Saudades, nostalgia, necessidade de reavaliar a vida e a tristeza. Esses sentimentos são relativamente comuns no fim do ano, quando as festas natalinas remetem à necessidade do convívio familiar, e o encerramento de um ciclo e começo de um novo se concretiza. Apesar de naturais, essas sensações, quando se prolongam e começam a trazer prejuízos para a vida da pessoa podem ser processos depressivos ou sintomas de outros transtornos mentais.

O psicólogo da Holiste Cláudio Melo aponta que fazer um balanço da vida é positivo, bem como fazer um planejamento para o ano que começa. “Para muitas pessoas o sentimento de introspecção se intensifica nesta época. É importante que esta emoção seja transformada em uma análise do que fizemos, das decisões que tomamos, do que precisamos buscar para o próximo ano. Desta forma, fazer este balanço e ter momentos de reflexões podem ajudar no autoconhecimento e no aprendizado”, revela.

Sentimentos de tristeza ou sofrimento são naturais e fazem parte de uma vida saudável, pois a qualidade de vida e o bem-estar estão atrelados à forma como aquele indivíduo lidará com essas situações e não somente à existência do sentimento.

Mas como reconhecer quando a tristeza e a introspecção evoluíram para um quadro patológico? O psicólogo aponta que a pessoa com depressão pode apresentar dificuldades de socialização e alterações do humor mais acentuadas.

“Muitas pessoas que apresentam um quadro patológico no final de ano já possuem indícios ou histórico de depressão. Para quem teve um ano pesado, com perdas ou dessabores, é preciso procurar ajuda de um especialista para superar esta fase e garantir um novo ano com boas perspectivas”, conclui Cláudio Melo.

 

Reavaliação e amadurecimento

O psiquiatra da Holiste, André Gordilho salienta que é possível utilizar os sentimentos que a época de Natal e fim de ano geram de uma forma positiva, fazendo uma reavaliação pessoal.

“Pode ser um momento muito rico para repensar a vida e tomar decisões. Ninguém é feliz o tempo todo e é preciso aprender a lidar com a dificuldade para o amadurecimento pessoal”, enfatiza.

 

Litiane de Oliveira

Executiva de Contas

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