Doar dinheiro para a Autoridade Palestina é uma maneira indireta de se financiar o terrorismo no Oriente Médio. Vários governos, inclusive o dos Estados Unidos, reconhecem que o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o Fatah, que possui um grupo jihadista chamado Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, promovem o terrorismo, sobretudo contra Israel.

Mesmo assim, a administração Obama fez diversas doações com o título de “ajuda humanitária”, ainda que não se exija uma prestação de contas de como o dinheiro é usado. Uma de suas últimas decisões, tomada horas antes da posse de Donald Trump, previa o envio de U$ 221 milhões para os palestinos.

Contudo, Trump tenta impedir que isso se concretize. O pagamento foi suspenso devido a objeções dos republicanos do Congresso americano. O Departamento de Estado afirmou que reavaliará a situação e poderá fazer “ajustes” uma vez que ele não corresponde às prioridades do novo governo. Durante seu discurso de posse, ele prometeu “Erradicar completamente o terrorismo radical islâmico da face da Terra”.

O Congresso norte-americano havia aprovado o financiamento palestino nos orçamentos da Agência de Desenvolvimento Internacional de 2015 e 2016. Mesmo assim, parlamentares do Partido Republicano – o mesmo de Trump – apontam para o fato que a Autoridade Palestina não cumpriu os acordos feitos anteriormente. Continue Lendo >>

A deputada Kay Granger, presidente do Subcomitê de Operações do Estado e Estrangeiras da Câmara dos Deputados, declarou à imprensa: “Estou profundamente desapontada que o presidente Obama desafiou a supervisão do Congresso e liberou US $ 221 milhões para os territórios palestinos”.

Ela acrescentou: “Eu trabalhei para garantir que nosso dinheiro não financiasse a Autoridade Palestina, a menos que fossem cumpridas condições muito rígidas. Embora nenhuma verba pudesse ir diretamente para a Autoridade Palestina, acabariam indo para programas que ainda estão sendo analisados pelo Congresso. A decisão do governo Obama de liberar esses fundos foi inapropriada”.

De acordo com a notificação enviada ao Congresso pelo ex-presidente, a ajuda financeira seria para “financiar ajuda humanitária na Cisjordânia e Gaza, apoiar reformas políticas e de segurança e ajudar a estabelecer o Estado de Direito em um futuro Estado palestino”.

Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (25), que irá fazer várias alteração nos programas de segurança. Isso inclui a suspensão do programa de refugiados e a proibição temporária da entrada de pessoas vindas do Iraque, Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen – países de maioria muçulmana. (Gospel Prime)