Por Fabiano de Abreu – neurocientista
9 de dezembro, Dia Internacional Contra a Corrupção. Ao contrário do que a já consagrada expressão aparenta, o ato de “passar pano” para as atitudes imorais dos agentes políticos mostra que a população inocentemente não reconhece o perigo por trás destas palavras, alerta o neurocientista Fabiano de Abreu.
Em praticamente todas as campanhas eleitorais, é comum ouvir do povo aquela velha expressão sobre determinado político: “Ele rouba, mas faz”. Ao contrário do que a sociedade pensa, tal frase não se traduz em uma representação de que o agente público seja uma pessoa “honesta”, apesar de seus desvios de conduta. Como bem explica o neurocientista, filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu, é preciso entender que “quem rouba é egoísta e não está pensando no outro”.
Quem comete estes crimes, alerta Fabiano, “é uma pessoa deficiente de caráter, de ética, de moral e índole”. Afinal, como ele detalha, “quem rouba está tirando algo de alguém”, por isso é difícil crer que um político vá fazer bem para a população, já que ele está pensando apenas em si mesmo. “As pessoas acreditam que tal conduta é camuflada, e não adianta colocar flores em jardim se não formos cuidar dele”, exemplifica. Outro exemplo que o neurocientista apresenta é que “não adianta tapar um buraco se o cimento que foi utilizado é de péssima qualidade para depois ter que tapá-lo novamente”.
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