Depois de várias reclamações feitas por funcionários da Ramarim em Santo Antônio de Jesus, o diretor do Sintracal  – Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Calcados, Antônio Carlos, se pronunciou sobre o assunto. Segundo ele, muitos trabalhadores já procuraram o sindicato e alguns avanços já foram alcançados. “O refeitório foi ampliado, o vale transporte vai ser liberado no final desse mês e a cesta básica, a empresa nos garantiu que vai começar a distribuir depois que completar os três meses de experiência”, disse.

Quanto a execução do trabalho em pé, o sindicalista falou que é quase impossível trabalhar sentado numa fabrica de calçados. “É um perfil da empresa, lá em Jequié onde a Ramarim funciona há mais de 10 anos também é assim, na esteira onde é fabricado o calçado, não temos como trabalhar sentado, só algumas costureiras que podem”.

Sobre os intervalos, o mesmo falou que não existe uma lei que obrigue o empresário liberar o trabalhador para o lanche, mas o sindicato através do consenso está tentando conseguir esses intervalos para o funcionário fazer um exercício e o lanche. “A gente tinha isso na Dal Ponte, tínhamos de 5 a 10 minutos pela manhã e a tarde”. Sobre os veículos que ficam no lado de fora, Antônio falou que não recebeu nenhuma reclamação nesse sentido, mas já é uma pauta para ser discutida.

DAL PONTE

Sobre a Dal Ponte, no último dia 23/04/15 foi vendido um galpão no Rio Grande do Sul no valor de R$7,5 mi (sete milhões e meio de reais) que servirá para pagar as verbas rescisórias. Os três últimos salários atrasados já foram pagos e o FGTS depositado já foi liberado. Segundo Antônio, a Ramarim reaproveitou os funcionários da Dal Ponte. (Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo)

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