O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nesta sexta-feira (17) para um ato político em memória aos 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás. A sessão especial relembrou o episódio brutal ocorrido no Pará, em 1996, onde 21 trabalhadores foram assassinados, data que hoje marca o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Com ritos, cantos e uma intervenção simbólica utilizando caixões nos corredores da Casa, cerca de dois mil manifestantes reforçaram o pedido de justiça e o fim da impunidade no campo.
O evento celebrou também a conclusão da Marcha Estadual pela Reforma Agrária, que percorreu mais de 120 quilômetros entre Feira de Santana e Salvador. Durante o ato, autoridades e parlamentares se uniram às lideranças do movimento para destacar a importância da resistência camponesa. O presidente do PT Bahia, Tássio Brito, enfatizou que a luta do MST é uma resposta histórica contra as tentativas de subordinação do povo, reafirmando que o acesso à terra é um pilar fundamental para a construção de um mundo mais justo e igualitário.
A mesa de debates contou com a presença de figuras como os deputados Valmir Assunção, Fátima Nunes, Lídice da Mata e Marcelino Galo, além de secretários de estado e representantes do Incra. Em seus discursos, os participantes ressaltaram que a mobilização na Alba não é apenas um ato de luto, mas um grito de renovação do compromisso com a democratização da terra. Para as direções nacionais do MST, a chegada à capital baiana após dez dias de marcha demonstra a força e a persistência de um movimento que segue pautando a dignidade rural e os direitos humanos na agenda política baiana.
Da Redação
Foto: Letícia Oliveira