O escritor e professor Rubens da Cunha, natural do estado de Santa Catarina, sempre escreveu poemas e crônicas, e com a sua mudança para a Bahia para ser professor da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), campus de Santo Amaro, o mesmo começou a pesquisar sobre o Recôncavo.

Em entrevista ao Tribuna do Recôncavo, neste sábado (13/10), na Flica – Festa Literária Internacional de Cachoeira, Rubens falou que pretende envolver a geografia, a cultura e as pessoas do recôncavo “porque é tudo muito novo, eu não conhecia essa região e isso está entrando em minha nova literatura”, disse.

O último livro de poema de Rubens é “Curral”, publicado em 2015, o qual trabalha as questões da vida, morte e envelhecimento do corpo. “O corpo como um curral, algo que nos prende, que faz com que a gente esteja aqui preso”, disse.

Indagado pelo repórter Hélio Alves sobre a importância de ler livros físicos, Rubens respondeu: “O livro é como uma roda, é uma invenção perfeita, é fácil de manusear, de carregar e fácil de ler. Então, o livro é muito prático e interessante porque carrega toda uma história sobre si. Enfim, apesar de todo um avanço das novas mídias, o livro [físico] é um objeto com muito impacto, com muita força, e que vai sobreviver. Aí é que está a importância de se mantê-lo, fazer com que ele seja vendido, comprado ou trocado” concluiu.

Texto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo