Com essas palavras de Santo Agostinho, vamos pautar nossa reflexão de hoje. Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso. Ao analisarmos a situação em que vivemos no Brasil de hoje, cabe-nos perguntar: ainda temos em quem confiar? Ainda podemos esperar alguma mudança voltada para o bem comum da população? É claro que não!

Vemos à nossa frente o Brasil comandado por um governo fraco, inerte, enlameado no atoleiro da corrupção e incapaz de gerir os problemas da população. Não podemos nem mesmo afirmar que o governo faz com uma mão e desmancha com a outra, pois a única expectativa que temos é de uma estabilidade econômica de fato. E isto o governo já encontrou desde quando assumiu em 2003, e, que infelizmente está sendo jogada fora pela incompetência.

Comete-se uma série de irregularidades: farras de obras faraônicas que nunca serão concluídas; desvios de recursos orçamentários, as chamadas pedaladas fiscais; mentiu, pregou um crescimento através de um PAC que nunca saiu do papel; anistiou e isentou tributos de forma irresponsável com o objetivo exclusivamente eleitoreiro. Agora, depois de ter aplicado o estelionato eleitoral e ver a população reagir, apela para o vale tudo.  Primeiro anuncia-se uma reforma ministerial e um corte nas pastas visando economizar. O primeiro entrave, Aloizio Mercadante não pode sair do ministério por que o STF autorizou abertura de processo contra ele, e se sair perde o foro privilegiado. Anuncia a criação de novos impostos e aumento de outros já existentes. Cortes em investimentos, programas sociais, suspensão de reajustes de servidores etc provocando a maior recessão e descrédito para o país. Mais, vale tudo para se manter no poder. O desespero do PT é tão grande que o próprio ex-presidente Lula afirmou, em (23 de setembro) no Palácio da Alvorada: é melhor perder alguns ministérios do que a presidência.

É interessante que os governos (em todas as esferas falando), não aceitam abrir mão de nada. Não abrem mão do luxo dos palácios, sem reis; dos carrões com motoristas; dos aviões e helicópteros; dos seguranças; das altas diárias; das aposentadorias milionárias etc. Quem quiser conhecer o luxo a que me refiro faça uma visita à Câmara ou Senado ou aos palácios do governo. Parece que a única fonte para cobrir os rombos dos cofres públicos é o bolso do trabalhador.

E a oposição quem é mesmo?

Vemos uma oposição sem comando, sem presente, passado ou futuro, e o pior, sem moral. Partidos ou grupos políticos que apenas visam uma fatia no empreguismo do governo. Ao mesmo tempo em que é governo é oposição a exemplo do PDT, PSB, PTB etc.

O PSDB, partido mais forte a pleitear o Palácio do Planalto, fica nos bastidores. Tem medo de vir à tona a podridão que se encontra debaixo dos tapetes de Aécio Neves, Geraldo Alkmim, Aloizio Nunes, FHC, José Serra e outros. Grandes críticos do PT pela roubalheira praticada no mensalão, Petrobras, mas que do mesmo jeito usa o seu poder de fogo e a mídia criminosa que está sempre ao seu lado, para impedir as investigações dos cartéis dos trens, transportes, compra de votos para a emenda da reeleição, mensalão do PSDB mineiro etc, negando à opinião pública o direito de conhecer de fato quem os são. Alguém lembra das investigações que foram feitas contra a filha de Jose Serra em 2010, sobre o seu suposto enriquecimento ilícito? Quem foi o responsável? Por que a imprensa se calou e esqueceu do assunto? Essa informação pode ser adquirida através dos links:

Do outro lado o velho partido elitista das oligarquias, o PMDB, comandado pelos caciques mais ‘limpos” que a nossa nação já conheceu, a exemplo de Sarney, Cunha, Calheiros, Temer, Raupp e outros mais, é quem dá as cartas. Se valem da inoperância do governo Dilma Rousseff em recolocar o Brasil no seu caminho; da incapacidade de propor soluções para a crise econômica; da incapacidade de administrar e pôr um fim para tantas greves que já se arrastam há cinco ou seis meses, obrigando alunos a atrasar os seus projetos em pelo menos um ano, negando aos segurados da previdência os seus direitos mais sagrados conquistados, na forma da lei, ao longo de suas vidas. Eles criam as chamadas pautas-bombas, obrigam o governo a vetar e negociar a manutenção dos vetos em troca de ministérios.

Não tenhamos dúvidas. Eles vão aprovar os ajustes fiscais, a criação de novos impostos e aumento da carga tributária penalizando a população, em seguida, tchau e bênção, libera o posto que a presidência é nossa. É a falência irreversível do governo Dilma.

Mas vale agora relembrar alguns ditados popular que bem se encaixam na atual situação do governo: Dizes com quem andas que te direi quem és! Quem partilha com ladrões é ladrão! Quem defende corruptos é corrupto! Quem se mistura com porcos há que comer farelo! Quem trai a consciência do eleitor, esquece-se das reais necessidades da população e visa apenas a permanência no poder, pelo poder, para satisfazer a interesses de partidos ou grupos aliados, torna-se traidor de sua própria história. Como podemos ver não nos resta mais em quem acreditar. Direita, esquerda, centro, situação ou oposição, todos unidos com o mesmo foco: o poder, o dinheiro e a impunidade. Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso.

Digital CameraGilbenício de Souza Brandão

Administrador

Especialista em Gestão de Pessoas

(Colunista do Tribuna do Recôncavo).