Burnout não é falta de resiliência do colaborador. É falha de gestão’, diz CEO da Zetha Group

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Em meio ao aumento dos casos de esgotamento emocional no ambiente corporativo, uma reflexão começa a ganhar força entre especialistas: o burnout não deve ser atribuído à falta de resiliência dos profissionais, mas sim a falhas estruturais de gestão dentro das empresas.

Para Luciana Ribeiro, CEO da Zetha Group — empresa especializada no desenvolvimento de experiências imersivas que fortalecem cultura, bem-estar e conexão nas organizações —, normalizar o estresse como parte da rotina deixou de ser sustentável. ‘Metas irreais e a exigência constante de resultados, mesmo quando há sinais claros de adoecimento, revelam um problema de gestão, não de capacidade individual’, afirma.

Segundo a especialista, esse modelo pode até gerar resultados no curto prazo, mas tende a comprometer a sustentabilidade das equipes ao longo do tempo. ‘Durante muitos anos, o mundo corporativo ensinou colaboradores a serem mais resilientes. Mas pouco se questionou: resilientes a quê?’, provoca. (mais…)

Diagnóstico de TEA: como lidar e por onde começar

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Por Ellen Moraes Senra é Psicóloga

O Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforça o aumento na busca por diagnóstico e tratamento, especialmente entre adultos. Estima-se que cerca de uma em cada 100 pessoas esteja no espectro, mas muitos recebem o diagnóstico apenas tardiamente, sobretudo aqueles com menores necessidades de suporte.

A descoberta costuma vir acompanhada de sentimentos ambivalentes. Para alguns, há alívio ao se compreender, para outros surgem dúvidas. Na prática clínica, é comum que esses indivíduos relatem dificuldades no trabalho, nos relacionamentos e na saúde mental, além de sensação de inadequação, desafios na comunicação social e esgotamento emocional.

Um dos fatores associados ao diagnóstico tardio é o ‘mascaramento’, esforço contínuo para se adaptar a padrões sociais. Embora favoreça a integração, pode gerar altos níveis de ansiedade, depressão e burnout. A sobreposição com TDAH e transtornos de ansiedade também contribui para atrasos na identificação do TEA. (mais…)

ARTIGO: Parkinson vai além do tremor e afeta tarefas simples do dia a dia

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Por Dra. Mariana Milazzotto, fisioterapeuta.

No imaginário popular, a Doença de Parkinson ainda costuma ser resumida ao tremor. Mas, na prática, o que mais pesa para muitos pacientes e famílias é outra lista de dificuldades: lentidão para iniciar movimentos, rigidez, insegurança para caminhar, perda de equilíbrio, travamentos, dificuldade para levantar da cadeira, virar na cama ou manter autonomia em tarefas simples do dia a dia.

Neste 11 de abril, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, a data chama atenção para uma condição neurológica crônica e progressiva que vai muito além do sinal mais conhecido. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência da doença mais do que dobrou nos últimos 25 anos e, em 2019, mais de 8,5 milhões de pessoas viviam com Parkinson no mundo.

Além do tremor, a doença pode provocar rigidez muscular, lentidão dos movimentos, instabilidade postural, alterações de equilíbrio, distúrbios do sono, constipação, perda de olfato, ansiedade e depressão. Como muitos desses sinais aparecem aos poucos, é comum que sejam confundidos com envelhecimento, cansaço ou perda natural de disposição. (mais…)

ARTIGO: Carga fracionada e logística compartilhada ganham peso no Brasil e redesenham a eficiência do transporte

Imagem ilustrativa | Foto Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Por Célio Martins – especialista em logistica.

A logística brasileira está ficando menos concentrada, mais pulverizada e muito mais dependente de inteligência operacional. Em um país em que o transporte rodoviário ainda responde por cerca de 65% da movimentação de cargas, a pressão por eficiência passou a deslocar o foco do setor: menos caminhão rodando vazio, mais compartilhamento de capacidade, mais redespacho e mais relevância para a carga fracionada.

Esse movimento vem sendo impulsionado por uma combinação de fatores: crescimento do e-commerce, interiorização do consumo, avanço das pequenas e médias empresas no digital e maior necessidade de capilaridade logística. Em 2025, por exemplo, as PMEs lideraram a expansão do comércio eletrônico brasileiro, ampliando a necessidade de entregas mais frequentes, em menores volumes e para uma malha geográfica mais distribuída.

