OAB pede suspensão de criação de novos cursos de Direito no país

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao Ministério da Educação a suspensão de autorização para o funcionamento de novos cursos jurídicos no país por pelo menos cinco anos. O pedido foi feito por meio de um ofício, assinado pelo presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, encaminhado ao ministro da pasta, Ricardo Vélez Rodríguez, neste mês de janeiro.

A OAB manifesta no pedido a preocupação com a quantidade de cursos de Direito que foram autorizados nos últimos anos. Somente em 2018 foram autorizados 322 cursos, com 44.700 vagas anuais. Apenas no primeiro mês de 2019 já houve autorização para o funcionamento de mais cinco cursos de graduação de Direito, fazendo com que o total de cursos jurídicos em funcionamento no país seja de 1.562, em sentido contrário a opinião emitida pela OAB. Para o presidente da Ordem, aos olhos da sociedade, a abertura de vagas aparenta ser um avanço social e acesso ao ensino superior de qualidade, mas na prática é diferente. “São milhares de jovens estudantes e famílias inteiras lesadas pela baixíssima qualidade de cursos criados sem levar em conta critérios básicos como a necessidade social e a estrutura mínima para receber os discentes, além da falta de capacidade do mercado para recepcionar os alunos nas atividades práticas jurídicas”, explica Lamachia.

A Ordem destaca também que já havia levado esse mesmo pedido à gestão anterior do Ministério da Educação, tendo em vista a precariedade dos cursos jurídicos brasileiros. A entidade entende que é necessário realizar uma avaliação pormenorizada nos cursos já existentes, nos moldes das medidas já adotadas para as graduações de Medicina no Brasil. Por isso, o ofício solicita a adoção de uma medida preliminar de suspensão de tramitação de novos pedidos de autorização de cursos jurídicos, até a conclusão de estudos técnicos para o aprimoramento da política de regulação em favor da promoção da qualidade do ensino jurídico no país. (Bahia Noticias)

5 dicas para lidar com os primeiros dias de aula

Meu filho vai para a escola. E agora? O início das aulas pode até trazer um alívio na rotina da família, mas para quem vai enfrentar a tarefa pela primeira vez, o desafio pode ser grande. A inserção na escola pode ser considerada a primeira experiência de vida social e cultural das crianças, longe da presença constante dos pais ou responsáveis. Esse novo ambiente traz também oportunidades para desenvolver relações sociais e noções importantes de convivência para os pequenos. Para os pais, é um momento que mistura a ansiedade da separação e o sentimento de orgulho de ver a filha ou filho crescer e ganhar autonomia.

Ana Paula Detzel, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Santa Maria, de Curitiba (PR), explica que diante desse desafio, a reação de cada criança varia muito e depende de diversos fatores. “Algumas crianças choram, outras podem demonstrar atitudes agressivas ou de isolamento e algumas tiram de letra, mostrando-se tranquilas e confiantes. Diante dessas mudanças é compreensível que os pais também sofram. Cabe à escola, em parceria com os pais, buscar recursos para amenizar o sofrimento durante a fase de adaptação, tornando este período mais ameno, alegre e prazeroso possível”. (mais…)

Otto Alencar quer abertura de CPI para investigar tragédia de Brumadinho

O senador baiano Otto Alencar (PSD) quer que seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (PSD) para investir a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, que deixou, até o momento, 65 mortos.

Nesta segunda-feira (29), o senador enviou para a diretoria geral da Mesa do Senado o requerimento da criação do colegiado.

“O objetivo é identificar os responsáveis, quais foram as falhas dos órgãos competentes, os autores dos laudos técnicos e tomarmos todas as providências para evitarmos novos acidentes. [A CPI é uma] forma de impedir que a mineração transforme o Brasil um país de lama”, declarou.

Fonte: A Tarde | Redação: Bahia Noticias

Justiça obriga Vale a socorrer animais atingidos pela lama em Brumadinho

Foto: Reprodução/ Record

A Vale foi obrigada pela Justiça de Minas Gerais a socorrer e tratar todos os animais atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho, ocorrido na última sexta-feira (25). A juíza Perla Saliba Brito determinou que a Vale contrate ou forneça equipe capacitada, medicamentos, alimentos, maquinários e todo e qualquer meio adequado ao resgate, acolhimento e tratamento dos animais agonizantes.

Em caso de descumprimento, a magistrada definiu multa diária de R$ 50 mil, além de incursão no crime de desobediência. A juíza enfatizou que essa ação não deve, em hipótese alguma, prejudicar a atuação dos bombeiros no resgate das vítimas humanas.

O pedido foi feito deputado estadual do Partido Social Cristão (PSC) por Minas Gerais, Noraldino Lúcio Dias Júnior. Ele afirmou que as atividades inerentes ao salvamento dos animais não têm sido realizadas devido à falta de apoio da empresa causadora do dano. (mais…)

MP-BA move ação contra operadora OI por sonegar informação sobre bloqueio

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública contra a operadora Oi por cobrança do Serviço de Valor Adicionado (SVA) ao cliente. O MP pede que a Justiça obrigue a empresa a informar ao consumidor sobre a possibilidade de cancelar ou bloquear o serviço total ou parcialmente.

O SVA é um serviço acessório, como jogos e aplicativos de informações e de outras modalidades, oferecido por empresas terceirizadas, que estabelecem parcerias com as operações de telefonia móvel, que por sua vez fazem a cobrança do SVA na fatura do cliente.

A ação é assinada pelo promotor de Justiça Olimpio Campinho. O promotor ainda quer que a OI informe ao cliente como proceder o cancelamento ou bloqueio, no contrato do serviço de telefonia, no site da empresa, na embalagem dos chips de pré-pagos, nas faturas dos pós-pagos, no aplicativo da própria operadora e por meio da central telefônica de atendimento ao consumidor e de mensagens SMS. Segundo o promotor, muitas vezes os serviços do SVA são cobrados na fatura sem sequer terem sido contratados pelo consumidor, portanto sem o seu conhecimento. (mais…)

Bombeiros dizem que equipamentos de Israel não são efetivos para as buscas em MG

Foto: Corpo de Bombeiro/ Divulgação

Os equipamentos trazidos de Israel para auxiliares nas buscas por vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho “não são efetivos para esse tipo de desastre”, na avaliação do comandante das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo Ângelo.

“O ministro de Israel se pronunciou a respeito das dificuldades que eles tiveram. O imagiador que eles têm pegam corpos quentes, e todos os corpos [na região] são frios. Então esse já é um equipamento ineficiente”, explicou.

Ainda conforme o comandante, “dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre”. Eduardo Ângelo ressaltou também que as chances de localização de sobreviventes são pequenas. (Bahia Noticias)