O ex-senador pelo PTB Jorge Afonso Argello, conhecido como Gim Argello, foi condenado a 19 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, no âmbito da Operação Lava Jato. O juiz federal Sergio Moro condenou Argello nesta quinta-feira (13/10) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.

A força-tarefa da operação afirma que há indícios concretos de que Argello solicitou vantagem indevida para evitar que os empreiteiros fossem chamados para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras, em 2014.

“O condenado, ao invés de cumprir com seu dever, aproveitou o poder e oportunidade para enriquecer ilicitamente, dando continuidade a um ciclo criminoso. A prática de crimes por parlamentares, gestores da lei, é especialmente reprovável, mas ainda mais diante de traição tão básica de seus deveres públicos e em um cenário de crescente preocupação com os crimes contra a Petrobras”, disse Moro, de acordo com o G1.

Outros réus na ação foram Jorge Afonso Argello Junior, filho do ex-senador; Paulo César Roxo Ramos, assessor do ex-senador; Valério Neves Campos, ex-secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal; José Adelmário Pinheiro Filho, ex-presidente da OAS; Robero Zardi Ferreira, diretor de Relações Institucionais da OAS; Dilson de Cerqueira Paiva Filho, executivo ligado à OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, dono da UTC; e Walmir Pinheiro Santana, ex-diretor financeiro da UTC. (Bahia Noticias)