Vaticano se oferece para ajudar nas negociações entre Rússia e Ucrânia

O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, afirmou que a Santa Sé “está pronta para facilitar as negociações entre Rússia e Ucrânia”. A proposta foi feita nesta segunda-feira, dia 28, pouco antes do início da conversa que está ocorrendo entre representantes dos dois países em Belarus. Em entrevista concedida a jornais italianos, Parolin disse que a Santa Sé tem acompanhado os conflitos na região e constantemente oferecido disponibilidade para mediar os diálogos.

“Estou convencido que sempre há espaço para a negociação. Nunca é tarde demais! Porque a única forma razoável e construtiva de resolver as diferenças é o diálogo, como o papa Francisco não se cansa de repetir”, disse.

A partir do momento em que a tensão entre Rússia e Ucrânia ficou mais latente, o próprio papa Francisco deu diversas declarações a favor da paz. Na última sexta-feira, dia 25, inclusive, Francisco fez uma visita fora de sua agenda oficial à Embaixada da Rússia no Vaticano para manifestar sua preocupação com a guerra.

Metro1

Em 5° dia desde o início da invasão, Rússia e Ucrânia negociam em Belarus

Imagem de Amber Clay por Pixabay

Nesta segunda-feira, dia 28, por volta das 12h (horário local), representantes da Ucrânia e Rússia iniciaram as negociações em Belarus. Pouco antes do horário, o ministério das Relações Exteriores de Belarus publicou uma foto da sala preparada para sediar o encontro.

O presidente ucraniano, Volodymy Zelensky, disse que quer o cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas do país. Enquanto isso, Moscou quer chegar a um acordo que alcance o interesse de ambos os lados, de acordo com o negociador russo, Vladimir Medisnky.

A negociação ocorre no quinto dia de invasão russa à Ucrânia. Inicialmente, Zelensky resistia em negociar em Belarus, país aliado à Rússia. Porém, com a escalada da invasão, o presidente ucraniano aceitou fazê-la em uma região de fronteira com a Ucrânia.

Metro1

‘Quem interferir levará consequências nunca antes experimentadas na história’, ameaça Putin

Ao anunciar o início de uma operação no leste da Ucrânia, na noite desta quarta-feira, dia 23, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um pronunciamento aos russos. Ele afirmou que todas as decisões já foram tomadas e que os russos precisam se preparar para mudanças nos próximos dias. Putin alertou para que nenhum outro país interfira na ação russa na região separatista na Ucrânia.

“Quem tentar interferir, ou ainda mais, criar ameaças para o nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências como nunca antes experimentado na história”, disse o líder russo. O presidente da Rússia também afirmou que a responsabilidade pela guerra e suas consequências é da Ucrânia.

“Toda responsabilidade será do regime da Ucrânia. Todas as decisões já foram tomadas. A verdade está do nosso lado. Os objetivos serão atingidos”. Putin alertou os russos precisam se preparar para alterações na vida cotidiana no país, já prevendo sanções mais severas por parte dos Estados Unidos e aliados. “Será necessário se adaptar às mudanças que podem acontecer”, afirmou.

G1

Após bombardeio em Kiev, conta oficial da Ucrânia publica charge com Hitler acariciando Putin

Foto: Reprodução/ Twitter

A conta oficial da Ucrânica no twitter publicou nesta quinta-feira, dia 24, após os ataques da Rússia ao país, uma caricatura na qual Adolf Hitler aparece fazendo um afago em Vladmir Putin. O ataque do líder russo tem sido comparado às ofensivas do führer alemão, que conduziu a Alemanha e o partido Nazista, de 1934 a 1945, quando morreu.

Assim como Hitler fez, Putin citou a necessidade do espaço vital da Rússia e chegou a dizer que a Ucrânia não existe como país, tratando-se de uma ficção — pois lá, segundo, ele vive uma maioria de russos. Ao invadir países como Áustria, Tchecoslováquia (atual República Tcheca e Eslováquia) e Polônia, Hitler usou como argumento que eram território de maioria alemã.

Metro1

Mourão diz que ‘Brasil não está neutro’ e que respeita a soberania da Ucrânia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, dia 24, em Brasília, o vice-presidente Hamilton Mourão se manifestou e afirmou que “o Brasil não está neutro” a respeito dos conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, que se intensificaram após o Exército do país liderado por Vladimir Putin bombardear o vizinho.

“Se não houver uma ação bem significativa, e, na minha visão, meras sanções econômicas, que é uma forma intermediária de intervenção não, funcionam. Vamos lembrar que o Iraque passou mais de 20 anos sob sanção econômica e nada mudou, o Irã está não sei há quanto tempo sobre sanção econômica, também nada mudou”, declarou o general, que criticou o ataque russo e previu retrocessos com o sistema internacional “rachado”.

“Nós vamos voltar para o tempo das cavernas, onde cada um faz o que quer e bem entende e não há respeito entre os povos, entre as nações. Conceito de soberania se dissolve a partir do momento em que um estado mais forte julga que ele pode meter a mão num estado mais fraco e continuar tudo como dantes”, disse Mourão, defendendo ainda que é preciso “haver o uso da força” e “um apoio à Ucrânia, mais do que “está sendo colocado”. (mais…)

Exército ucraniano afirma ter matado 50 ocupantes russos nas primeiras horas da invasão

Imagem de Amber Clay por Pixabay

O exército ucraniano afirmou na manhã desta quinta-feira, dia 24, que matou cerca de “50 ocupantes russos”, na região de Lugansk, no leste do país. O termo “ocupante russo” se refere aos soldados e aos combatentes separatistas pró-russos que atuam no leste da Ucrânia.

O comunicado do Estado-Maior do Exército ucraniano afirma também que quatro tanques dos ocupantes foram queimados na estrada de desvio de Kharkiv e seis aviões destruídos. A invasão russa à Ucrânia começou na madrugada desta quarta. O presidente russo Vladimir Putin autorizou a operação militar no país e pediu, em mensagem, que as forças ucranianas deponham as armas e voltem para casa.

Putin diz que não quer “ocupar a Ucrânia”, mas “proteger” os separatistas pró-russos. Porém, o presidente russo ameaçou nações que venham a tentar interferir no conflito.

Metro1

Presos em hotel em Kiev, atletas brasileiros que jogam na Ucrânia pedem ajuda ao governo

Foto: Reprodução/ Instagram

Cerca de 20 pessoas, entre atletas que jogam na Ucrânia e seus familiares, publicaram um vídeo nas redes sociais, em que pedem ajuda ao governo brasileiro para retornarem ao país. Os atletas são jogadores de futebol, que atuam no Shakhtar Donetsk e no Dínamo de Kiev.

Sem combustível disponível e o espaço aéreo fechado, eles estão todos presos em um hotel em Kiev, capital ucraniana. Dentre os jogadores, alguns deles são mais conhecidos do público brasileiro, como o zagueiro Marlon, porta-voz do vídeo e ex-Fluminense. Além dele, aparecem o meia Pedrinho, ex-Corinthians, o atacante David Neres, ex-São Paulo e o lateral Dodô, ex-Coritiba.

“Nós mulheres estamos com nossos filhos, duas crianças e a gente tá se sentindo um pouco abandonado porque a gente realmente não sabe o que fazer, não tem o que fazer”, diz uma das esposas de um jogador. “A gente pede um apelo para vocês, até por causa das crianças”, reforça. (mais…)