Nesse contexto, a carga fracionada, modelo em que diferentes embarcadores compartilham o mesmo caminhão para transportar mercadorias com destinos variados, deixou de ser apenas uma solução operacional e passou a ter papel estratégico. Mais do que reduzir ociosidade, ela responde a uma transformação mais profunda da logística nacional. (mais…)

ARTIGO: É possível prevenir essas doenças respiratórias no Outono e Inverno?

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Estar com a carteira de vacinação atualizada e algumas medidas adotadas no dia a dia podem ajudar a minimizar as chances de uma crise respiratória, como asma e rinite. São doenças que, se não estiverem sob controle, os vírus e bactérias podem causar um processo inflamatório, levando, muitas vezes, a quadros respiratórios graves.

‘Com a chegada do outono e do inverno, crianças pequenas e idosos tornam-se os grupos mais suscetíveis às infecções virais respiratórias, reforçando a importância da vacinação como principal medida preventiva.’ enfatiza Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

O que acontece nessas épocas do ano – A redução da umidade do ar durante o outono e inverno, que geralmente fica abaixo dos 30% nessas estações do ano, aliada a condições de menor dispersão atmosférica de gases e de materiais particulados, podem levar uma maior propagação de partículas virais e bactérias, irritando vias aéreas, predispondo a quadros infecciosos. No Brasil, o padrão de sazonalidade varia entre as regiões, sendo mais marcado naquelas com estações climáticas mais bem definidas, como no Sul, Sudeste e Centro Oeste. (mais…)

5 dicas para promover o vínculo social em sala de aula

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A construção de vínculos sociais entre estudantes contribui para o fortalecimento emocional, melhora da autoestima e promove um ambiente escolar mais saudável e acolhedor. Segundo dados do relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), estudantes que se sentem acolhidos, se apresentam mais motivados para aprender. Dessa forma, a professora de Linguagens e facilitadora do programa de educação socioemocional Líder em Mim, Ivyna Soares, elenca a importância de vínculos sociais na infância e como a escola pode promovê-los de maneira efetiva.

Para Ivyna, os vínculos sociais oferecem segurança emocional. ‘Quando a criança se sente acolhida, respeitada e pertencente ao grupo, ela desenvolve maior estabilidade emocional, aprende a lidar melhor com frustrações e constrói uma autoimagem mais positiva’, pontua a educadora. Além disso, amizades positivas promovem aceitação, o que fortalece o sentimento de autoconfiança e determinação.

Nesse contexto, a escola possui papel fundamental para promover relações interpessoais saudáveis. Ivyna aponta que a escola estimula vínculos quando desenvolve atividades cooperativas, valorizando o trabalho em equipe e ao promove a escuta ativa por todas as partes. As conexões também são incentivadas quando a instituição ensina e proporciona resolução pacífica de conflitos ou quando trabalha explicitamente habilidades socioemocionais.  (mais…)

Benefícios funcionais do chocolate 80/90% na proteção do coração e na regulação hormonal

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Muito além do açúcar, a Páscoa pode ser uma aliada da saúde metabólica e cardiovascular. Queremos explorar como os flavonoides do cacau de alta concentração (80-90%) atuam no organismo, influenciando desde a pressão arterial até a liberação de neurotransmissores do bem-estar, transformando o chocolate em um ‘superalimento’ quando bem escolhido.

Os especialistas Otávio Morais, afiliado do Instituto Nutrindo Ideais, atuante em endocrinologia, reposição hormonal e longevidade, e Agnnes Baliero, atuante em nutrologia esportiva do Instituto Nutrindo Ideais, explicam que a chave está na composição do cacau, rica em flavonoides e outras substâncias bioativas capazes de atuar no cérebro, nos vasos sanguíneos e em processos metabólicos relevantes.

Chocolate e cérebro: estímulo de dopamina, serotonina e sensação de bem-estar

Segundo Otávio, o impacto do chocolate com alto teor de cacau no organismo vai muito além do prazer imediato de consumir um doce. Ele indica que o cacau ativa diretamente o sistema de recompensa cerebral, estimulando neurotransmissores ligados à motivação e ao humor. (mais…)