O PSDB e o DEM não acreditam que a saída do PSC da chapa proporcional que seria formada por eles vai influenciar na eleição de seus deputados federais e estaduais na eleição deste ano. Dois dos partidos com maior número de integrantes no Legislativo representando a Bahia, eles não reduziram a expectativa de quantos parlamentares vão conseguir eleger em outubro.

Até alguns dias, a expectativa era que PSDB, DEM, PRB e PSC saíssem juntos na chapa proporcional. No entanto, o PSC optou por não compor a coligação, criando uma turbulência no grupo, formado pelos partidos mais fortes entre os aliados de Zé Ronaldo (DEM) na disputa pelo governo.

Para o presidente estadual do PSDB, João Gualberto, a estratégia para a eleger parlamentares permanece a mesma. “Não mudou nada, tudo a mesma coisa”, comentou em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (8). O presidente estadual do DEM, José Carlos Aleluia (DEM), prega discurso semelhante. “O DEM continua com a mesma perspectiva”, declarou.

Aleluia e Gualberto são deputados federais e devem disputar a reeleição este ano. Portanto, têm interesse direto na formação das chapas proporcionais. Com a decisão do PSC de sair do grupo, DEM, PV e PRB vão formar uma chapa para eleger deputados federais e o PSDB vai sair sozinho. Para deputado estadual, no entanto, PSDB se junta a PRB, PV e DEM para compor uma coligação.

O dirigente do DEM acredita que seu partido pode eleger seis deputados federais e “nove ou dez” estaduais. Diante da nova configuração da coligação, ele aponta que foram incluídos mais candidatos na chapa. “Achamos que seria mais prudente”, afirmou ao Bahia Notícias. Para Aleluia, os novos concorrentes têm boa perspectiva de assumir uma cadeira, mesmo que como suplente. “Em uma bancada de nove ou dez, tem muitas chances de assumir”, disse. Pelo PSDB, Gualberto estima que a legenda pode eleger três deputados federais e seis estaduais.

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