Maia anula convocação para Moro falar em comissão da Câmara

Foto: Cleia Viana/ Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anulou nesta sexta-feira (29) a convocação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, aprovada na quinta-feira (27), por unanimidade, pela Comissão de Legislação Participativa da Casa. O ministro foi convocado para explicar as medidas do pacote anticrime e anticorrupção, além do decreto sobre a posse de armas. O formato do pedido obriga o ministro a comparecer à comissão.

A decisão tomada por Maia atende a um recurso apresentado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que recorreu da decisão de convocar Moro. Segundo o despacho de Maia que contém a decisão, a comissão não poderia convocar o ministro, pois “não tem um campo temático limitado ou restrito a determinado assunto como as demais comissões”.

Maia também disse no despacho que, se autorizasse a convocação, poderia incidir no crime de responsabilidade, “independentemente da existência de correlação entre os assuntos inerentes à pasta” de Moro com os assuntos tratados pela comissão.

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Barroso defende prisão em segunda instância

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso disse sexta-feira (29) que a eventual revogação, por parte do Supremo, da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância será “um passo atrás” no combate à criminalidade.

“Torço para que não haja essa decisão”, afirmou. Em outubro de 2016 o STF decidiu, por 6 votos a 5, que a pena pode começar a ser cumprida após condenação em segunda instância, mesmo que a decisão não tenha transitado em julgado.

Naquela ocasião, Barroso já votou a favor da prisão, decisão que sempre apoiou. No próximo dia 10 de abril, segundo a Estadão, o STF deve apreciar novamente o tema. Barroso fez uma palestra no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), durante evento promovido pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

Além de se manifestar sobre a prisão após condenação em segunda instância, Barroso criticou o que chamou de “cultura arraigada” de corrupção em negociações envolvendo o poder público. “As pessoas naturalizaram o (comportamento) errado”, lamentou.

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STF julga constitucional lei que permite sacrifício de animais em rituais religiosos

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou, por unanimidade, que é constitucional o sacrifício de animais em rituais religiosos. O julgamento havia sido suspenso em agosto do último ano e foi retomado nesta quinta-feira (28) após um pedido de vista.

Os ministros julgaram a validade de lei do Rio Grande do Sul que trata do sacrifício de animais em ritos das religiões de matriz africana. Apesar de tratar de um caso específico, a jurisprudência pode ser aplicada em casos semelhantes de todo o país.

O relator no STF, ministro Marco Aurélio, entendeu que não há espaço para a supressão de rituais religiosos. Ele votou a favor do sacrifício de animais para todas as religiões, não apenas as de matriz africana. Os demais ministros seguiram o mesmo entendimento.

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Flávio Bolsonaro quer maioridade penal de 14 anos para crimes hediondos e tráfico

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) apresentou uma proposta de emenda à Constituição que sugere a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de entorpecentes e drogas, terrorismo, organização e associação criminosa. Apresentado ao longo da semana, o texto chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nessa quarta-feira e já conta com 32 assinaturas de senadores de 11 partidos.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a proposta dele também pretende alterar a legislação para que a maioridade penal para os demais tipos de crimes seja aos 16 anos, não aos 18 como é hoje.

“Asseverar de forma generalizada que adolescentes não possuem discernimento sobre seus atos, sobretudo aqueles emanados com extrema violência e crueldade, não passa de discurso irresponsável, hipócrita e com viés ideológico. A redução da maioridade é tendência a ser adotada, principalmente, em países desenvolvidos”, defende o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Flávio acredita que essa medida “certamente iria gerar uma diminuição da quantidade de crimes cometidos” por adolescentes com idades a partir dos 14 anos.

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Detran revoga portaria que previa inspeção semestral para veículos de transporte escolar

Por recomendação do Ministério Público (MP-BA), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) revogou uma portaria que previa a inspeção semestral dos veículos do transporte escolar.

O MP-BA entendeu que o serviço já passa pela vistoria das prefeituras, que é quem regulamenta a atividade, não se justificando outra avaliação por parte do órgão estadual. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) se manifestou também contra a portaria, por meio do ofício 026/2018.

O Detran-BA manteve a exigência do Certificado de Segurança Veicular para o licenciamento de vans e utilitários que passaram por mudança de características ou categoria. O documento é fornecido por entidades credenciadas ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

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Loja Renner retira camisa inspirada em cultura mexicana por boicote

Foto: Reprodução/ Twitter20

Um mal entendido fez a loja Rennner retirar uma das estampas da sua coleção de t-shirts. Desde o início da semana, alguns religiosos promoveram um “boicote” à marca, por entenderem que o desenho da “Santa Muerte”, figura simbólica na cultura mexicana, era uma ofensa à “fé cristã”: “A @Lojas_Renner acredita que pode menosprezar a fé cristã estampando uma ‘Nossa Senhora mortificada’”, disse o usuário identificado como Professor Igor.

A insatisfação se alastrou pela rede social e muitas outras pessoas passaram a publicar com a hashtag “#BoicoteRenner”. “Que feio Renner! Faça do Maomé para você! Os terroristas muçulmanos podem até jogar uma bomba nas lojas de vocês! Sou católica praticante e detestei isso!”, disparou uma internauta. Com a repercussão, a Renner continuou na tentativa de explicar a situação, mas sem sucesso.” Talvez falte a vocês a boa fé de fazer o link com a frase ao redor da camisa: “Entre mentiras e verdade sobre a vida e a morte”. Se a inspiração fosse genuína a legenda seria: “Santa Muerte”, emendou Professor Igor.

Nesta quinta-feira (27), a loja de vestuário respondeu a todos que se sentiram ofendidos. A marca defendeu que jamais teve a “intenção” de “desrespeitar a crença” dos seus clientes e confirmou que iniciou a retirada das peças. “Olá! Tudo bem? Sentimos muito que a estampa tenha desagradado; não foi nossa intenção desrespeitar a crença de nossos clientes, por isso, já iniciamos a retirada dos produtos nas nossas lojas.”

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