Salvador: Cortejo Afro enfeita o circuito Dodô com a graça de Oxum - salvador, carnaval-2016Depois de dezenas de ensaios de verão no Pelourinho, todas as segundas-feiras dos últimos três meses, chegou a vez de o Cortejo Afro mostrar seu ritmo e seu encanto no Carnaval de Salvador. Assim como no Centro Histórico, o Cortejo fez bonito e mostrou que, apesar de não ser tão antigo como os tradicionais blocos afro da Bahia, é capaz de trazer a mesma energia e representar com beleza, cor e dança a cultura africana.

Neste ano, o bloco apresenta o tema “Oxum – A dona do colar de ouro”. e desfila nesta segunda (8) no Circuito Barra-Ondina, com a participação de 2.500 foliões. O grupo conta com uma bateria composta por 200 percussionistas – a maior banda do carnaval da Bahia – e de uma ala composta por 100 mulheres da terceira idade e outra com 50 baianas tradicionais.

Puxando o bloco, se revezam os cantores: Marquinhos Marques, Claudya Costta, Valmir Brito, Aloísio Menezes e Portella “Açúcar”, acompanhados pelas performances de Veko Araújo.

História – O Bloco Cortejo Afro foi criado em 2 de julho de 1998, na comunidade de Pirajá. Sua origem, dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oiá, sob a inspiração e orientação espiritual da ialorixá Anizia da Rocha Pitta, Mãe Santinha, atesta toda a sua identidade, autenticidade e força. Foi idealizado pelo artista plástico Alberto Pitta, que há 30 anos desenvolve trabalhos ligados à estética e cultura africanas. A intenção de Pitta é resgatar as cores, sons e ritmos do carnaval, que, em sua opinião, “o tempo se encarregou de apagar, tornando a maior festa popular do mundo, numa pasta só”. (Bahia.ba | Foto: Mauro Zaniboni/Ag Haack)

Aproveite e curta nossa fanpage. Clique aqui !