Na terça-feira (11/09), das 17 horas às 19 horas, ocorreu na Faculdade de Ciências e Empreendedorismo – FACEMP, que fica situada na Praça Renato Machado em Santo Antônio de Jesus-Ba, uma roda de discussão que teve como abordagem “Uma análise sobre a contratualização do direito de família”. O evento foi organizado pela coordenação científica, professora Aline Passos e professor Caique Barbosa, como também pela coordenação acadêmica, professora Luciana Matos.

Participaram do evento os advogados Valter Almeida, Ana Graziele e Suzana Andrade, também esteve colaborando com o evento e trazendo um pouco do entendimento majoritário a cerca desse assunto o Juiz de Direito, Dr. Márcio Oliveira, que atua na Vara de Família da Comarca de Santo Antônio de Jesus-Ba.

A discussão teve um caráter interdisciplinar contando também com a participação de profissionais da psicologia Manoel Neto, e serviço social Lilian Santana e Tainara Souza. Foi uma roda de conversa bem interativa onde os alunos de todas as áreas que estavam presentes puderam contribuir.

Foto: Divulgação

A abertura do acontecimento deu-se com a apresentação de voz e violão de duas estudantes da instituição, e após isso, abriu-se a conversa interdisciplinar onde foi apontado as ideias de família e a contratualização desse direito pelo viés da psicologia, do direito e do serviço social, constatando assim, que esse direito é uma questão ainda para muito estudo e que todas essas áreas tem seu modo de explicar a situação, contudo nenhuma delas é totalmente completa. A partir disso, é notável a grande relevância da roda de conversa principalmente para os estudantes. Ao final do evento teve um coffee break, realizado pelos alunos de Direito do 4° Semestre da Facemp, que contou com uma transmissão ao vivo via Instagram da estudante Lorene Oliveira.

Chegou-se a conclusão que a concepção de família na pós-modernidade não é concreta, mas sim fluída, como afirmou o psicólogo, Manoel Rocha Neto. Neste entendimento, todas as estruturas familiares devem ser respeitadas e assistidas, visto que cada formação familiar é uma família em sua singularidade. E como bem frisou Doutor Márcio Oliveira, Juiz da Vara de Família da Comarca de Santo Antônio de Jesus, em inúmeras passagens da sua participação, o Direito de Família deve ser entendido e tratado com bom senso, em virtude da sua relação com a afetividade e o sentimento humano.

Textos: Lorene Oliveira e Dulce Figueiredo, alunas do 4º Semestre de Direito

Editado por Tribuna do Recôncavo