Alguns institutos de pesquisa registraram o rádio como o veículo mais importante para a definição de voto, passando inclusive, a televisão. Novamente o rádio teve papel fundamental na definição de votos e também na cobertura das informações que envolveram a disputa pelas prefeituras e câmara de vereadores. O panorama geral das emissoras foi muito positivo, registrando picos de audiência, principalmente no dia 2, na faixa horária do encerramento das eleições.

O comportamento da audiência do sistema de rádios ao vivo foi o seguinte: usuários espalhados por várias rádios, de diferentes portes e localidades. As emissoras que não contaram com a cobertura jornalística das eleições ficaram em segundo plano.
Ainda mais relevante foi o trabalho offline: com a cobertura ao vivo, as emissoras ganharam em velocidade para informar os dados atualizados das apurações em seus respectivos municípios.

Entrevistas com os candidatos após os resultados, além de análises jornalísticas, também foram atrativos importantes para quem buscou o rádio como fonte de informação. Várias emissoras musicais interromperam suas grades normais para poder acompanhar o processo eleitoral no dia 2 de outubro. A tendência é que o cenário seja repetido no próximo dia 30 nas cidades que contam com o segundo turno. (Aerp)

Segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha, 57% dos paulistanos disseram não ter visto o horário eleitoral gratuito. Ao mesmo tempo, no período do horário eleitoral, o candidato João Doria (PSDB), subiu fortemente nas intenções de voto em todas as faixas. Como isso aconteceu? Segundo o instituto de pesquisa, foram nas inserções espalhadas ao longo do dia, no rádio, que as campanhas de fato aconteceram. Ou seja: assim como em todo o país, o veículo teve ação primordial na decisão de voto e, consequentemente, no resultado das Eleições 2016. (Aerp)