileiros interrompem a rotina para acompanhar brigas, alianças, eliminações e reviravoltas dentro de casas monitoradas 24 horas por dia. O fenômeno dos reality shows no Brasil — do Big Brother Brasil a formatos culinários, de relacionamento e de sobrevivência — ultrapassa a fronteira do entretenimento e se consolida como objeto de interesse da Psiquiatria por seu potencial de revelar comportamentos humanos.
‘O que vemos nesses programas é um espelho amplificado da dinâmica social. As pessoas não assistem apenas por curiosidade: elas se identificam, projetam emoções e, muitas vezes, reelaboram seus próprios conflitos a partir daquilo que veem’, afirma o psiquiatra Kalil Duailibi, direito do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (UNISA) e presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM).
Confinamento: uma experiência emocional em alta tensão
O confinamento — peça central de formatos como o BBB — cria um ambiente de pressão psicológica difícil de reproduzir fora das telas. A privação de contato com o mundo externo, a ausência de privacidade e a convivência forçada com desconhecidos desencadeiam reações emocionais intensas e aceleradas. (mais…)
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PM
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Banjo de Rua | Foto Matheus Lopes
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo