Novo ataque aéreo deixa seis mortos no Iraque, diz agência

Imagem Ilustrativa | Foto: Pixabay

Um novo bombardeio aéreo deixou feridos e seis mortos na madrugada deste sábado, dia 04, de acordo com informações da agência Reuters. O ataque teria como alvo as “Forças de Mobilização Popular”, um grupo de milícias xiitas iraquianas apoiadas pelo Irã. O exército iraquiano negou o novo ataque.

A Reuters informou também que dois de três veículos que eram parte de um comboio foram encontrados queimados, e que foram encontrados três corpos. Os ataques teriam ocorrido à 1h12, no horário local.

Segundo as informações, os mortos ainda não foram identificados. As Forças de Mobilização Popular divulgaram um comunicado confirmando o ataque aéreo e informaram que, apesar do ataque ter mirado os milicianos, os atingidos foram médicos ligados à organização.

Metro1

Líder do Irã nomeia novo comandante que substituirá Qassem Soleimani

Foto: Pixabay

O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, nomeou neste sábado, dia 04, o major-general, Esmail Qaani, para substituir Qassem Soleimani, morto na noite de quinta-feira, dia 02, após um ataque aéreo comandado pelos Estados Unidos. A nomeação de Qaani ocorre enquanto os líderes iranianos prometem vingança ao país americano.

“Qaani serviu por anos ao lado de Soleimani. Tem sido um dos comandantes mais importantes da Defesa Sagrada e serviu com o comandante mártir por muitos anos”, afirmou Ali Khamenei, na declaração feita através do seu site oficial.

O brigadeiro-general Ramazan Sharif, porta-voz da Guarda Revolucionária, disse em entrevista à que a morte de Soleimani “fortalecerá ainda mais essa frente de resistência” e “não interromperá a luta dos muçulmanos contra americanos e sionistas … na verdade, injetou sangue novo”.

Metro1

Governo americano anuncia envio de tropas ao Oriente Médio após tensão com Irã

O governo dos Estados Unidos aprovou o envio de três mil tropas para o Oriente Médio diante da escalada de tensão ocorrida por conta do bombardeio americano em Bagdá, no Iraque, na madrugada desta sexta-feira, dia 03. O ataque culminou com a morte do general Qassem Soleimani, comandante da Força Al-Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã.

O Pentágono decidiu pelo envio dos militares por “precaução”. Somente na embaixada de Bagdá, onde ocorreu o bombardeio, serão 750 tropas para a embaixada americana. Soleimani era considerado um herói para os iranianos. O aumento de tensão fez com que a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá pedisse a todos os cidadãos que deixem o Iraque imediatamente, horas depois do ataque.

O general era um dos militares mais poderosos do grupo, considerado terrorista pelos Estados Unidos e por Israel. A televisão estatal iraniana chamou a “O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem”, afirmou.

Metro1

Atacamos para evitar a guerra, não para começar uma, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, dia 03, que ordenou que matassem o general iraniano Qassem Soleimani para evitar uma guerra, não para começar uma, alegando que o comandante militar do Irã planejava ataques iminentes contra norte-americanos.

“Soleimani estava planejando ataques iminentes e sinistros contra diplomatas e militares americanos, mas nós o pegamos no ato e terminamos isso”, disse Trump.

“Agimos na noite passada para parar uma guerra. Não agimos para começar uma guerra”, completou.

Metro1

Rússia e China condenam ataque dos EUA a comboio iraniano no Iraque

Ambos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), China e Rússia se pronunciaram sobre o ataque realizado pelos Estados Unidos no Iraque, que culminou na morte do general do Irã Qassem Soleimani.

A China se descreveu como “altamente preocupada” e pediu calma “a todas as partes envolvidas, especialmente aos EUA” e que “evitem novas escaladas de tensões”.

A Rússia, por sua vez, através do Ministério das Relações Exteriores, condenou o assassinato como “um passo aventureiro que levaria a tensões crescentes em toda a região”.

Bahia.Ba

Após bombardeio, Irã promete retaliação e EUA pedem que cidadãos deixem o Iraque

Imagem Ilustrativa | Foto: Pixabay

Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei fez um alerta e disse que uma “retaliação severa está aguardando” Washington após o ataque aéreo que culminou com a morte do general iraniano Qasem Soleimani. Comandante da Força Al-Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã. O militar foi morto em um bombardeio no aeroporto de Bagdá. A imprensa local apontou que ordem de Trump de matar Soleimani foi “o maior erro de cálculo dos EUA” desde a Segunda Guerra.

O aumento de tensão fez com que a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá pedisse a todos os cidadãos que deixem o Iraque imediatamente, horas depois do ataque. Soleimani era um dos militares mais poderosos do grupo, considerado terrorista pelos Estados Unidos e por Israel. A televisão estatal iraniana chamou a “O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem”, afirmou.

Em comunicado, a embaixada americana pediu que cidadãos americanos que viajam ou residem no Iraque procurem outros países para ficar. “Devido ao aumento das tensões no Iraque e na região, a Embaixada dos EUA pede aos cidadãos americanos que sigam o Aviso de Viagem de janeiro de 2020 e saiam do Iraque imediatamente. Os cidadãos dos EUA devem partir via companhia aérea sempre que possível, e, na sua falta, para outros países via terra”, disse o comunicado.

Metro1

Bombardeio ordenado por Trump mata principal general iraniano

Foto: Reprodução/ G1

Qassem Soleimani, chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens mais poderosos do país, morreu em um ataque com drone dos Estados Unidos nesta quinta-feira, dia 02, em Bagdá, no Iraque.

O Pentágono confirmou o bombardeio e disse que a ordem partiu do presidente Donald Trump. Em nota, o órgão culpou Soleimani por mortes de americanos no Oriente Médio e afirmou que o objetivo foi deter planos de futuros ataques.

Donald Trump, que estava na Flórida no momento do ataque, postou uma bandeira americana em uma rede social, mas não falou sobre o episódio.

G1