A Polícia Civil voltou a ouvir na sexta-feira (19), o marido e pai das três vítimas de envenenamento que ocorreu em Maragogipe. O pescador Jeferson Eduardo Brandão e outras duas pessoas foram interrogadas pelo delegado titular, Marcos Veloso, que continua investigando o caso para obter mais provas contra Elisângela Almeida de Oliveira, presa junto com o marido por suspeita de cometer os crimes.

As vítimas morreram em três segundas-feiras seguidas, no dia 30 de julho, 6 e 13 de agosto. Primeiro faleceram as filhas, Greisse Santos da Conceição, 5 anos, e Ruteh Santos da Conceição, 2, e, por último, Adriane Ribeiro Santos, 23, que era esposa de Jeferson. De acordo com a família dele, também foram ouvidos uma das irmãs de Jeferson, Josiana, e o marido dela, Gilvan.

A Polícia Civil confirma que duas pessoas passaram por oitivas, mas não revelou quem foi ouvido ou por qual motivo segundo o Correio. A ideia dos depoimentos era esclarecer alguns pontos sobre a investigação. Na quarta-feira (11), Elisângela, que falou sobre sua relação com Jeferson, a quem disse considerar como um filho, mas que ela considera suspeito, e o marido dela, Valci Boaventura Soares, foram presos suspeitos dos assassinatos.

Segundo a Polícia Civil, Elisângela teria usado inseticida agrícola nos assassinatos em série. Ela estaria interessada em Jeferson, conforme a versão divulgada pela polícia. O veneno teria sido misturado junto com uma comida ingerida pelas vítimas. A prisão foi determinada após o delegado ter conhecimento de que Elisângela estaria apagando provas.

Paula, irmã de Jeferson, explicou que as três testemunhas foram chamadas na Delegacia para que pudessem ser ouvidas sobre uma entrevista de Elisângela a um veículo de imprensa. “Elisângela falou em entrevista para um jornal que Jeferson e Adriane brigavam muito. Que Jeferson batia em Adriane antes dela morrer. Que Gilvan e Josiane tinham ouvido Adriane dizer que ia fazer besteira da vida dela. Tudo isso é mentira. Eles foram lá desmentir isso”, explicou Paula ao Correio.

Na entrevista concedida para a Record TV, na quinta-feira (18), Elisângela alega ser inocente e nega qualquer envolvimento com o crime. Ela chega a citar que Jeferson estaria em uma crise no relacionamento com Adriane e que ele teria batido nela 15 dias antes do crime.

Fonte: correio24horas