STF mantém decisão que proíbe cortes no Bolsa Família

Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta (5), por unanimidade, manter decisão do ministro Marco Aurélio Mello que proibiu cortes no Bolsa Família. Entraram com a ação judicial os governos de Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. A decisão provisória, segundo o ministro, ultrapassava esses estados e tinha validade para todo o país.

Os estados alegaram que a diminuição dos recursos na Região retira a efetividade do programa e aumenta a desigualdade no Nordeste. Segundo a ação judicial, em março, 158 mil bolsas foram cortadas, 61% delas no Nordeste. Para o ministro Marco Aurélio, não se pode conceber tratamento discriminatório da União em virtude do local onde residem os brasileiros.

“A postura de discriminação, ante enfoque adotado por dirigente, de retaliação a alcançar cidadãos, e logo os mais necessitados, revela o ponto a que se chegou, revela descalabro, revela tempos estranhos. A coisa pública é inconfundível com a privada, a particular”, declarou o ministro.

Metro1

STF decide manter medidas de proteção a indígenas na pandemia

Foto: Ricardo Stuckert/ EBC

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (5), por unanimidade, manter medidas de proteção a indígenas em meio à pandemia. As ações de saúde foram determinadas em julho pelo ministro Luís Roberto Barroso.

A ação judicial foi apresentada por partidos e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro vetou trechos de lei de proteção aos povos indígenas contra a Covid-19, aprovada pelo Congresso.

Em julho, Barroso, relator do pedido, determinou a adoção de medidas de proteção a indígenas pelo governo. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas, atualmente são 21.646 indígenas contaminados pelo coronavírus.

G1 via Metro1

Bolsonaro diz que não poderá continuar pagando auxílio emergencial por muito tempo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta quarta-feira, dia 05, em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, que o governo federal não poderá continuar pagando o auxílio emergencial por muito tempo porque “a economia tem que funcionar”, e o benefício custa R$ 50 bilhões por mês aos cofres públicos. Ele voltou a fazer críticas a “alguns governadores”, sem citar nomes, por manterem “tudo fechado” para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

A declaração ocorreu depois que um apoiador agradeceu o presidente pelo auxílio emergencial de R$ 600. “Começou a pagar a quarta parcela e tem a quinta. Não dá para continuar muito, porque por mês custa R$ 50 bilhões. A economia tem que funcionar. E alguns governadores, alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado”, disse Bolsonaro.

Integrantes do governo cogitam ampliar o auxílio emergencial até dezembro deste ano, diante das incertezas em relação à duração dos efeitos da pandemia sobre a economia. Porém, auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmam que o valor das parcelas adicionais teria de ser inferior aos atuais R$ 600, devido à falta de recursos no Orçamento.

Metro1

Resfriado comum pode dar imunidade contra a Covid-19, diz estudo americano

Imagem de Anastasia Gepp por Pixabay

Em alguns casos, pessoas que nunca foram infectadas pelo Sars-CoV-2, o causador da covid-19, podem ter imunidade contra essa doença caso já tenham sido infectadas por outros tipos de coronavírus que causam apenas resfriados comuns. A descoberta foi publicada nesta terça-feira, dia 04, pela revista especializada Science. A pesquisa, liderada pelo biólogo colombiano José Mateus, do Instituto de Imunologia de La Jolla, na Califórnia (EUA), descreve como amostras de sangue coletadas antes de 2019, quando o Sars-CoV-2 ainda não estava circulando, foram capazes de reagir contra o novo coronavírus.

No entanto, o tipo de resposta imune contra o patógeno não foi humoral, na qual anticorpos (moléculas de ataque) abordam o invasor. Como cientistas já desconfiavam, ocorreu uma resposta de tipo celular, na qual linfócitos T, uma classe específica de células do sistema, atacam outras células infectadas. Realizando testes específicos, o grupo identificou que o mesmo mecanismo de ataque que já existe em algumas pessoas contra o Sars-CoV-2 se aplicava aos outros coronavírus de resfriado, especificamente o OC43, o 229E, o NL63 e o HKU1.

A conclusão do estudo não é de que todas as pessoas já infectadas por esses vírus passem a estar protegidas contra a covid-19, mas os resultados podem ajudar a entender a dinâmica da pandemia. Segundo os pesquisadores, a memória imune gerada por essas células deve ajudar a explicar por que o impacto da infecção pelo novo coronavírus varia mesmo entre pacientes com a mesma faixa etária e perfil.

Metro1

Cidadão poderá contestar via Dataprev negativa do auxílio emergencial

Foto: Leonardo Sá/ Agência Senado

O governo abriu mais um canal de comunicação para quem quiser contestar a análise do pedido de recebimento do auxílio emergencial de R$ 600, concedido para enfrentamento da crise financeira decorrente da pandemia do covid-19. Aqueles que tiveram o pedido negado podem contestar pelo site da Dataprev.

Esse canal, no entanto, é indicado para casos específicos, referentes a atualização de dados cadastrais. Ele pode ser usado quando uma pessoa era menor de idade e completou 18 anos recentemente; para cidadãos que eram servidores públicos ou militares, mas perderam esse vínculo com o Estado; e para pessoas que perderam o emprego e não têm direito a auxílio-desemprego ou não recebem o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.

Nesses três casos não é possível fazer a contestação pelos canais da Caixa. Esse foi o motivo da Dataprev abrir o canal. Outros canais já disponíveis, mas para contestações de outras ordens, são o site da Caixa Econômica Federal, o aplicativo Caixa – Auxílio Emergencial e a solicitação via Defensoria Pública da União (DPU). (mais…)

MEC divulga resultado de 2ª chamada do Prouni

Editada: Foto: Suami Dias/ GOVBA

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça (4) o resultado da segunda chamada para o Programa Universidade para Todos (Prouni). O programa oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares.

Os nomes dos selecionados estão disponíveis no site prouniportal.mec.gov.br e nas instituições de ensino participantes do programa. Os estudantes selecionados terão até a próxima terça (11) para comprovar as informações enviadas.

Segundo o MEC, a primeira chamada ofertou 167.780 bolsas em 1.061 instituições particulares de ensino superior, sendo 60.551 bolsas integrais e 107.229 bolsas parciais. As bolsas que não foram preenchidas são ofertadas nesta segunda etapa. O sistema permite que os candidatos escolham até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência. (mais…)