O Laboratório que identificou o “vírus da zika ” no Brasil está sendo impedido de realizar novas descobertas importantes  por conta da falta de recursos.  O aspecto dos corredores do “Instituto de Ciência da Universidade Federal da Bahia” ( ICUFB ) já começa passando uma péssima imagem, chegando ao “laboratório de virologia” que foi onde pesquisadores detectaram pela primeira vez o vírus da zika no Brasil.

Quase um ano se passou desde a descoberta, mas as condições de trabalho está totalmente precária, as bancadas foram invadidas por cupins, o ar-condicionado estar quebrado, uma das estufas onde o vírus é cultivado quebrou e teve que ser jogada fora, agora só resta apenas uma, e o mais grave, os vírus isolados e as amostras de pacientes para pesquisas deveriam estar em um freezer a oitenta graus negativos, que queimou a vinte dias com uma queda de energia. O material imprescindível para a pesquisa foi parar em um freezer doméstico com temperatura inadequada, misturado com outros matérias.

‘Em outros países como Alemanha, França e Estados Unidos nós já teríamos sido convidados a muito tempo para participar de projetos e financiamentos, pelo fato de termos sido os primeiros descobridores e assim teríamos  a possibilidade de arrancar na frente de qualquer linha de pesquisa.”- alegou o pesquisador Gúbio Soares. Já a pesquisadora Silvia Sardiz alegou: “Os pesquisadores trabalham na raça e se sentem frustrados, recursos financeiros são muito importantes, sem isso não se tem a possibilidade de fazer pesquisas”.

Para o ministério da saúde é prioridade o desenvolvimento das pesquisas que ajudem no combate do mosquito Aedes aegypti e no tratamento da microcefalia, uma das conseqüências do vírus da zika, mas segundo os pesquisadores até agora eles não foram procurados para receber nenhum tipo de ajuda, enquanto isso novos testes e novas descobertas poderiam estar sendo feitas. (Editado por Tribuna do Recôncavo | Informações e foto: G1)