O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi aprovado nesta quarta-feira, 31, no Senado. Sessenta e um senadores votaram a favor do impedimento da petista, alegando crime de responsabilidade fiscal. Vinte foram contra, entre eles os três representantes da Bahia – Otto Alencar (PSD), Lídice da Matta (PSB) e Roberto Muniz (PP). Não houve abstenção.

Esse resultado já era esperado até mesmo por aliados de Dilma. Nos últimos dias, a petista e o ex-presidente Luís Inácio Lula de Silva tentaram angariar votos de alguns senadores indecisos, mas não foi o suficiente para evitar o afastamento definitivo. Durante os seis dias de sessão, comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, aliados e oposição debateram a tese de que o impeachment seria uma tentativa de “golpe” ou não.

A própria presidente esteve no plenário, onde alegou ser vítima de uma trama para tomar o poder. O ex-ministro Eduardo Cardozo, advogado de Dilma, defendeu que a história teria que pedir desculpa para ela por ter sido julgada apesar de ser “inocente“. O argumento foi combatido pela oposição, que alegou que o processo é legítimo e constitucional. Leia Mais »

De acordo com eles, Dilma cometeu crime de responsabilidade com as pedaladas fiscais. Alguns parlamentares, como o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, reclamou do fato de Dilma não ter reconhecido “seus erros” e ter tentado culpar a oposição pela desestabilização do país durante seu governo.

Com a aprovação do impeachment, o peemedebista Michel Temer tomará posse ainda hoje sendo efetivado no cargo de presidente do Brasil. Em seguida, ele viaja para a China, onde vai participar do encontro do G-20. Dilma tem o prazo de 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada e manterá benefícios destinados a ex-presidentes, como o direito a utilizar funcionários públicos. (Atarde)